Nos próximos dias 11 e 14 de Outubro – as próximas sexta e segunda-feira -, Portugal joga duas cartadas potencialmente decisivas rumo ao Euro 2020, com a recepção ao Luxemburgo e a visita à Ucrânia em partidas do Grupo B de qualificação. Os campeões europeus são segundos do grupo, atrás precisamente do adversário de dia 14, com menos cinco pontos, mas também menos um jogo disputado.

Fernando Santos promoveu vários regressos e uma estreia – a de Rúben Semedo, do Olympiacos – nos 25 chamados para o duplo confronto. Alguns dos nomes retornam após prolongadas ausências, outros parecem ganhar definitivamente um espaço na Selecção das quinas, fruto de boas exibições neste início de temporada. Olhemos para alguns.

Rúben Semedo

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A vida de Rúben Semedo parece ter dado uma volta de 180 graus desde que ingressou no Rio Ave, representando agora os gregos do Olympiacos. Os números nos dois jogos que realizou pelo emblema do Pireu na Champions não foram extraordinários, mas somou um golo em casa do Estrela Vermelha e, no global das competições oficiais, tem merecido rasgados elogios de todos os quadrantes. A Selecção parecia o passo seguinte mais lógico, e ele aí está. Não é bem um regresso, mas é uma estreia..

 

Nélson Semedo

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O lateral não encaixa propriamente no critério dos regressados, pois já havia merecido a confiança de Fernando Santos na convocatória para os jogos com a Sérvia e a Lituânia, mas uma lesão a meio do primeiro embate atirou-o para fora das escolhas no segundo. E tendo em conta a intermitência das chamadas no passado e o momento que atravessa, não pudemos deixar de olhar para os seus números. A boa forma patenteada no Barcelona parece ter tirado dúvidas ao Engenheiro acerca do ala, que em oito jogos na Liga espanhola leva já duas assistências, mostra qualidade no drible e começa a acertar nos desarmes.

 

Ricardo Pereira

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Em Inglaterra a crítica tem questionado o porquê da ausência de Ricardo Pereira dos convocados de Portugal, fruto das boas exibições do lateral, e a resposta de Fernando Santos promete arrumar a questão. O ex-Porto está de regresso à Selecção, na sequência da sua cada vez maior preponderância nos “foxes”, onde esta época, em oito jogos, soma um golo e excelentes números, sobretudo no que toca a acções defensivas e ao drible.

 

João Mário

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Aquele que foi um dos jogadores mais importantes da conquista portuguesa do Euro 2016 andava afastado das escolhas de Fernando Santos há algum tempo, visto não ser aposta no Inter. A saída para o Lokomotiv de Moscovo parece ter reavivado a carreira de João Mário que, mais encostado ao lado esquerdo, volta a mostrar qualidades que há muito estavam desaparecidas. Na Rússia conta com uma assistência em cinco jogos e uma tendência bem maior para o risco – como mostram os 3,0 remates, 3,4 passes para finalização e 4,9 tentativas de drible a cada 90 minutos -, em comparação com a última época na Serie A.

 

Bruma

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O extremo de 24 anos já vai no quatro clube desde que deixou o Sporting e parece apostado em, finalmente, assentar arraiais, a ter em conta o bom arranque de carreira no PSV. Com um futebol que encaixa na perfeição no campeonato da Holanda, Bruma leva dois golos e três assistências em oito jogos, remata bastante, faz muitos passes para finalização e mostra cada vez mais confiança no drible. Era difícil não despertar a atenção de Fernando Santos.

 

André Silva

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O ocaso do ponta-de-lança, tanto no Milan como no Sevilha, na última época, fez Fernando Santos optar por outras soluções para o ataque de Portugal, mas André Silva está de volta às contas do seleccionador, fruto de uma boa adaptação inicial ao seu novo clube, o Eintracht de Frankfurt. Quatro jogos e três golos depois (o último dos quais no passado fim-de-semana) conferem ao atacante novamente o élan de goleador, que tão importante foi noutras fases de qualificação. Quase cinco remates por cada 90 minutos, 67% de ocasiões flagrantes convertidas e 2,0 passes para finalização dizem bem da boa forma de André.