Olympiacos 🆚 Porto | “Dragão” de ouro na Grécia 🐉

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OFC Porto fechou com chave de ouro a fase de grupos da Liga dos Campeões, edição 2020/21. Na noite desta quarta-feira, os campeões nacionais derrotaram o Olympiacos por 2-0, golos de Otávio e de Uribe, e chegaram aos 13 pontos no Grupo C, fruto de quatro triunfos, um empate e um desaire. A equipa de Sérgio Conceição apenas consentiu três golos (todos na ronda inaugural diante do Manchester City), ou seja, não sofrem há cinco jornadas consecutivas na prova, mais de 467 minutos com as redes protegidas. Apesar do resultado, a equipa de Pedro Martins conseguiu chegar à Liga Europa, aproveitando o percalço do Marselha na visita a Inglaterra.

     [ O Porto esteve sempre um passo à frente do Olympiacos, inclusive nos xG ]

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O jogo explicado em números 📊

  • Muitas novidades, numa espécie de revolução, no “onze” escolhido por Sérgio Conceição, a saber: Diogo Costa, Diogo Leite, Nanu, Grujic, Romário Baró, Felipe Anderson, João Mário e Toni Martínez. Dos habituais titulares apenas restaram Mbemba, Zaidu e Otávio. Do lado grego, os portugueses José Sá e Rúben Semedo foram titulares.

  • O primeiro sinal de perigo pertenceu aos “azuis-e-brancos”. Após um canto, Toni Martínez cabeceou e Holebas, com um dos braços, desviou a bola. O árbitro Felix Brych, após consultar o VAR, assinalou grande penalidade e, da marca dos 11 metros, Otávio não tremeu e abriu a contagem ao minuto dez. Foi o primeiro golo do médio em cinco jogos na prova, o terceiro no decurso desta época. 

  • Cinco minutos volvidos, Masouras atacou a profundidade, fugindo a Nanu, mas falhou no “face to face” com Diogo Costa. Foi o primeiro ataque com princípio, meio e fim dos gregos, que tentavam ripostar à desvantagem registada. Os anfitriões tinham 60% da posse, um remate desenquadrado, um canto, 11 duelos vencidos e 96 passes trocados (eficácia de 82%). Por sua vez, o FC Porto registava três remates, um canto, 87 passes feitos (80% eficazes) e 13 duelos ganhos.

  • Utilizando preferencialmente o corredor esquerdo para atacar – 46% das investidas ofensivas -, os “dragões” iam controlando o jogo e chegavam com relativa facilidade às imediações da baliza defendida por José Sá, não obstante terem menos posse do que o adversário (55% versus 45%). Nota, ainda, para as bolas perdidas pelos dois conjuntos: aos 40 minutos, os helénicos tinham 55 registos neste capítulo e o emblema da Invicta registava 52.

  • Intervalo Vantagem justa dos campeões nacionais, que não criaram muitas situações de perigo, mas souberam gerir os ritmos do encontro, dando a iniciativa aos gregos que, à excepção de um falhanço clamoroso de Masouras no remate, pouco fizeram em termos ofensivos. Otávio foi o jogador em destaque nesta primeira metade com um GoalPoint Rating de 7.0. Além do golo apontado, o médio brasileiro teve 45 acções com a bola, dois dribles eficazes em três tentados, quatro recuperações de bola, três acções defensivas no meio-campo contrário (máximo nesta fase), quatro desarmes (outro máximo), dois alívios e duas faltas sofridas. 

  • Os dois primeiros remates na etapa final pertenceram aos forasteiros, mas foi do Olympiacos a ocasião mais flagrante, aos 53 minutos. El Arabi, em posição privilegiada e depois de ter sido municiado por Fourtonis, disparou ao lado. A equipa de Pedro Martins surgia mais afoita e agressiva neste recomeço e voltou a mostrar as garras à passagem do minuto 60, primeiro Rafinha centrou e valeu a rapidez de reflexos de Toni Martínez, que cortou a bola de zona perigosa, e depois Diogo Costa defendeu uma tentativa de Randjelovic.

  • A partida entrou numa toada em que se destacavam as substituições e as constantes interrupções. Aos 76 minutos, as duas equipas amealhavam 23 faltas. 

  • A culminar um lance sublime de Luis Díaz, que chegou a sentar no relvado Rafinha, a bola chegou aos pés de Uribe que desferiu uma “bomba” e dilatou a vantagem “azul-e-branca” aos 77 minutos. Foi o primeiro golo do médio colombiano em cinco jogos na competição e o segundo esta época. Instantes depois, Rúben Semedo derrubou Luis Díaz e foi expulso.

  • Este foi o oitavo confronto entre os dois emblemas, com os números a dizerem que o Olympiacos soma três vitórias, o FC Porto quatro triunfos, registando-se, ainda, um empate. Na Liga dos Campeões, os portistas nunca tinham vencido na Grécia – seis jogos, dois empates e uma derrota. Esta quarta-feira, o histórico mudou de figura. Além disso, o conjunto “nortenho” tornou-se na equipa portuguesa com mais conquistas na Liga dos Campeões, ao todo são 114 triunfos em 251 partidas.

      [ Gregos juntaram as linhas para anular o Porto, mas claramente não conseguiram ]

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O melhor em campo GoalPoint👑

Qual relógio suíço. Otávio tem sido, desde há quatro épocas, um dos homens de confiança de Sérgio Conceição e vai retribuindo com exibições consistentes. Neste encontro, além da já conhecida fiabilidade, o médio acrescentou uma das poucas lacunas do seu reportório, apontando o golo que abriu a contagem. O número 25 foi o MVP, com um GoalPoint Rating de 7.2. Dos dados convém mencionar alguns. No capítulo da finalização foi 100% eficaz: um remate e um golo; gizou dois passes para finalização, teve 52 acções com a bola e foi importante no momento defensivo, com cinco desarmes (máximo da ronda na prova), dois alívios e um corte decisivo. As únicas manchas nestes 77 minutos de utilização foram 11 passes falhados em 31 feitos (65% de eficácia) e as 14 perdas da posse registadas. 

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Diogo Leite 6.8 – Uma das boas notícias da noite. Exibição quase irrepreensível do jovem central, que ganhou pontos na luta pelo titularidade, numa fase em que Mbemba é indiscutível, mas que Sarr ainda não fez esquecer o lesionado Pepe. Quase perfeito nos passes (dois falhados em 45 realizados – 96%), arriscou e acertou os quatro passes longos tentados, amealhou cinco passes progressivos certos, contabilizou dois dribles eficazes, três duelos aéreos ofensivos ganhos, seis recuperações da posse e cinco alívios (máximo no encontro).

  • Uribe 6.3 – Entrou na fase de maior domínio grego e conseguiu restabelecer a ordem na zona central. Em apenas 28 minutos, conseguiu obter a terceira melhor nota do encontro. Além do golo que apontou, de realçar as duas recuperações realizadas e o facto de ter falhado apenas um passe em dez (90% de eficácia). 
  • Felipe Anderson 5.8 – Ao longo dos 62 minutos de utilização, conseguiu ser o jogador com mais passes para finalização (dois), registou 30 acções com o esférico e foi ainda importante no processo defensivo, com quatro intercepções (igualando Rúben Semedo neste parâmetro).

  • Luis Díaz 5.8 – Mais uma cartada certeira de Sérgio Conceição. Tal como o compatriota Uribe, o extremo foi um “joker” que saltou do banco e em apenas 28 minutos “dinamitou” a defesa helénica, fazendo de Rafinha a vítima preferencial. Na retina ficam as diabruras que fez ao brasileiro no lance que terminou com 0-2. Díaz teve duas acções com a bola dentro da área adversária e foi feliz em dois dos três dribles feitos. 
  • Toni Martínez 5.6 – Jogo esforçado do espanhol, que soube aproveitar a oportunidade concedida. Segurou bem a bola de costas, ajudou a defender (realce ao corte feito por volta dos 60′) e ainda tentou a sorte com três remates, sendo que apenas um foi enquadrado. Saiu esgotado, mas com a certeza de que terá mais oportunidades. 
  • Rúben Semedo 5.0 – Muitas dificuldades para defender Toni Martínez na fase inicial, foi ganhando confiança com a passagem do tempo – quatro passes longos certos, três variações de flanco e seis duelos aéreos defensivos ganhos e quatro intercepções -, mas não teve pernas para acompanhar Luis Díaz e foi expulso. 

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