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A decisão do título inglês só teve “fumo branco” no derradeiro jogo da época, mas o Manchester City conseguiu conquistar a Premier League pela segunda vez consecutiva, graças a uma vitória convincente sobre o Brighton. Pep Guardiola comemorou a conquista de mais uma Liga, enquanto Klopp levou o seu Liverpool à terceira mais alta pontuação de sempre na História da Premier League, ainda assim sem conseguir ir além do segundo lugar. Chelsea e Tottenham garantiram as duas outras vagas na Champions League, enquanto o Manchester United voltou a desiludir, apesar da troca de treinador a meio da época. No fundo da tabela, Cardiff e Fulham foram despromovidos, o mesmo acontecendo ao Huddersfield, que fixou o terceiro número mais baixo de pontos de sempre na Premiership.

Esta é a nossa Equipa da Época, com base nos Goalpoint Ratings, definida a partir de uma lista de jogadores que completaram pelo menos 1710 minutos (50% do total possível) na competição. O campeão Manchester City lidera o “onze”, com cinco jogadores, seguido do Liverpool com dois. Três formações de fora dos seis primeiros estão aqui representadas, com um atleta cada, enquanto o extremo do Chelsea, Eden Hazard, acabou por ser o Jogador da Época, pelo que fez em campo estatisticamente.

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Lukasz Fabianski (West Ham) 6.03 – O guarda-redes polaco realizou uma época excepcional pelos comandados de Pellegrini. Não só conseguiu a segunda média mais alta de defesas por jogo (3,9), como registou a quarta mais elevada percentagem de remates defendidos (72,9%) e de disparos na área travados (66,2%), mostrando ser um guardião competente – apesar do grande volume de remates com que teve de lidar.

Trent Alexander-Arnold (Liverpool) 6.07 – Uma excelente segunda temporada para o jovem do Liverpool, na qual tornou-se ainda mais importante no sistema dos “reds”. Não só somou impressionantes 12 assistências (0,4 por 90), como conseguiu uma média de 25% de eficácia, nos seus 4,8 cruzamentos por jogo.

Harry Maguire (Leicester) 6.07 – O entusiasmo em torno de Maguire caiu de forma acentuada esta temporada, mas tal não o impediu de realizar mais uma excelente época pelos “foxes”. A sua capacidade no jogo aéreo é ainda digna de registo – em especial no plano ofensivo, tendo ganho 80% dos seus duelos aéreos ofensivos na área –, tal como a sua qualidade com a bola nos pés. Com uma média de 57% de acerto em passes longos para o último terço (o melhor registo entre os jogadores da sua posição), apresentou ainda 0,6 dribles completos por 90 minutos.

Virgil van Dijk (Liverpool) 6.25 – Actualmente considerado um dos melhores defesas-centrais do Mundo, Van Dijk deu um contributo decisivo para o segundo lugar do Liverpool e com o melhor registo defensivo da prova. Não só terminou a época sem ser driblado uma única vez, e com uma média de somente 0,08 faltas no primeiro terço, como foi dominador no futebol aéreo – liderou entre centrais, com 82% de duelos aéreos ganhos – e alcançou uma eficácia de passe para o meio-campo adversário de 82%.

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Lucas Digne (Everton) 6.15 – Na outra equipa da cidade de Liverpool, o lateral-esquerdo francês mostrou o motivo pelo qual fez parte do plantel do Barcelona até à época passada. Terminou a época com somente quatro assistências, mas nenhum lateral criou tantas ocasiões como Digne, com uma média de 2,2 passes para finalização, 1,1 passes para remate através de bolas paradas e 5,0 cruzamentos por 90 minutos.

Ilkay Gündogan (Manchester City) 6.39 – Gündogan combinou o seu futebol típico de um número “8” com a complicada tarefa de substituir Fernandinho durante parte da época, e fê-lo com grande sucesso. O alemão mostrou qualidade sobretudo como jogador de passe certo, sendo o futebolista com melhor percentagem passes longos completos na Liga (74% mesmo para o último terço), sendo que apenas um outro médio falhou menos passes curtos (somente 9%).

David Silva (Manchester City) 6.81 – Aos 33 anos, o espanhol (125 vezes internacional) é o jogador mais velho na nossa equipa da época, mas continua a ser um incrível criador de ocasiões no sistema do City. A combinação dos seus 2,3 passes para finalização de bola corrida (melhor entre os médios) com as 0,6 ocasiões flagrantes criadas (melhor entre os centro-campistas) e os 1,6 remates na área (mais uma vez o melhor registo entre os médios na Liga inglesa) mantêm-no como uma das maiores ameaças no último terço.

Bernardo Silva (Manchester City) 6.42 – Encarado como o herdeiro do trono de David Silva no Manchester City, Bernardo melhorou ainda mais o seu futebol esta temporada e foi o segundo jogador de campo mais utilizado por Guardiola na Liga. Para além dos seus sete golos e outras tantas assistências, ficou apenas atrás de David Silva em passes para finalização de bola corrida (2,1). E também trabalha muito sem bola, com 1,1 acções defensivas no último terço, 1,4 bloqueios de passe e 1,2 desarmes completos.

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Raheem Sterling (Manchester City) 6.66 – Com 17 golos e dez assistências, Sterling realizou mais uma excelente época sob o comando de Guardiola. A sua capacidade para surgir nos espaços certos para facturar – 2,0 remates na área por 90 minutos (com 51% desses disparos enquadrados), bem como 0,7 ocasiões flagrantes – fazem do inglês uma ameaça constante. O internacional pelos “três leões” completou também 2,1 dribles por 90 minutos apenas no último terço.

Sergio Agüero (Manchester City) 6.53 – Os seus 21 golos ficaram a apenas um de liderarem a tabela de melhores marcadores da Liga esta temporada, mas nenhum outro jogador facturou mais vezes sem ser de penálti por cada 90 minutos (0,69). Nenhum avançado remata mais do que o argentino (4,2) e ninguém se aproxima sequer da quantidade de remates que faz na grande área (3,4). Com 55% de ocasiões flagrantes concretizadas, aproveita ao máximo as boas oportunidades que os seus colegas de equipa criam.

Eden Hazard (Chelsea) 7.02 – Na primeira época de Sarri ao comando do Chelsea, Eden Hazard foi a estrela da companhia. Na liderança no número de assistências (15), e ele próprio com 16 golos, foi o jogador mais influente no novo sistema dos “blues”. Não só criou imensos lances de finalização para os companheiros de equipa – 2,3 passes para finalização por 90 minutos, com 0,6 ocasiões flagrantes –, liderou também a Premier League em dribles completos (4,2) e foi o jogador mais castigado com faltas na prova (3,2, com 1,3 delas a acontecer no último terço).

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Outros jogadores em destaque

  • No banco, os goleadores do Liverpool, Mohamed Salah e Sadio Mané, reclamam para si os holofotes fruto dos 22 golos que ambos marcaram.
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  • A dupla do Leicester composta por James Maddison e Ricardo Pereira merece uma menção, após excelentes temporadas, naquela que foi a primeira em que ambos participaram na primeira divisão do futebol inglês. O médio-ofensivo mostrou-se um excelente criador de ocasiões (3,2 passes para finalização por 90) e o português continua a demonstrar a sua qualidade como um lateral moderno, com e sem bola.
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