Agora que só restam oito equipas em prova, é tempo para mais um balanço e revelar o melhor onze estatístico deste Euro 2016 ate ao momento, segundo o GoalPoint Ratings™. Conheça-os e perceba as razões que motivam a sua eleição.

Euro 2016 | O XI ideal até aos oitavos!
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L. Fabianski (Polónia)

Absolutamente decisivo no jogo dos quartos-de-final contra a Suíça, o polaco que Portugal vai encontrar no próximo jogo tem sido um dos grandes destaques, entre os postes, deste Euro 2016.

Para além de ser o quinto jogador que mais defesas fez (14), tem uma percentagem de remates enquadrados defendidos de 93% (segunda melhor da competição), apenas atrás do alemão Manuel Neuer que ainda está imbatível.

D. Srna (Croácia)

Um dos três jogadores presentes neste onze que já foi eliminado, tendo-se despedido do torneio com um prémio de melhor jogador em campo contra… Portugal.

Srna sai do Euro 2016 como o jogador que mais cruzamentos eficazes fez até agora (10), o dobro dos segundos classificados neste parâmetro. Mas há mais: o veterano capitão croata é ainda o líder nos desarmes (16) e ganhou um total de 44 duelos nos quatro jogos que disputou, só superado por Kucka e Sigthorsson.

J. Boateng (Alemanha)

Marcou um grande golo no jogo contra a Eslováquia, mas já estava a ser dos melhores centrais da prova até aí. Salvou um golo em cima da linha que daria o empate à Ucrânia no primeiro jogo e, à falta de muito mais trabalho defensivo para fazer, tem-se destacado ao nível da construção.

É o jogador com o maior número de passes aéreos eficazes no Euro (35) e ainda o segundo que mais vezes coloca a bola no último terço do terreno (71).

G. Chiellini (Itália)

Segundo os GoalPoint Ratings já tinha sido o melhor central da fase de qualificação e está a confirmar-se na fase final como um dos melhores do mundo na sua posição.

Para além do decisivo golo contra a Espanha, está ainda no Top 10 jogadores com mais intercepções da prova (11) e é dos poucos não-alemães que ainda não viu a sua equipa sofrer um golo enquanto esteve em campo. A sua experiência revela-se também no número de faltas que já sofreu: 10 (número digno de um avançado).

R. Rodriguez (Suíça)

Outro lateral que já se despediu de França mas que aproveitou o Euro da melhor forma para, mais uma vez, se mostrar ao mundo como um dos melhores laterais-esquerdos da actualidade.

Se defensivamente esteve em grande nível como fica explícito no total de desarmes que fez (15), também ofensivamente foi o dínamo do costume. Criou perigo tanto através de remates de fora da área (8) como de cruzamentos teleguiados de bola corrida e lances de bola parada.

T. Kroos (Alemanha)

É o jogador que mais bola teve em todo este Euro 2016: 518 toques na “redondinha”, quase 130 por jogo e quase todos eles com critério como prova o facto de ser o líder também na quantidade de passes eficazes (410).

Mas não são passes quaisquer, 175 deles tem como destino o último terço do terreno e 13 já geraram ocasiões de remate para os seus colegas. Toni Kroos tem mostrado ser um dos maiores herdeiros de Xavi no que respeita à pureza do tiki-taka e pelo que se tem visto não é só nisso que lhe vai suceder neste Verão.

A. Iniesta (Espanha)

É sempre uma pena vê-lo partir, mas ainda custa mais tendo em conta que terá sido provavelmente o último Europeu da sua carreira. Iniesta foi dos poucos espanhóis a estar à altura daquilo que a sua selecção nos tem habituado e isso ficou reflectido nos números.

Terceiro jogador com mais passes certos na prova (330) e o quinto a criar mais ocasiões de golo através de lances de bola corrida (8). Mas os desequilíbrios individuais revelaram-se ainda ao nível dos dribles eficazes (10) e das faltas sofridas (11). Classe.

D. Payet (França)

É o melhor jogador do Euro 2016 até ao momento e o líder criativo da equipa da casa, conseguindo ofuscar a estrela Paul Pogba, de quem todos esperavam maravilhas.

Para além dos dois golos (decisivos) e da assistência que já registou, Payet é ainda o segundo jogador com o maior número de passes para ocasião (19). Sendo o terceiro que mais remata de fora da área (11).

Tudo isto apesar de até ter descansado no terceiro jogo. Números brilhantes que deixam “água na boca” para o que ainda está para vir.

K. De Bruyne (Bélgica)

É o maior criativo deste Euro 2016 até ao momento. Líder nas assistências (3), nas ocasiões flagrantes criadas (5) e nos passes para ocasião (22), o “Tin-Tin belga” é o melhor amigo de qualquer ponta-de-lança. Mas De Bruyne não fica por aí.

Para além de liderar naquilo que dá a marcar, De Bruyne é ainda dos melhores no que toca ao remate (9 remates enquadrados) superado apenas por Gareth Bale. Pode ter cara de quem não faz mal a ninguém, mas não se deixem enganar.

E. Hazard (Bélgica)

Se foi para isto que se andou a poupar durante a época nós perdoamos. O grande Hazard que encantou o mundo está de volta e escolheu os melhores palcos para o fazer.

Registou o melhor GoalPoint Rating do Euro 2016 no último jogo frente à Hungria (9.7). Num jogo em que bateu um recorde com 20 anos: Hazard fez nesse jogo 11 dribles eficazes, um novo máximo na história dos Europeus, ao qual juntou um golo e uma assistência. Com Hazard e De Bruyne nesta forma, a Bélgica pode e deve sonhar com o título.

G. Bale (País de Gales)

Não era a estrela do Real Madrid que gostávamos de ver neste 11 e nesta posição, mas Gareth Bale não nos dá outra hipótese.

Melhor marcador do Euro 2016 com três golos, Bale tem superado as expectativas e carregado às costas um País de Gales que por esta altura poucos esperavam ver ainda em prova.

Para além dos golos, Gareth Bale é ainda o líder nos remates enquadrados (13), sendo que oito dos mesmo foram feitos de fora da área. Nos dribles eficazes (15) só é superado pelo já falado Eden Hazard, jogador que vai defrontar nos quartos-de-final.