Os vencedores

Croácia, o “Brasil da Europa”

No Euro 2016 houve quem lhes chamasse “o Brasil da Europa”. A adjectivação acaba por ser injusta, findo o Mundial 2018, em vários sentidos. Em primeiro lugar porque os balcânicos acabaram por atingir algo que os sul-americanos falham desde 2002 (a final).

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Em segundo porque a selecção de Modric e companhia apresentou uma receita com a qual certamente o Brasil terá muito a aprender, caso queira regressar aos tempos de glória de outros tempos, apesar das melhorias que Tite parece ter trazido. Entregue o troféu, a festa maior fez-se nos Campos Elísios, mas foi em Zagreb que se honraram os verdadeiros heróis do lado romântico que o Mundial ainda reserva, para alguns.

Trippier, chegou na “sombra” saiu em alta

Houve quem lhe chamasse “jovem” nas transmissões televisivas, mas o lateral inglês faz 28 anos em Setembro. Trippier terminou como o melhor lateral do Mundial, ainda por cima no exigente sistema de três centrais de Gareth Southgate. Bateu Neymar, De Bryune e companhia na missão de colocar bolas em posição de remate nos pés (e cabeça) dos colegas.

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O lateral/médio do Tottenham ofereceu golos e marcou outro, naquele que foi apenas segundo golo de livre directo da Inglaterra na sua história mundialista. Num torneio que deixa poucos momentos lendários em termos individuais, Trippier corporizou o protótipo tradicional do jogador que chegou ao Campeonato do Mundo na sombra e saiu por cima. E prova disso é que os 15M€ que valia em Janeiro já passaram a 30.

Uma menção também para o francês Pavard, homólogo de posição de Trippier. O francês jogava na segunda divisão alemã em 2017. Hoje é campeão do Mundo. Um conto de fadas escrito em francês.

Yerry Mina, porta-estandarte dos centrais

Nem James, nem Falcao, nem Quadrado ou Quintero, quem carregou a Colômbia mais longe do que o seu futebol prometia foi o central Yerry Mina. A aposta GoalPoint nos “cafeteros” foi o exemplo máximo da veia goleadora demonstrada pelos defesas (Stones, Granqvist, etc.) na Rússia.

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O central do Barcelona terminou com tantos golos (3) como Cavani, Mandzukic ou Hazard, num Mundial que proporcionou a homens com a envergadura de Mina fazerem sentir a sua presença ofensiva (31 golos surgiram na sequência de bola parada).

Hazard eleva cotação

O MVP GoalPoint do Mundial já havia sido o melhor da qualificação europeia para o torneio. Sai da Rússia dividindo a meias com De Bruyne a fatia maior do mérito de ter finalmente confirmado em realidade o estatuto de “eterna promessa” da geração belga que comandaram. Para muitos os “diabos” mereciam ter, pelo menos, chegado à final. Ficaram-se pelo terceiro lugar e pelo maior registo goleador colectivo do torneio.

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Mas para lá disso, Hazard regressa com a cotação revista (ainda mais) em alta e a gerar a cobiça de Real Madrid e Barcelona.

Deschamps (e Putin)

O treinador francês entrou para a restrita galeria de figuras do futebol que conseguiram somar títulos mundiais como jogador e como treinador, grupo onde figuravam apenas Zagallo e Beckenbauer. Pelo caminho, Didier mostrou ter aprendido com os erros do Euro 2016, ainda que os resultados da sua aprendizagem não tenham convencido todos os amantes do futebol, uma consequência secundária face ao que mais interessava, vencer. E a França voltou a vencer, tal como já tinha feito em 1998, com Deschamps em ambas as fotografias de grupo.

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As tendências que ficam do Rússia 2018 por comparação com o Mundial 2014

Noutro plano destaca-se Putin, que acaba o torneio a exibir o seu ténue sorriso característico. O Mundial correu bem e, durante um mês, ninguém se lembrou de terrorismo e hooliganismo associados ao futebol. Até a selecção russa ajudou à festa, com uma campanha bem acima das expectativas dos especialistas. Pode-se gostar muito, pouco ou nada de Putin e do que representa, mas a vitória do líder russo é incontornável.