O Benfica sagrou-se este sábado campeão nacional pela 37ª vez. A formação “encarnada” ganhou ao Santa Clara no Estádio da Luz, por 4-1, e tornou irrelevante o resultado do “clássico” do Estádio do Dragão entre FC Porto e Sporting, que terminou com 2-1 no marcador para os portistas.

Este foi um título que as “águias” conquistaram com uma “corrida” de trás para a frente. Após uma primeira volta que foi tudo menos regular, sob o comando de Rui Vitória, a formação benfiquista arrancou para uma segunda metade de temporada verdadeiramente arrasadora na Liga, sob a batuta de Bruno Lage, com apenas um empate na caminhada e vitórias nos redutos dos principais rivais na luta pelo título – FC Porto, Sporting e Sporting de Braga.

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Uma recuperação extraordinária que teve vários protagonistas para além do seu treinador. Uns com maior peso que outros, deixamos aqui os nomes dos jogadores mais utilizados do Benfica – com um mínimo de 700 minutos em campo – e por ordem de utilização, com as estatísticas dos jogos em que realizaram as melhores prestações, reflectidas nos GoalPoint Ratings.

Álex Grimaldo – Lateral-esquerdo – 3050 minutos

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O espanhol fez a melhor época desde que está na Luz. Nem que seja pela consistência e regularidade da sua utilização, sem as constantes lesões musculares. Fundamental no processo ofensivo “encarnado” – registou 12 assistências na Liga -, fez a sua melhor prestação frente ao Marítimo, na 30ª jornada.

Odysseas Vlachodimos – Guarda-redes – 3049 minutos

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O guardião incontestado da equipa benfiquista, Odysseas nem sempre se apresentou ao mais alto nível, com erros como no jogo em casa com o Belenenses, ditando os únicos pontos perdidos pela equipa na segunda volta. Mas em diversos momentos-chave realizou algumas defesas de grande nível.

André Almeida – Lateral-direito – 2911 minutos

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O capitão do Benfica nem sempre é consensual, excepto quando a questão é a entrega e a força mental que apresenta, seja em que recinto e contra que adversário for. Lutador e consistente a defender, é fundamental a atacar, registando 11 assistências antes da derradeira jornada.

Rúben Dias – Defesa-central – 2866 minutos

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Duro, por vezes impetuoso, o que não o livra de alguns erros. Porém, a garra e atitude que apresenta em campo tornam Rúben Dias num líder natural do quarteto defensivo, com alguns golos importantes, como em Alvalade e em Braga. Mas a sua prestação mais conseguida foi na goleada histórica ao Nacional.

Pizzi – Médio-direito – 2737 minutos

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Um dos mais importantes jogadores da reconquista “encarnada”. Após uma última temporada 2017/18 abaixo do seu nível habitual, Pizzi voltou a assumir uma preponderância ímpar, em especial a construir, terminando a época como líder destacado das assistências (18). E foi o único jogador a registar um GoalPoint Rating de 10.0 esta época na Liga NOS.

Haris Seferovic – Ponta-de-lança – 1969 minutos

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Quase proscrito no final da última época, princípio desta, o suíço ganhou o lugar perante as lesões de Jonas e as desilusões que foram Facundo Ferreyra e Nicolás Castillo. E não desiludiu, “rebentando” quando Bruno Lage assumiu o comando técnico. Seferovic desatou a facturar e terminou a época com 23 golos (todos de bola corrida) e como melhor marcador do campeonato.

Rafa Silva – Estremo-esquerdo – 1895 minutos

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Outra das belas surpresas do Benfica. Após as primeiras épocas discretas de “águia” ao peito, Rafa ganhou confiança e tornou-se no grande desequilibrador do conjunto “encarnado”. Velocidade, capacidade de drible acima da média e golos (e tantos que costumava falhar) passaram a ser a sua imagem de marca. O tento que fez no Dragão poderá muito bem ter sido o momento decisivo da época.

João Félix – Avançado – 1712 minutos

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De promessa a certeza. Lançado aos poucos por Rui Vitória, assumiu a titularidade indiscutível com Bruno Lage e tornou-se na grande referência ofensiva da equipa, com golos, assistências, dribles, capacidade técnica e força mental, que lhe permitiu marcar no Dragão e em Alvalade. O futuro é de Félix.

Jardel – Defesa-central – 1599 minutos

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As lesões não o largaram, pelo que acabou por perder o lugar para Ferro. O experiente brasileiro não deixou, contudo, de ser um elemento importante no balneário, cumprindo sempre que chamado à equipa. Em jogos de grande luta, como o da primeira volta com o Santa Clara, Jardel foi fundamental.

Ljubomir Fejsa – Médio-defensivo – 1433 minutos

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O habitual pilar defensivo da equipa benfiquista não falhou um jogo sequer da primeira volta, mas os problemas físicos limitaram o sérvio a apenas um jogo na Liga na segunda, demorando a recuperar o ritmo e a confiança necessárias. Ainda assim foi importante para o Benfica no seu melhor período individual.

Andreas Samaris – Médio-defensivo/centro – 1410 minutos

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Poucos acreditavam que o grego seria uma peça importante na equipa, após tornar-se praticamente a última opção para Rui Vitória. Tudo mudou com Bruno Lage e Samaris aproveitou as oportunidades para cimentar um lugar no “onze”, tornando-se num jogador fundamental rumo ao título, ao ponto de renovar contrato até 2023.

Gabriel – Médio-centro – 1253 minutos

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Contratação para a presente temporada, parecia algo perdido no 4-3-3 de Rui Vitória e muitos começaram a duvidar do valor do brasileiro. Mas com a mudança no comando técnico, Gabriel assumiu o papel de “cérebro” no 4-4-2 de Lage, pautando o jogo benfiquista e sempre com grande empenho nos momentos defensivos – com destaque para os duelos aéreos defensivos.

Ferro – Defesa-central – 1142 minutos

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As lesões de Jardel e Germán Conti atiraram Ferro para a titularidade, com um golo logo no primeiro jogo no “onze” inicial, ante o Nacional. Forte no futebol aéreo, com excelente sentido posicional e muito activo nas acções defensivas, parece que joga “de pantufas”, registando ainda muita qualidade no passe longo.

Gedson Fernandes – Médio-centro – 1066 minutos

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O jovem começou por ser peça importante na equipa de Rui Vitória, mas perdeu espaço com Lage, passando a ser jogador para entrar aos poucos na equipa. Não espanta, por isso, que a sua melhor prestação tenha acontecido na quarta jornada, na visita ao Nacional.

Jonas – Ponta-de-lança – 1033 minutos

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Aquele por muitos considerado como o melhor jogador do Benfica nas últimas épocas teve um contributo reduzido esta temporada. Pelo menos pelos padrões a que nos habituou. Com utilização espaçada, muitas vezes a entrar nos derradeiros minutos, ainda assim o brasileiro fez 11 golos e cinco assistências em 21 jogos.

Franco Cervi – Extremo-esquerdo – 1028 minutos

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O argentino está tapado pela grande época de Rafa Silva, sendo utilizado apenas aos poucos por Bruno Lage. Contudo, foi aposta regular na primeira metade da temporada, altura em que teve um maior contributo para a caminhada vitoriosa dos benfiquistas. Excelente a exibição na goleada ante o Marítimo, com dois golos.

Florentino Luís – Médio-defensivo – 839 minutos

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A lesão de Fejsa e os muitos jogos da equipa em 2019 levaram Bruno Lage a apostar no jovem médio-defensivo. E Florentino não desiludiu, apesar do menor fulgor no final de época. Titular nos últimos jogos, o centro-campista destaca-se pela grande capacidade nas intercepções e recuperações de posse, parecendo, por vezes, estar em todo o lado.