Nos últimos dias identificámos nos jogadores dos cinco primeiro classificados da Liga NOS que realizam mais acções ofensivas (remates enquadrados e passes para ocasião) a cada 90 minutos bem como aqueles que oferecem mais golos e assistências às suas equipas. Terminamos esta busca pelos jogadores mais produtivos da prova identificando quem afinal apresenta uma maior taxa de aproveitamento do total de contributos ofensivos que oferece às suas cores.

Se leu a análise acerca dos mais produtivos elementos dos clubes em análise (Benfica, Porto, Sporting, Braga e Guimarães) na época em curso, não estranhará a distribuição deste gráfico definitivo, mas ainda assim identificará algumas novidades. Calculámos a percentagem de aproveitamento (concretização) dos remates enquadrados e passes para ocasião de golo realizados pelos 40 jogadores que se inscreviam nos critérios definidos à partida, cruzando-os com o total das acções ofensivas referidas, e o resultado foi interessante:

Clique  no gráfico para ampliar (gráfico: GoalPoint)
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EXTREMOS EXUBERANTES… EM BAIXA

Tal como havia sucedido na análise de produtividade publicada na quinta-feira, Ricardo Quaresma volta a destacar-se… negativamente. O extremo produz muitas acções ofensivas (ninguém mais do que ele como é visível), mas o aproveitamento dos seus remates enquadrados e passes para golo é inferior a 10%, de longe o pior registo da análise. O sportinguista Nani segue-lhe as pisadas, embora num patamar superior de aproveitamento (quase 15%), ainda assim pobre para a preponderância que o extremo tem no Sporting 2014/15.

A posição natural destes dois destaques negativos poderia levar a pensar que o desperdício aflige em particular os extremos, o que em parte é uma leitura aceitável (tal como por exemplo as perdas de posse, presentes em números mais exuberantes nos jogadores que actuam pelos corredores laterais), mas que encontra suficientes excepções em nomes como Salvio, Tello, Brahimi e até Pardo, Carrillo, Gaitán, Agra e Mané, todos eles num plano superior aos dois extremos referidos no que respeita ao aproveitamento.

A análise restante não oferece grandes novidades face ao que já havíamos concluído nas duas análises anteriores: o meio-campo leonino produz, comparativamente, pouco no plano ofensivo, o ataque benfiquista cria e aproveita de forma equilibrada e eficaz e nos “dragões” surge o alerta de pelo menos três dos seus intérpretes de melhor aproveitamento terem data de saída marcada mais ou menos incontornável/próxima: Óliver (referido esta semana como regresso a Madrid no final da época), Tello (mais um ano de empréstimo) e Jackson (de suposta saída no final da época em curso). Sobram as surpresas que já havíamos identificado, em nomes com Zé Luís, Quintero, Ola John entre outros, que dão por muito bem empregues os minutos de jogo que lhes são concedidos, inferiores a outros jogadores de estatuto mais consolidado presentes no comparativo.

Actualizaremos estes dados no final da época mas a poucas jornadas do término os números permitem-nos identificar as figuras em destaque em cada um dos cinco primeiros, de forma bem mais objectiva do que por vezes os nossos olhos, presos por um lance exuberante ou um golo inesquecível, nos deixam perceber.

Nota metodológica: a análise contempla apenas jogadores dos cinco primeiro classificados da Liga NOS que tenham cumprido pelo menos 590 minutos de jogo e apresentam um mínimo de um golo e/ou assistência e uma média de pelo menos 1,0 acções ofensivas contempladas (remates enquadrados e passes para ocasião) a cada 90 minutos.

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