Ao contrário da época passada, esta foi uma temporada bem mais calma no que às mudanças de treinadores diz respeito. Se em 16/17 foram apenas cinco os clubes da Primeira Liga a manter o seu timoneiro durante toda a temporada, em 17/18 deu-se uma pequena mudança de paradigma, com 11 dos 18 técnicos escolhidos no Verão a completarem as 34 jornadas.

Esta foi também uma época em que, através dos trabalhos de Miguel Cardoso, Luís Castro e Jorge Silas, sobretudo, se assistiu por parte de alguns clubes mais pequenos a uma tentativa de jogar um futebol mais positivo, com base na posse de bola e numa construção de jogo mais apoiada. O RTG avalia resultados e não estilo, mas certo é que as duas coisas acabaram por andar “de mãos dadas”, e pode ter-se assim iniciado uma mudança ideológica no futebol português.

Vamos então iniciar a contagem decrescente, dos melhores treinadores da época 17/18 na Liga NOS.

20º a 27º Negativos, mas não muito

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Nuno Manta, treinador do ano em 16/17, foi o menos pontuado na época agora finda. No entanto, se em edições anteriores era normal o “pior” ter uma pontuação a rondar os 2000 pontos negativos, Nuno Manta – que até cumpriu o objectivo principal do Feirense, ficando na Liga NOS – terminou com apenas -1091 pontos. Serve isto para dizer que é difícil encontrar algum treinador com uma temporada muito negativa em 2017/18. Aliás, apesar de ter ficado em último, o treinador do Feirense até conseguiu sete resultados muito positivos, o máximo entre os 27 técnicos. Pode dizer-se que foi uma época sem “meio termo” para Nuno Manta, que ao mesmo tempo também somou 16 resultados negativos, registo apenas igualado por Jorge Jesus.

Pedro Emanuel, que durou 11 jogos à frente do Estoril, registou 36% de resultados muito negativos nesses jogos, algo que o colocou na penúltima posição. Destaque ainda neste lote para José Couceiro, que sofreu até à ultima para conseguir a manutenção mas foi o treinador mais pontuado da Taça da Liga, prova em que chegou à final e só foi derrotado pelo Sporting após grandes penalidades.

Curioso ainda o facto de Vítor Oliveira – 10º lugar no campeonato – ter terminado com pontuação negativa no RTG. O facto de ter somado sete derrotas caseiras e apenas ter tido dois resultados muito improváveis pela positiva, um deles na Taça da Liga, justificam esta pontuação.

15º a 19º Cinco demitidos, um após o final da época

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Neste lote de cinco treinadores, nenhum deles “sobreviveu” no lugar durante muito tempo. Ivo Vieira e Domingos Paciência foram aqueles que mais jogos fizeram (23), um a terminar e outro a começar a época.

Lito Vidigal, treinador do ano em 2015/16 pelo Arouca, é o caso mais curioso, porque até venceu o prémio de melhor treinador em Novembro, mês em que empatou com o campeão FC Porto, mas acabaria demitido passados dois meses. De realçar ainda o facto de o luso-angolano ter sido o mais pontuado na Taça de Portugal. Vidigal eliminou Vila Real, Leiria, União da Madeira e Rio Ave, no percurso que acabaria por dar o troféu aos avenses.

11º a 14º Rui Vitória sem brilho

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Neste lote aparece o primeiro dos treinadores dos “três grandes”. A pontuação de Rui Vitória dar-lhe-ia o quinto lugar se considerássemos apenas os jogos do campeonato, mas campanhas terríveis na Liga dos Campeões e Taça da Liga acabam por atirá-lo para 11º. Esta foi também uma época em que o treinador do Benfica não conseguiu um único resultado muito positivo em 46 jogos, registando pelo contrário cinco resultados muito negativos, contra CSKA Moscovo (casa), Boavista (fora), Basileia (fora), Portimonense (casa) e Tondela (casa), este último foi mesmo a maior surpresa em toda a época.

Sérgio Vieira foi, entre todos os demitidos, aquele que acabou com melhor pontuação. O jovem técnico conseguiu uma média de 1,1 pontos por jogo no campeonato, algo que daria 37 pontos ao longo das 34 jornadas e uma manutenção bem mais tranquila.

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