O o pano caiu sob as principais Ligas europeias de clubes 2018/19. Os vencedores foram encontrados, a nível colectivo e individual e os grandes marcadores de golos são um tema popular, culminando na eleição da Bota de Ouro do futebol europeu, conquistada pela sexta vez pelo “inaturável” Lionel Messi (36 golos / 72 pontos), com vantagem considerável sobre o segundo classificado, o francês Kylian Mbappé (33 golos / 66 pontos).

As duas maiores máquinas goleadoras do futebol europeu 18/19 desta época não deram hipótese à concorrência e, por isso mesmo, apresentamos ambos num primeiro comparativo indiferente à lógica regional que iremos seguir neste artigo, no qual conferimos a produção de alguns dos principais “artilheiros” do futebol europeu nesta temporada.

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O Barça voltou a conquistar o título espanhol e é caso para dizer que Messi fez boa parte do trabalho, tão aturado que não só terminou como melhor marcador da La Liga como também foi o rei das assistências, a par de Sarabia (Sevilla). Uma temporada incomparável, como aliás o demonstra, noutros domínios, o frente-a-frente com o outro “gigante” europeu dos golos, Mbappé.

Mas deixemo-nos de criaturas mitológicas e regressemos ao planeta terra, mais propriamente ao topo dos marcadores das principais Ligas.

🏴󠁧󠁢󠁥󠁮󠁧󠁿 Premier League: quando tens dois “artilheiros”… e não és campeão

Muitos dizem que Mohamed Salah não fez uma época ao nível da que ofereceu em 2017/18. Sendo verdade que o egípcio ficou a dez golos de distância dos 32 que fizeram dele o melhor marcador da Premier na temporada passada, a verdade é que os 22 golos obtidos este ano lhe permitiram terminar na mesma no lugar cimeiro dos marcadores, empatado com um colega de equipa (e um rival, mas já lá iremos): Sadio Mané. Este é apenas mais um registo “amargo”, a juntar a outros, para o Liverpool, que apesar de concentrar 44 golos nos seus dois alas, não conseguiu ser campeão.

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O terceiro “mosqueteiro” a juntar-se a Mané e Salah no topo dos marcadores da Premier foi Aubameyang, o avançado do Arsenal que “tecnicamente” acaba por ser o melhor marcador, visto ter obtido os mesmos 22 golos com menos minutos jogados do que os “reds”. A um golo dos três “artilheiros” ficou aquele que, para muitos (e para o GoalPoint Rating) foi o melhor avançado da prova: o campeão Sergio Aguero, que somou 29 acções para golo com menos 807 minutos jogados do que Salah.

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🇪🇸 La Liga: para lá de Messi… os meros mortais

A eleição do “pichichi” da Liga espanhola foi revelando-se uma competição sem história, com a “pulga” Messi a terminar com mais 15 golos do que os outros dois ocupantes do pódio, o colega Luis Suárez e o rival Karim Benzema, ambos com 21 golos.

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O destaque acaba por recair sobretudo no francês, um dos poucos a escapar à terrível época vivida pelo Real Madrid e, de certa forma, responsável por os “blancos” não terem vivido uma ainda maior agonia na La Liga. Sendo certo que o Madrid acusou muito a saída de Cristiano Ronaldo, já Benzema parece ter aproveitado o contexto para reclamar a influência goleadora que seria própria de um “9” de um emblema com as aspirações do (prestes a tornar-se) ex-campeão europeu.

Uma menção honrosa muito merecida para Iago Aspas, o avançado de 31 anos que salvou literalmente o Celta de Vigo da descida, com os seus 20 golos e seis assistências e que terminou como o quarto melhor marcador da La Liga, terceiro se contarmos apenas os “mortais”.

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