Médios-defensivos

Pêpê Rodrigues (Vitória SC)

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Após brilhar nos escalões de formação e na equipa B do Benfica e de duas épocas menos cintilantes, no Estoril e, posteriormente, já no Vitória, o médio está a finalmente a afirmar-se. Na segunda temporada completa nos minhotos, o médio de 22 anos pegou de estaca sob os comandos de Ivo Vieira e tem rubricado exibições de encher as medidas. Até a esta paragem forçada foram 22 jogos na Liga NOS e dois golos e com uma média de 81,6 acções com a bola, demonstrativo da preponderância em todo o futebol vimaranense. Não obstante actuar nas posições “6” ou “8”, Pêpê não pensa duas vezes quando tem de alvejar a baliza contrária, com um registo a cada 90 minutos cerca de 1,8 remates. Outra das suas armas é o passe, com 1,4 passes para finalização e uma eficácia global de entregas a rondar os 85%. Quanto a passes longos são 9,8 por partida com uma precisão de 75%, com 74% nos progressivos. Mais agressivo – não confundir com violento -, registou 1,8 desarmes, 1,4 intercepções e 7,4 recuperações de posse.

Pepelu (Tondela) – Fábio Pacheco (Moreirense)

Voltamos a atenção para um jogador espanhol, Pepelu. Emprestado pelo Levante, o médio de 21 anos foi sempre titular, falhando apenas um duelo em 24 jornadas na Liga. Três assistências e um golo são as estatísticas mais relevantes, mas Pepelu não se ficou por aqui. Com uma boa estampa física – 1,86m -, foi superior em 63,3% dos duelos aéreos defensivos em que interveio e, a cada 90 minutos, recuperou 6,1 vezes a posse de bola e fez 2,0 intercepções, terceiro entre os médios nesta nossa análise. É certo que não tenta muito visar as redes adversarias – 0,7 remates -, mas destaca-se nos 1,3 passes para finalização.

Viajamos agora até Moreira de Cónegos. Fábio Pacheco é natural de Paredes e, em 21 encontros na Liga, fez um golo, registando o terceiro GoalPoint Rating entre médios-defensivos fora dos lugares europeus – 6.04. Fábio é um “trinco” por natureza, algo que se reflecte nos números que apresentou até à paragem da Liga em Março. A juntar às 3,1 acções defensivas no terço intermédio (segundo valor mais alto na análise), o jogador do Moreirense fez também 3,9 desarmes a cada 90 minutos, liderando nesta variável, e foi o terceiro fora dos lugares europeus com mais intercepções (2,7), sendo muito competente nos duelos aéreos defensivos – 67% ganhos. Aos 31 anos demonstra que atingiu a maturidade no seu processo de jogo.

Médios-centro

Lucas Evangelista (Vitória SC)

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Dos médios até agora “esmiuçados”, é o que tem menos jogos nas pernas. Evangelista é também um velho conhecido do “radar” GoalPoint e um bom exemplo de como, por vezes, o talento expresso no desempenho pode ser identificado mais cedo, com recurso aos analytics. O brasileiro escapou às grandes transferências, mas prova novamente o talento que o fez “piscar” nos nossos sensores.

São 16 partidas, um golo, duas assistências e 1188 minutos de utilização. O médio alia a já conhecida capacidade técnica a um maior compromisso defensivo, tornando-se num jogador mais completo neste regresso ao futebol luso, após ter brilhado no Estoril emprestado pela Udinese, antes de partir rumo à Ligue 1 (Nantes). Sempre com a baliza debaixo de olho, apresenta uma média de 3,1 remates por 90 minutos, quase dois passes para finalização e, no meio-campo adversário, tem uma eficácia de 82% no passe – 84% em termos globais.

Uroš Račić (Famalicão) – Pedro Gonçalves (Famalicão)

Seguem-se dois jogadores do Famalicão. O primeiro o “senhor da nota 10”. No Famalicão por empréstimo do Valência, o sérvio Uroš Račić não foi logo titular – foi sete vezes lançado a partir do banco e 16 de início -, principalmente no arranque da prova, mas assim que fez o período de adaptação chegou ao “onze” e nunca mais saiu de lá, garantindo um lugar cativo graças a excelentes exibições que já despertaram o interesse do FC Porto. Todo-o-terreno, faz recordar nalguns aspectos o compatriota Matic, passada larga, critério no capítulo do passe – 75% no meio-campo adversário -, um bom remate (1,1 a cada 90 minutos) e bons pés – 1,1 dribles eficazes – tudo isto no alto do seu 1,93 cm e 86 quilos. Até agora, em 23 jogos fez três golos, com um registo de 54,7 acções com a bola, 1,4 passes para finalização, 6,1 recuperações de posse e 4,3 acções defensivas por partida.

Pedro Gonçalves é um dos nomes que marcam a presente época em Portugal. Após passagens por Braga, Valência e Wolverhampton, o médio-centro “aterrou” em Famalicão e está a realizar uma excelente temporada. Até ao momento soma quatro golos e cinco assistências, com realce para os 2,7 remates a cada 90 minutos e os 1,8 passes para finalização. Aos 21 anos, trata-se de um jogador com uma larga margem de progressão.

Médios-ofensivos

Lincoln Henrique (Santa Clara)

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Lançado por Luiz Felipe Scolari em 2015 no Grémio, chegou esta temporada a São Miguel e tem sido das notas positivas dos açorianos. O brasileiro Lincoln apresenta um GoalPoint Rating de 6.15, o melhor entre os médios-ofensivos em análise, fixado em 21 jornadas. Nos 1409 minutos de utilização marcou um golo e realizou cinco assistências. Em média, o jogador de 21 anos realiza 2,0 passes para finalização por 90 minutos, com um registo de 2,6 faltas sofridas. Mas não se fica pelos momentos ofensivos, apresentando importantes 3,8 acções defensivas, com destaque para os 2,3 desarmes, segundo valor mais alto entre os médios-ofensivos fora dos lugares europeus.

Diego Lopes (Rio Ave) – Pedrinho (P. Ferreira)

Diego Lopes falhou apenas quatro jornadas do campeonato, com 20 jogos a titular, cinco golos, quatro assistências e um tempo de utilização de 1660 minutos. Imprescindível para Carlos Carvalhal, tem sido um dos esteios dos vila-condenses, não só a construir, mas também no trabalho colectivo, com 3,5 acções defensivas por 90 minutos, com destaque para 2,1 desarmes, somando ainda importantes 6,3 recuperações de posse.

Pedrinho é um dos jogadores mais consistentes dos “castores”. Em 24 jornadas apenas falhou uma partida, fez uma assistência e dois golos. Intenso, apresenta uma média de 1,5 remates a cada 90 minutos, 2,0 passes para finalização (terceiro valor entre médios-ofensivos), 1,7 deles na grande área, bem como 4,1 acções defensivas e 5,5 recuperações de posse, com destaque para 2,3 desarmes, máximo entre jogadores da posição. Um fundo de garantia para qualquer equipa que tem apenas 27 anos.

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