As principais Ligas europeias estão ao rubro, com diversos jogadores a realizarem épocas extraordinárias, em números e em exibições deslumbrantes. Em breve daremos aliás conta dos melhores de 2017, na nossa “Pepita de Ouro” anual.

Muitos são já consagrados e veteranos nos grandes palcos, mas há uma nova geração de grandes jogadores a despontar e a reivindicar já para si as luzes da ribalta, de forma até algo precoce. A procura da “next big thing” entre os mais jovens parece mais vertiginosa do que nunca, com alguns nomes a trocarem de clube por valores astronómicos. Um deles, como poderá conferir em baixo, está a corresponder em campo.

Com base nos nossos GoalPoint Ratings, olhámos para os dez futebolistas Sub-23 – que até ao final da época, 1 de Julho, têm no máximo 23 anos – que mais têm brilhado esta temporada nas cinco principais Ligas europeias (Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A e Ligue 1) e descobrimos que a fama da maioria dos jovens craques tem correspondência no desempenho nas quatro linhas. A maioria destes nomes já conhece, mas damos-lhe a conhecer os ratings de todos eles e o que de melhor têm mostrado aos adeptos. Há um português entre eles e há quatro franceses nesta lista. Começamos pelo fim da tabela deste “top 10”.

O critério de selecção e análise baseia-se num mínimo de 900 minutos disputados, nas respectivas Ligas.

“Domínio” da Ligue 1

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Anthony Martial
22 anos | Extremo | Manchester United (Premier League)
1083 minutos – 9 golos – 4 assistências

O francês demorou a convencer José Mourinho, que apenas esta época tem dado minutos ao extremo de forma mais regular. E Martial tem correspondido, com nove golos, quatro assistências e algumas exibições decisivas. Destaque para as 0,6 ocasiões flagrantes que cria a cada 90 minutos, mas tem de melhorar bastante na finalização, pois converteu apenas 33,3% das que beneficiou. Terá o francês oportunidade de dar sequência ao bom momento após a chegada de Alexis Sánchez? Veremos.

Houssem Aouar
19 anos | Médio-esquerdo | O. Lyon (Ligue 1)
1302 minutos – 4 golos – 2 assistências

O Olympique Lyonnais tem fama de se reinventar regularmente. Sem o poderio financeiro de, por exemplo, o Paris Saint-Germain, o Lyon vai perdendo jogadores, mas encontra rapidamente bons substitutos, em especial na sua academia e através de uma boa rede de scouting. Aouar é um exemplo da boa escola de futebolistas do Lyon. O jogador, com nacionalidade francesa e argelina, é um polivalente, podendo jogar a médio-esquerdo, defensivo ou mesmo do lado direito. E esta temporada leva já quatro golos e duas assistências, mostrando-se competente no drible (3,3 eficazes por 90 minutos a cada 5,1 tentativas).

Malcom
20 anos | Extremo | Bordéus (Ligue 1)
1712 minutos – 7 golos – 5 assistências

O único brasileiro nesta lista joga também em França, no Bordéus. O extremo leva sete golos e cinco assistências e, aos 20 anos, é já uma das figuras do campeonato gaulês, onde chegou em 2015, oriundo do Corinthians. Malcom é, dos jogadores em análise, aquele que soma mais minutos esta temporada, e tens-se destacado no drible, mais na sua eficácia (64%) do que na sua quantidade tentada (4,6 a cada 90 minutos).

Gonçalo Guedes
21 anos | Extremo | PSG & Valência (Ligue 1 + La Liga)
1117 minutos – 4 golos – 6 assistências

O único português neste “top 10” era mais ou menos esperado. O extremo emprestado pelo PSG ao Valência tem feito uma época extraordinária em Espanha, sendo que correm notícias do interesse de emblemas como o Real Madrid. Para além dos quatro golos, Guedes soma já seis assistências e tem brilhado na eficácia com que tenta o drible 62% nas 4,8 tentativas de drible por 90 minutos. E não enjeita o remate sempre que pode, com 2,3 por cada 90 minutos. Não admira que o Arsenal tenha tentado a sua contratação nos últimos dias, aparentemente sem sucesso.

Alex Iwobi
21 anos | Médio-ofensivo | Arsenal (Premier League)
912 minutos – 2 golos – 2 assistências

O nigeriano do Arsenal tem estado em bom plano, apesar da irregularidade da equipa e dos apenas 21 anos. Não tem, talvez, a utilização que pretendia, mas é um jogador sem medo de rematar (3,0 por 90 minutos) e de passar (86% de eficácia, 2,1 passes para finalização por 90 minutos). A acompanhar com atenção num campeonato bastante exigente.

Na próxima página: o “rei da depilação” e as “serpentes”

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