O sorteio desta sexta-feira dos oitavos-de-final da Liga Europa colocou o Dinamo de Zagreb no caminho do Benfica. Há quem diga que o Benfica teve sorte mas será mesmo esse o caso?

Os croatas chegam a esta fase da prova após dominarem o Grupo D da competição, terminando em primeiro lugar com 14 pontos, mais seis que o Fenerbahçe, segundo posicionado, batendo inclusive os turcos em casa por 4-1 e o Anderlecht, que ficou em último no grupo, por 2-0.

Nos 16 avos-de-final, o Dinamo encontrou o Viktoria Plzen e só sentiu algumas dificuldades na primeira mão. Na República Checa, a equipa perdeu por 2-1, num jogo ainda assim relativamente equilibrado, como pode conferir pelas infografias abaixo de ratings e estatísticas de jogo. O golo apontado fora conferiu aos croatas uma vantagem que acabaria por ter o seu peso.

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Os checos dominaram territorialmente na segunda mão, com 63% de posse de bola, muito por culpa do golo logo no primeiro quarto-de-hora por parte dos homens da casa, que obrigou os visitantes a correrem atrás do prejuízo. Neste contexto, o Dinamo aproveitou o balanceamento ofensivo contrário para fazer estragos, terminando o jogo com um triunfo por três golos sem resposta e o apuramento no bolso.

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Atenção à qualidade croata… e importada

Não faltam nomes merecedores de “alerta vermelho”, pelo seu desempenho na prova, independentemente do teórica menor valia do adversário.

A abrir surge Dani Olmo, o cérebro espanhol do meio-campo croata. Aos 20 anos, e após formar-se no Barcelona, o seu desempenho vai merecendo a atenção europeia, tendo sido já associado ao interesse do Dortmund. Os seus números permitem perceber porquê: quatro dos 15 golos do Dinamo saíram, directa ou indirectamente dos seus pés. Olmo merecerá aliás atenção especial aqui no GoalPoint, muito em breve. Mas não só de Olmo se faz o Zabreb.

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Os extremos Orsic (croata) e Hajrovic (bósnio) são outros a merecer atenção. Juntos reclamam seis golos e uma assistência, nesta campanha. Na frente encontramos Petkovic (croata): o avançado soma apenas 346 minutos distribuídos por sete jogos, mas não só foi opção nos dois jogos da última eliminatória como já leva quatro acções para golo (um golo e três assistências), ou seja uma a cada 87 minutos, aproximadamente.

No miolo e eixo defensivo encontramos pelo menos mais dois nomes cujo desempenho justifica alerta. O médio-defensivo Ivan Sunjic (croata) que, a par de Petkovic, foi chamado em sete das oito partidas do Zabreg, mas com apenas 335 minutos nas penas. O “trinco” foi figura em destaque na última vitória por 3-0. Por fim, lá atrás, sublinhamos o central Emir Dilaver (austríaco), que para lá dos bons indicadores defensivos marcou um dos três golos com que o Zagreb garantiu o direito a defrontar o Benfica nos “oitavos”.

Adversário fácil para o Benfica? Chegará o momento de o constatarmos, mas a campanha do Dinamo e os indicadores individuais acima partilhados reclamam cautela, ou não fosse o emblema croata a “casa” que deu ao mundo o actual “Melhor do Mundo” em título, Luka Modric.