Os campeonatos ganham-se pela regularidade colectiva das equipas. Os objectivos de cada emblema dependem do esforço de um conjunto de jogadores que trazem maior ou menor qualidade a cada formação. E no meio dos holofotes que incidem sobre um punhado de “craques”, há todo um trabalho individual que acaba por ser decisivo no desfecho das competições, neste caso da Liga NOS.

Ao longo da temporada fomos destacando quem fez o quê com mais competência em todos os jogos, os melhores em campo com base no GoalPoint Ratings. Esta nossa avaliação é sustentada no processamento das variáveis individuais de cada futebolista, em tudo o que fazem em campo. E no final de uma temporada, importa olhar para os jogadores que foram melhores que os restantes nessas mesmas variáveis. Analisámos as mais relevantes e destacamos os nomes que, nos diversos sectores, foram mais competentes nas diversas acções de jogo.

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  • Ederson, protagonista de transferência milionária do Benfica para o Manchester City, liderou na percentagem de remates defendidos, 82%, seguido de Gottardi (79%), do Marítimo, e Iker Casillas, do FC Porto (78%).
  • Em valores totais, porém, ninguém travou mais remates que Cláudio Ramos que, com 105 “paradas”, ajudou o Tondela a salvar-se (na última jornada) da despormoção – seguiu-se Cássio, do Rio Ave (99), e Vaná, do Feirense (92).
  • Na média de defesas a cada 90 minutos, o melhor foi mesmo Rui Silva, que saiu a meio da época do despromovido Nacional, com 3,8 intervenções – Vaná 3,7, Cláudio Ramos 3,2.
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  • O médio-defensivo do Moreirense, Cauê, foi o “rei” das recuperações, com um total de 261, mais três que o sportinguista William Carvalho e mais 15 que o portista Danilo Pereira. Mas este último foi quem mais o fez a cada 90 minutos, com 9,1 recuperações, seguido do pacense Vasco Rocha (8,5) e de William Carvalho (8,3).
  • Nuno Sequeira, do Nacional, terminou na liderança dos desarmes, com 102, seguido do benfiquista Nélson Semedo (93) e de Sagna (92), do Moreirense. No entanto, os protagonistas são outros se olharmos as médias por 90 minutos, com Anderson Carvalho do Boavista (4,1) a ser rei, seguido de Victor García (4,0) e de Rafael Assis (3,8).
  • Talocha, do Boavista, foi o melhor nas intercepções, com um total de 104, embora Sequeira o tenha feito mais a cada 90 minutos (3,6). O capitão do Arouca, Nuno Coelho, também se mostrou forte neste particular, ao somar 93 intercepções, 3,6 / 90m.
  • Lucas, do Boavista, foi o mais pragmático, com 194 alívios, mais 14 que Jubal, do Arouca. Em média foi Ícaro (Feirense) que não deu hipóteses, com 6,9 alívios a cada jogo.
  • O mesmo Lucas aparece entre os jogadores mais fortes nos duelos aéreos (73% de eficácia), fazendo-se acompanhar da dupla de centrais do FC Porto, Felipe (74%) e Marcano (73%).

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