Os “stat kings” da Europa em 2020

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Fim de ano, fim de festa: 2021 já arrancou e o futebol de clubes não pára, nem sequer no primeiro dia do ano. E na “melhor Liga do mundo”, com o United de Bruno Fernandes a receber o Aston Villa de Jack Grealish, dois nomes importantes para o tema que trazemos a seguir. Porquê? porque ambos os criativos integram o selecto grupo de “overachievers” que se destacaram por fecharem o ano civil no “pódio”, em algumas das principais variáveis.

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Poucas surpresas, dois tugas e o mesmo denominador “irritante” de sempre

Alguns seguidores já não podem ver Leo Messi à frente nos nossos “bonecos”. E ele, para os irritar, persiste em mostrar a cabeça, mesmo após anos frustrantes como o de 2020. A grande questão é que os anos até podem ser frustrantes, no plano colectivo, mas isso não significa que o argentino desapareça, em termos de produção, pelo contrário. Ninguém fez mais remates enquadrados, dribles eficazes, passes ofensivos valiosos (passes eficazes para os últimos 25m, variável onde dispara para níveis estratosféricos face aos demais “mortais”, somando quase o dobro do 2º e 3º melhores somados!) ou ofereceu mais ocasiões flagrantes de golo aos colegas do que o “Pulga”, nos 3015 minutos que disputou na La Liga, no ano civil de 2020, nos quais somou 19 golos e 16 assistências.

Entre os tugas brilha um Cristiano Ronaldo cada vez mais “cirúrgico”. CR7 pode já não ter tanta bola como noutras fases da carreira e é certo que engrossa a sua contabilidade como ninguém da marca da grande penalidade, mas a verdade é que igualou o registo do “jogador do ano” Lewandowski, na contabilidade pura e dura de acções para golo, sendo batido neste “top” pelo polaco devido aos minutos jogados (Lewa atingiu as 38 acções para golo em menos minutos que Cristiano). Bruno Fernandes também espreita, no pódio da já referida variável onde Messi se apresenta como “alien”. O médio do United pode falhar muitos passes devido à vontade de “rasgar” as defesas contrárias, mas os números mostram que o risco pode compensar.

No plano defensivo os nomes são mais modestos, e provavelmente mais surpreendentes, à primeira vista, mas se pensarmos um pouco é natural encontrarmos atletas das equipas mais “massacradas” na liderança das “disciplinas” que premeiam precisamente aqueles que enfrentam mais trabalho defensivo. Aqui o destaque vai para a curiosidade de em seis nomes, três (Chris Basham, James Tarkowski e Aaron Ramsdale) militarem na Premier League. Três que até podiam ser quatro, pois Nick Pope (Burnley, colega de Tarkowski) falha o pódio por perder na “minutagem” para Aitor Fernández (Levante).

GoalPoint
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