Os tops individuais da 1ª jornada do EURO 2020 🔝

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A primeira jornada da fase de grupos do EURO 2020 chegou ao fim e podemos afirmar que não está a ser nada mau este Campeonato da Europa. Muitos têm sido os momentos marcantes, incluindo um dramático que queremos rapidamente olhar para ele como apenas um susto, mas no que à competição diz respeito, temos assistido a bons jogos e algumas exibições interessantes. Assim, olhemos para os primeiros Tops da competição, ainda sem nenhum português a liderar, mas com alguns nomes sonantes a darem já nas vistas.

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Remates: Diz que é Immobile, mas não pára quieto

O EURO 2020 começou com a Itália a bater a Turquia, e logo a abrir tivemos um jogador que se fartou de rematar (e até marcou), estabelecendo uma fasquia que apenas dois outros jogadores conseguiram imitar até ao momento.

O italiano Immobile surge no topo por ter jogado menos minutos que Patrik Schik e Breel Embolo, mas os três chegaram aos seis remates, número que mais ninguém conseguiu até ao momento na prova. Ciro fê-lo em 78 minutos, numa exibição que contou também com uma assistência. De Patrick Schick, Craque do Dia, já falámos, e Embolo parece estar a mostrar finalmente serviço pela Suíça.

Passes para finalização: a praia de Robertson

Nos passes para finalização não há partilha de trono. Nesta primeira jornada apenas um jogador lidera, um lateral-esquerdo que está habituado a ser uma fonte de passes para remate e assistências no seu clube, e transportou essa qualidade para uma selecção que está, desde já em apuros.

Andrew Roberson é um lateral extremamente ofensivo, que no Liverpool alterna com Trent Alexander-Arnold como fonte de passes para golo. O escocês é uma das figuras da Premier League e é na Escócia figura maior, a par de Scott McTominay. Os escoceses perderam em Glasgow com a República Checa, mas atacaram muito e Robertson fez seis passes para finalização.

[ Os seis passes para finalização de Robertson ]

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Drible eficazes: De Jong, o irreverente

O cérebro de todo o futebol do Barcelona (e também dos Países Baixos) deveria ser um exemplo de sobriedade, mas no extraordinário jogo com a Ucrânia, foi também o mais irreverente no que toca a dribles.

Frenkie de Jong foi o MVP do triunfo da “laranja” por 3-2 sobre a Ucrânia, naquele que é visto como o melhor jogo do EURO 2020 até ao momento. No processo fixou números incríveis, com destaque para passes ofensivos valiosos, eficácia global de passe, mas também no drible. Um médio-centro puro, De Jong tentou seis vezes o drible e teve sucesso em cinco, mais do que toda a gente até agora em prova.

[ Os seis dribles tentados de De Jong, cinco completos (a azul) ]

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Desarmes: Zinchenko, a “carraça” ucraniana

O ucraniano pode ter sido uma espécie de “vilão” do Manchester City na final da Liga dos Campeões, mas frente aos Países Baixos esteve imbatível, com um número fora do alcance da maioria.

No empolgante jogo de Amesterdão, o lateral-esquerdo, que nesta partida foi médio, colocou as suas qualidades defensivas ao serviço da sua selecção com extraordinários oito desarmes, máximo da prova. Em segundo Toni Kroos e o português Nélson Semedo, que foi o MVP de Portugal no triunfo contra a Hungria, em Budapeste.

Intercepções: Larsson com trabalho extra

A seguir, dois jogadores suecos. A formação nórdica não perdeu contra Espanha, o jogo ficou 0-0, mas o sector recuado da Suécia teve imenso trabalho perante uma “la roja” que pegou na bola e não deixou mais ninguém brincar com ela.

Perante as incessantes trocas de bola de Espanha, Sebastian Larsson teve a frieza e visão de jogo para antecipar muitas delas, terminando o encontro com impressionantes seis intercepções, todas no seu flanco, o direito. E ainda complementou com dois bloqueios de passe/cruzamento, sete recuperações de posse e somou dois duelos aéreos defensivos ganhos.

[ As seis intercepções de Larsson ]

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Alívios: … foi o que Danielson sentiu no fim do jogo

E aliviado terá ficado Marcus Danielson – bem como toda a equipa sueca -, após o massacre inconsequente dos espanhóis que, no desespero, despejaram bolas para a área nórdica, sem resultado.

Isto porque na área estava um central que não estava para brincadeiras. Danielson não teve pejo em “mandar para as couves” qualquer tentativa espanhola, terminando o jogo com 11 alívios, o máximo desta acção defensiva na primeira jornada da fase de grupos. E o colega de equipa Lindelöf também não lhe ficou muito atrás, com nove.

Defesas: Mãos de ferro

No jogo que queremos esquecer, o guarda-redes da Finlândia esteve imparável e somou tantas defesas como o guardião de uma das equipas do jogo de abertura.

Lukas Hradecky travou as muitas investidas da Dinamarca, terminando como MVP dessa partida em Copenhaga, com seis defesas fundamentais para a estreia vitoriosa dos finlandeses em fases finais. Com o mesmo número de paradas terminou o guardião da Turquia, Cüneyt Cakir, neste caso sem evitar derrota pesada ante a Itália.

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