O FC Porto continua a sua queda a pique. Desta feita somou a segunda derrota consecutiva nesta Liga NOS, a sexta no total, que o deixa a 12 pontos do líder SL Benfica e a dez do Sporting CP, completamente fora da luta pelo título.

O desaire por 1-0 na visita ao FC Paços de Ferreira não é mais do que o resultado de uma gritante incapacidade do “dragão” de criar lances de perigo e rematar de dentro da grande área, onde mais uma vez mostrou não ter grandes argumentos e armas. Porque olhando para os números do jogo, o domínio portista foi por demais evidente.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 29 - Paços de Ferreira vs Porto
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Vinte e dois remates, seis enquadrados, 66% de posse de bola, 14 cantos contra um dos “castores”, 18 passes para ocasião, 81% de passes certos. Estes são os números finais que dão sequência aos registados ao intervalo e que, em circunstâncias normais, dariam vitória clara à equipa que os conseguisse. Mas não foi esse o caso.

O FC Porto voltou a perder, por 1-0, e pode queixar-se apenas de si e da incompetência total dentro a área contrária. As dificuldades para penetrar na defesa do Paços foi por demais evidente e apenas sofreu algumas melhorias com a entrada de Brahimi ao intervalo.

Dos 22 remates portistas, 14 foram realizados de fora da área, algo sintomático do que se passou em campo, e depois, já dentro, a pontaria ou era deficiente ou Rafael Defendi surgia a resolver – realizou seis defesas, algumas de qualidade elevada. Sérgio Oliveira e Suk foram os mais inconformados, com cinco remates cada – o coreano enquadrou dois – mas a inspiração andou arredia. Ao invés, o Paços fez um golo por Diogo Jota (80′) nos seis remates realizados, três deles enquadrados.

Realce também, do lado positivo, para dois recordes batidos pelo FC Porto. Nunca antes o “dragão” havia realizado 22 remates e 18 passes para ocasião fora de casa. E Herrera igualou o registo máximo de passes para ocasião em bola corrida (seis), algo que só Maxi, Pizzi e Mitroglou haviam conseguido nesta Liga NOS.

Bruno Santos entrega de bandeja

Não é muito habitual ver um defesa-lateral ser o melhor em campo, em especial tratando-se e um jogador de equipa “pequena” contra um “grande”. Mas Bruno Santos conseguiu esse feito, muito por culpa dos dois passes para ocasião (os pacenses somaram cinco…), um deles a assistência para o golo de Jota. Fez ainda dois cruzamentos de bola corrida (um com eficácia), ganhou 66,7% de duelos individuais e ainda realizou seis intercepções. Exibição muito positiva que lhe valeu 6.9 no GoalPoint Ratings (GPR).

Destaque também, no Paços, para Diogo Jota, autor do golo e que registou 6.8 no GPR. É que o extremo não foi só fundamental no ataque. No trabalho colectivo somou dez recuperações de bola, quatro desarmes eficazes em quatro e ainda ganhou 52,6% de 19 duelos. No FC Porto o melhor foi Herrera, com 6.7 no GPR, fruto dos tais seis passes para ocasião, mas também pelos três remates realizados.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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