O Sporting CP respondeu à vitória do SL Benfica poucas horas antes e bateu o FC Paços de Ferreira pelo mesmo resultado, 3-1, na “capital do móvel”. A formação leonina dominou em toda a linha e não precisava de ter apanhado um susto perto do fim, prontamente resolvido por Islam Slimani, que bisou e resolveu a partida, sob a batuta de João Mário. O Paços, por seu turno, demorou 70 minutos para realizar o primeiro remate e pode dar-se por satisfeito por ter importunado os “leões” e marcado um golo. Muito pouco para quem queria roubar pontos a um candidato que mostrou ter muitos mais argumentos.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 19 - Paços de Ferreira vs Sporting
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Os números finais são o espelho do que se passou em campo e são até lisonjeiros para o Paços, olhando para o resultado. O desnível exibicional e estatístico são marca das duas metades do encontro, apesar de os homens da casa terem conseguido melhorar ofensivamente no segundo tempo. Os seis remates conseguidos pelos “castores” aconteceram todos depois do minuto 70 e só um levou a direcção da baliza. O Sporting, por seu turno, somou um total de 22 disparos, 12 deles na primeira metade, e seis enquadrados. Mais relevante foram os 17 tiros dos “leões” de dentro da grande área contrária, um número que iguala o anterior recorde desta época e mostra as facilidades leoninas para penetrar na defesa contrária.

O primeiro golo surgiu aos 40 minutos, por Bruno César, que concluiu após centro de Islam Slimani. O argelino acabaria por assumir a veia goleadora na segunda parte, ao marcar aos 63 e 84 minutos, com Bruno Moreira a assustar os “leões” aos 82. Mas os visitantes não se deixaram afectar, sob o comando de um João Mário que parece um relógio suíço e não sabe jogar mal e uma eficácia clínica de Slimani.

João Mário, “aquela máquina”

Slimani marcou dois golos (em quatro remates), um deles, o terceiro, fundamental para “matar” um Paços de Ferreira que acabara de reduzir. E também realizou uma assistência. Uma exibição fundamental que lhe valeu 6.6 no GoalPoint Ratings. Estes números costumam até ser suficientes para destacar um elemento como homem do jogo, mas quando se tem colegas de equipa como João Mário ou Adrien Silva, tudo pode acontecer. Adrien somou 7.7 no Goalpoint Ratings, mas João Mário foi de uma competência extrema. Fez duas assistências, três remates (desenquadrados mas um embatendo na trave que evitou um grande golo) e espantoso oito passes para ocasião (três deles oportunidades claras de golo), igualando o recorde da presente Liga, que era pertença a Pizzi de forma isolada. Acertou ainda dois dos três cruzamentos que fez e 87,5% dos 40 passes que realizou. Os 9.3 no GoalPoint Ratings, o terceiro melhor da época, fazem-lhe justiça.

Perante tanta pobreza individual e colectiva, é difícil destacar uma exibição positiva no Paços de Ferreira. O facto de o melhor dos pacenses no GoalPoint Ratings ter sido o seu guarda-redes, que sofreu três golos, diz bem desta realidade. Marafona, com 5.8, destacou-se pelas três defesas que evitaram males maiores para a sua equipa.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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