Para onde ruma a famosa escola holandesa?

Quase uma década passou desde que os dois últimos grandes jogadores holandeses deixaram a Eredivisie, e tarda em surgir uma geração que faça jus à fama de formação do país.

Tendo em conta que grandes nomes do futebol holandês, como Rafael Van der Vaart e Wesley Sneijder, já deixaram a Eredivisie há cerca de oito/nove anos, desde essa altura que as academias holandesas parecem ter entrado em declínio, pese o sucesso relativo da selecção “laranja” nos últimos dois Mundiais realizados no mesmo período. Prova deste facto são jogadores como Bas Dost, Luuk de Jong, Elia ou mesmo Ola John que, apesar de terem saído para clubes de média dimensão do campeonato alemão (excepção para o último, que joga no Benfica), não conseguiram impor-se nem confirmar quaisquer das características pelas quais despertavam a curiosidade dos scouters internacionais.

Um argumento que pode explicar esta situação o é o de que jovens valores como Nathan Aké, Kerim Rekik ou Achahbar saíram dos seus clubes na Holanda muito cedo. Portanto, não foram vendidos já como jogadores feitos e preparados para a titularidade ao mais alto nível, apesar de serem portadores de inegável potencial.

Uma tendência que se poderá vir a constatar no futuro, porém, é o ressurgimento desta escola que tantos valores trouxe no passado ao futebol mundial. Jovens atletas como Depay, Locadia e Maher parecem ter qualidade mais que suficiente para singrar no futuro. Contudo, todo o contexto aliado à ida para uma Liga exterior poderá condicionar esta premissa. Saibam os grandes clubes colher as “laranjas” no momento certo e poderemos voltar a ver jogadores oriundos da Eredivisie repetir os feitos de lendas como Marco van Basten, Patrick Kluivert ou Dennis Bergkamp.