O Peru fez História, ao apurar-se pela terceira vez para uma final da Copa América, a primeira desde 1975, há 44 anos – os peruanos conquistaram o troféu sempre que disputaram o jogo decisivo. Na meia-final ante o Chile, os peruanos foram dominados, deixaram o adversário rematar mais, mas foram de uma eficácia letal no ataque, aproveitando da melhor forma os lances de perigo que criaram e os erros adversários para vencer por 3-0. Domingo, dia 7, pelas 21h00 (portuguesas), o Peru disputa a final com o Brasil, no Maracanã, depois de ambas as selecções já se terem defrontado na prova, com goleada “canarinha”.

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A primeira parte decorria relativamente equilibrada, com ligeiro ascendente do Peru, quando, aos 21 minutos, os peruanos marcaram. André Carrillo cruzou da direita, ninguém interceptou a bola, e esta chegou a Edison Flores, que só teve de desviar para o lado contrário à trajectória do guarda-redes Gabriel Arias. Um tento que surgiu ao primeiro remate enquadrado da equipa, à quarta tentativa, e que definiu a tendência até ao intervalo.

Isto porque, aos 38 minutos, surgiu o 2-0 para a “la blanquirroja”, novamente com Carrillo em destaque. O extremo ligado ao Benfica fugiu pela direita, ultrapassou Gabriel Arias – que havia saído extemporaneamente da baliza – e cruzou para Yoshimar Yotún. Este parou com o peito à entrada da área e rematou de pronto para um belo tento. E assim se atingiu o intervalo, com o Chile a mandar na posse de bola, o Peru a mostrar uma maior objectividade e eficácia ofensiva.

No segundo tempo, os chilenos acertaram melhor as movimentações atacantes e, ao domínio territorial, juntaram uma maior qualidade ofensiva, com muitos remates e uma pressão forte junto ao último reduto peruano. Ainda assim, a pontaria andava arredia, ou então o guardião Pedro Gallese ia-se opondo com qualidade, ao mesmo tempo que o Peru encetava venenosos contra-ataques, que só não surtiam efeito por manifesta inoperância no último passe.

E foi em mais uma dessas transições, já em período de descontos, que o Peru fez o 3-0, pelo seu veterano ponta-de-lança. Paolo Guerrero recebeu um passe de Renato Tapia e, isolado, ultrapassou Arias para concluir tranquilamente, naquele que foi somente o terceiro disparo da equipa no segundo tempo, o primeiro à baliza. Estava resolvida a contenda, que premiava a equipa que melhor soube aproveitar as situações que criou no ataque. Até final, o Chile desperdiçou ainda um penálti, por Eduardo Vargas, com Gallese a travar a tentativa de “Panenka”.

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O melhor em campo acabou por ser o guarda-redes do Peru, pelo que fez na segunda parte. Após uma etapa inicial em que realizou somente uma defesa, Pedro Galesse teve muito trabalho depois do intervalo, terminando com sete “paradas”, quatro a remates dentro da sua grande área, e ainda travou uma grande penalidade em período de descontos. Gallese registou um GoalPoint Rating de 7.5.

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