Muito já foi escrito sobre a “montanha-russa” que tem sido a época de Pizzi. A volatilidade das suas exibições acompanha os altos e baixos colectivos da formação “encarnada” – ou o inverso – e é quando o médio atinge os extremos exibicionais que mais se nota a sua influência, de modo negativo ou positivo.

A última jornada da Liga NOS trouxe de novo o melhor Pizzi, que esta temporada ainda não tinha sido visto. Dois golos e uma assistência são as variáveis que mais saltam à vista, mas houve uma outra que definiu – e no passado definia sempre – a influência do bragantino na equipa: as acções com bola. Na goleada do Benfica em Tondela por 5-1, o médio registou 124 interacções com bola, estabelecendo um novo máximo na Liga NOS 2017/18. Todo o jogo colectivo passou por ele.

A anterior marca, de 123, já pertencia ao médio, que a havia atingido em duas ocasiões, mas também a William Carvalho, do Sporting – curiosamente também frente ao Tondela.

Esta é uma característica de Pizzi, que se nota, mais uma vez nesta temporada e como pode ser comprovada na tabela seguinte:

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  • No “top 10” de jogadores com mais acções com bola numa só partida, Pizzi surge em quatro encontros. Para além do registo máximo de que já falámos, registou 123 ante Portimonense (em casa) e D. Chaves (fora), e 107 no Estádio da Luz ante o Paços de Ferreira.
  • Só mesmo William Carvalho e Héctor Herrera rivalizam com Pizzi na tendência de todo o jogo das suas equipas passarem por eles. Tal está expresso nas 123 acções com bola do “leão” frente ao Tondela, mas também nas 120 e 116 do portista ante o Paços de Ferreira e o Marítimo (esta última também na 15ª jornada).
  • Pizzi é, à 15ª jornada, o jogador com o máximo de acções com bola em termos absolutos, 1197, seguido de André Almeida (1168) e Alex Telles (1133). Quanto a acções com bola por 90 minutos, também o benfiquista lidera, com 93,9, segundo-se Álex Grimaldo, com 92,7, e Héctor Herrera, com 82,2.
  • Ainda assim, notam-se os efeitos da época irregular de Pizzi. Se em 2017/18 o médio surge com quatro marcas entre as dez melhores, em 2016/17 figurou em seis, e em quatro das melhores cinco, com um máximo (ainda atingível, é certo) de 136 acções num só encontro.

Estes são registos que mostram ainda existir um Pizzi de grande qualidade por baixo daquele que tem mostrado uma pálida imagem de si mesmo em muitos jogos desta época. Resta saber se a exibição do último fim-de-semana é para ter continuidade ou se, ao invés, o jogador regressará às oscilações exibicionais.