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O FC Porto sofreu a bom sofrer para somar os três pontos no Algarve. Na visita ao Portimonense, os “dragões” dominaram quase sempre, atacaram muito perante uma equipa algarvia inofensiva, mas permitiram o empate aos homens da casa nos dois primeiros remates que estes realizaram na partida, já bem dentro da segunda parte. Contudo, e mesmo reduzidos a dez elementos, os “azuis-e-brancos” acabaram por chegar à vitória aos 98 minutos, por Iván Marcano, colocando lógica no marcador, se tivermos em conta a superioridade estatística dos visitantes.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Excelente entrada do Porto no jogo, a pressionar intensamente o último terço algarvio e a registar, à passagem do primeiro quarto-de-hora, 70% de posse de bola e os três únicos remates da partida, embora nenhum enquadrado – Luis Díaz acertou mesmo no poste direito da baliza de Ricardo Ferreira.
  • Assim, a vantagem acabaria por surgir, aos 25 minutos. Otávio cruzou, a bola foi ao braço de Jadson e o árbitro assinalou grande penalidade. Alex Telles, chamado à cobrança, não desperdiçou, ao sétimo remate portista, primeiro na direcção da baliza. E aos 27, Danilo, com o peito, quase ampliou, mas a bola voltou a embater no poste direito dos homens de Portimão.
  • O jogo acalmou um pouco após o golo e, à meia-hora, só se havia registado mais um remate desde que o marcador funcionara, também para os “dragões”. O Portimonense continuava inofensivo no ataque, sem qualquer remate e com dificuldades no passe (61% de eficácia).

  • O portista Otávio era, nesta fase, o jogador em destaque, com um rating de 6.8, com destaque para dois passes para finalização e dois dribles completos, ambos no último terço, para além de três desarmes.
  • Perto do intervalo, a inoperância ofensiva do Portimonense ficava expressa no facto de não contar nenhuma acção com bola na grande área do Porto, nem sequer uma tentativa de remate. Do outro lado tudo era diferente, pelo que o 2-0 chegou em cima do descanso.

  • Cruzamento de Otávio da direita, Marega desviou de cabeça e Zé Luís, ao segundo poste, encostou com êxito para o seu quinto golo no campeonato. Dez remates, três enquadrados, dois tentos para os “azuis-e-brancos”.
  • Intervalo Vantagem plenamente justificada do Porto ao descanso. Os “dragões” foram dominadores e a única formação a atacar com perigo. O Portimonense, por seu turno, não realizou qualquer remate nem uma só acção com bola na área contrária, sendo perfeitamente inofensivo. O melhor ao intervalo era Otávio, aposta de Sérgio Conceição para este jogo. O brasileiro apresentava um GoalPoint Rating de 7.8, mercê, fundamentalmente, de três passes para finalização e de três dribles eficazes em outras tantas tentativas, todos no último terço do terreno.

  • O Portimonense conseguiu equilibrar um pouco as operações, chegando aos 44% posse de bola nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Contudo, uma hora inteira de futebol sem um único remate ou acções com bola na área contrária é muito pouco para quem quer discutir o resultado.

  • O primeiro canto para o Portimonense surgiu somente aos 71 minutos, altura em que os “dragões” somavam já seis disparos no segundo tempo, dois enquadrados, e apostava nas transições rápidas para tentarem apanhar os algarvios em contra-pé. Uma palavra positiva, porém, para os homens da casa, que chegaram a esta fase com apenas quatro faltas cometidas, contra 13 dos portistas.

  • Mas quando finalmente os comandados de António Folha conseguiram rematar, causaram grandes estragos. Aos 74 minutos, cruzamento de Aylton Boa Morte da esquerda e Dener surgiu de rompante na grande área a facturar com um belo remate de cabeça, o primeiro disparo em todo o jogo dos anfitriões. E dois minutos depois, o empate.
  • O lateral japonês Koki Anzai flectiu da direita para o meio e rematou em arco com o pé esquerdo, de fora da área, para um grande golo – a assistência foi de Ricardo Ferreira, o guardião da casa. De um momento para o outro, o Portimonense passou de equipa inexistente ofensivamente para uma igualdade a dois golos.

  • O Porto reassumiu as despesas ofensivas nos minutos finais em busca de chegar à vitória, precipitando momentos finais loucos. Alex Telles foi expulso com vermelho directo, por falta sobre Marlos Moreno quando este se isolava, antes de os “dragões” chegarem ao golo da vitória, aos 98 minutos. Canto de Corona da esquerda e Marcano, nas alturas, cabeceou para o 3-2 final.

O melhor em campo GoalPoint👑

O jogo terminou de forma emocionante, com os “dragões” a garantirem a vitória ao oitavo minuto da compensação, mas ao longo de todo o jogo houve consistência num dado específico: o desempenho de Otávio. O brasileiro foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 8.3, graças a uma exibição muito conseguida nos diversos momentos do jogo. É certo que não enquadrou nenhum dos três remates de fez, mas realizou quatro passes para finalização, completou 52 dos 56 passes que fez (90% de eficácia), teve sucesso nas cinco tentativas de drible (três no último terço) e ainda registou nove recuperações de posse e quatro desarmes.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Iván Marcano 7.0 – O homem que decidiu a partida, com um cabeceamento certeiro nos descontos. O central espanhol marcou no único remate que fez, teve sucesso em 13 passes progressivos longos e somou sete acções defensivas.
  • Matheus Uribe 6.7 – Mais uma exibição “silenciosa” do médio colombiano, caracterizada pela competência. Para além dos 91% de eficácia de passe, Uribe esteve muito bem nos momentos defensivos, registando o máximo de desarmes do encontro (5).
  • Zé Luís 6.5 – O cabo-verdiano continua a facturar e já soma cinco golos na Liga. Desta feita fez um golo oportuno em dois remates (ambos enquadrados), criou uma ocasião flagrante de golo e ganhou dois de cinco duelos aéreos ofensivos.
  • Jesús Corona 6.2 – Mais um bom jogo do mexicano, a actuar a lateral-direito. Para além da assistência para o 3-2, Corona fez seis passes para finalização, completou dois de seis cruzamentos e somou seis acções defensivas.
  • Dener 5.8 – O médio fez o primeiro golo do Portimonense, num belo golo de cabeça. Mas até então pouco tinha feito (ele e qualquer um dos seus colegas), com destaque apenas para três recuperações de posse.
  • Koki Anzai 5.8 – O mesmo aplica-se ao autor do 2-2. O lateral japonês havia tentado movimentos de desequilíbrio, mas com pouco sucesso, terminando com um drible certo em duas tentativas e somente duas acções defensivas.