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O Sporting sofreu uma derrota pesada na visita ao Portimonense. A formação leonina até começou bem a partida, mas acabou por sair derrotada do Algarve por 4-2, apesar da segunda parte em que foi dona e senhora da partida e melhorou bastante a qualidade nos momentos de finalização. Contudo, a eficácia dos homens de Portimão, guiados por Shoya Nakajima, permitiu-lhes fazer quatro golos em seis remates enquadrados, o que desequilibrou e decidiu a contenda. Neste encontro, o Sporting sofreu tantos golos quanto no somatório das anteriores seis jornadas.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Domínio inicial do “leão”, com 57% de posse de bola no primeiro quarto-de-hora e três remates, porém, todos sem a melhor direcção. A formação lisboeta registava 84% de posse de bola e o aparente controlo dos acontecimentos, perante uns algarvios algo encolhidos.
  • A superioridade leonina era inquestionável, mas o tal controlo de que falámos era, afinal, apenas aparente. À passagem da meia-hora, o Portimonense colocou-se na frente, logo no primeiro remate que fez na partida. Nakajima lançou Wilson Manafá no flanco esquerdo, este entrou na área e tirou Sebastián Coates do caminho, antes de rematar com sucesso para o 1-0.

  • A exibição do Portimonense desenrolou-se em crescendo, ao ponto de, por volta dos 40 minutos, registar os mesmos 50% de posse de bola que o Sporting, ter aumentado para 79% a sua eficácia de passe e somar os mesmos três remates dos visitantes, sendo dois enquadrados, para nenhum dos lisboetas.
  • Por esta altura os “leões” registavam somente três acções com bola na grande área do Portimonense, duas por Fredy Montero, uma por André Pinto. Os algarvios somavam já oito, apesar do início tímido.

  • Essa capacidade anfitriã para chegar com velocidade à área leonina foi premiada em cima do intervalo, num excelente lance de envolvimento. Manafá voltou a entrar na área como quis, contemporizou e serviu Nakajima, que rematou de primeira já dentro da grande área para o 2-0. na sequência do lance, Romain Salin chocou com o poste e teve de ser substituído.
  • Intervalo Surpresa total em Portimão nos primeiros 45 minutos. Após um bom começo de partida por parte do Sporting, os algarvios cresceram no jogo e marcaram dois golos sem resposta. O intervalo chegou com as equipas empatadas em número de remates, mas apenas com o Portimonense a enquadrar tentativas, nada menos que três. Manafá era, nesta fase, o melhor com campo, com um GoalPoint Rating de 6.6, fruto de um golo e uma assistência, dois dribles certos em quatro e seis recuperações de posse. O melhor “leão” era Coates, com um rating de 5.8.

  • O Sporting viu-se obrigado a assumir o jogo em definitivo no primeiro quarto-de-hora do segundo tempo e conseguiu o domínio incontestado dos acontecimentos, com 59% de posse e, tal como no primeiro tempo, os três primeiros remates, todos desenquadrados. Nesta altura, os “leões” somavam um total de oito disparos, nenhum com boa direcção.

  • Essa tendência deu frutos aos 63 minutos. Cruzamento de Marcos Acuña, a bola sobrou para o recém-entrado Nani que serviu Fredy Montero à entrada da pequena área. Sem oposição, o colombiano não falhou, no primeiro remate enquadrado do Sporting nesta partida. Estava relançada a partida.
  • Jogo agridoce de Bruno Fernandes até aos 70 minutos. Dos quatro remates realizados, o médio não conseguiu enquadrar nenhum, sendo pouco mais do que inofensivo no ataque. Contudo, somava quatro passes para finalização e uma ocasião flagrante criada, para além de nove recuperações de posse.

  • A pressão leonina foi uma realidade até ao final da partida. Por volta dos 80 minutos os “leões” somavam oito remates no segundo tempo, dois enquadrados, 63% de posse de bola, três cantos. Porém, tudo muito em esforço. Por isso, não espantou o 3-1 para o Portimonense.
  • Aos 82 minutos, na sequência de um canto da direita, a bola chegou a Nakajima e o japonês, de fora da área, rematou forte e colocado para 3-1. Um tento ao quarto disparo algarvio no segundo tempo, primeiro com a melhor direcção. Estava praticamente decidido o vencedor da partida, mas ainda não em definitivo o “score” final.

  • Aos 88 minutos, Nani arrancou um cruzamento da direita e Coates, de cabeça, reduziu para 3-2, ao décimo disparo leonino na segunda metade, quarto enquadrado. Mas num rápido contra-ataque, já em período de descontos, Nakajima (que grande jogo) lançou João Carlos e este, isolado perante Renan Ribeiro, fez o 4-2 final.

O Homem do Jogo 👑

Que grande jogo de Shoya Nakajima. O japonês foi um autêntico pesadelo para o Sporting, que nunca soube lidar com a movimentação livre da estrela do Portimonense, sempre em zonas do terreno livres de marcação – e com o pensamento antecipado no que fazer a seguir para tirar partido dessa situação. Shoya terminou com um magnífico GoalPoint Rating de 8.5, fruto de dois golos em quatro remates (todos enquadrados) e duas assistências, na sequência de três passes para finalização. Tivesse o japonês mostrado maior acerto no drible e participação nas acções defensivas e poderia ter saído de Portimão com a nota máxima.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Sebastián Coates 7.8 – O uruguaio foi o segundo melhor do jogo, logo, o melhor “leão” da noite. Para além de ter ganho quatro de seis duelos aéreos defensivos e quatro de sete ofensivos, o central somou ainda 11 acções defensivas e foi lá à frente fazer um golo, num total de quatro remates. Esteve em todo o lado.
  • Bruno Fernandes 6.6 – O médio luso continua a ter números relevantes, que o tornam numa peça importante, embora não esteja tão decisivo como no passado, como que “órfão” de Bas Dost. Bruno fez cinco remates, mas apenas enquadrou um, e realizou impressionantes seis passes para finalização, destes um para ocasião flagrante. Porém, não teve sequência de qualidade por parte dos companheiros de equipa.
  • Wilson Manafá 6.3 – O lateral-esquerdo do Portimonense foi o melhor da primeira parte, com um golo e uma assistência. O recuo algarvio perante a pressão leonina fê-lo perder algum protagonismo, mas ainda assim somou três desarmes e dez recuperações de bola no total.
  • Marcos Acuña 5.9 – A forma como progrediu no terreno no lance que terminaria no primeiro golo dos “leões” foi o ponto alto de uma exibição que teve pouco de inspiração e muito de luta. O argentino foi o lateral-esquerdo de serviço e terminou com o máximo de recuperações de posse do jogo, 12, e ainda somou 12 acções defensivas, das quais cinco foram desarmes.
  • Lucas Fernandes 6.2 – O médio dos algarvios esteve em todo o lado. Para além dos três passes para finalização que registou, terminou ainda com 96% de eficácia de passe (falhou apenas duas de 47 entregas), somou cinco acções defensivas e outras tantas recuperações de posse.

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