O FC Porto não foi além de um empate sem golos na recepção ao SC Braga e deixou fugir o Sporting CP no topo da classificação. Os “leões” são agora líderes isolados e os “dragões” segundos, mercê da fraca eficácia de remate.

Aly Cissokho a titular na esquerda da defesa e Cristian Tello na extrema-direita do ataque portista foram as grandes novidades que Julen Lopetegui trouxe para a recepção ao Sp. Braga. Danilo Pereira também foi aposta para “trinco”, com Rúben Neves a ficar no banco. O habitual 4x3x3 do FC Porto deparou-se com o já tradicional 4x4x2 que Paulo Fonseca implementou no Braga.

A ideia “arsenalista” era reduzir os espaços de manobra portista no “miolo” e dar aos laterais o apoio dos médios para tentarem lidar com Brahimi e, neste caso, Tello. No final o nulo esconde algumas dificuldades que os bracarenses sentiram neste último capítulo, mas mostra o acerto da estratégia de tapar os caminhos do Porto para a sua área. Os da casa tiveram de abusar nos remates de longe para criar perigo e isso pesou na eficácia final.

FALTA DE EFICÁCIA

No arranque do jogo o Braga até conseguiu baralhar um pouco as acções ofensivas do Porto e, aos dez minutos, as operações estavam relativamente equilibradas, com um disparo para cada lado. Mas aos poucos os “dragões” começaram a dominar, a encontrar espaços, em especial devido à movimentação sem bola de Brahimi e André André, e a linha de meio-campo do Braga viu-se em grande medida empurrada para junto da sua defesa, sem que os médios-ala conseguissem ajudar os laterais a travar Brahimi.

O argelino esteve irrequieto, ganhou vários duelos no seu flanco e foi o principal desequilibrador, mas tal como o resto da equipa, não esteve particularmente inspirado no primeiro tempo no momento do último passe e da finalização. Ainda assim fez dois remates (para fora) e dois passes para ocasião, mas o único que contribuiu para alguma eficácia de disparo (o Porto fez nove remates na primeira parte, só dois no alvo) foi mesmo Tello, que enquadrou os dois que realizou.

O Porto apenas conseguiu fazer três de dentro da área contrária nesta fase, e esse facto deveu-se à forma como o meio-campo minhoto encostou na sua defesa, não deixando grandes espaços de penetração.

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