O FC Porto precisava apenas de um empate para carimbar a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, mas perdeu em casa num jogo com diversos factos curiosos. Julen Lopetegui nunca conseguiu que a sua equipa fizesse uma “remontada”, o recorde de jogos seguidos a marcar na prova fixou-se em 16 (o mesmo do Benfica de Béla Guttmann) e Iker Casillas teve uma noite infeliz. O Chelsea já soma os mesmos dez pontos e os ucranianos somam oito… contas (subitamente) complicadas.

Julen Lopetegui não mudou muito, e apenas surpreendeu (ou talvez não, tendo em conta a muita utilização do médio) com a colocação de André André no banco de suplentes. A ausência do influente internacional luso notou-se na movimentação geral da equipa e na incapacidade de abrir espaços, e residiu aqui grande parte das dificuldades que os “dragões” sentiram ao longo da partida. Mas não foi só.

POUCA MOBILIDADE

Desde cedo o FC Porto mostrou o que queria, dominar, atacar, pressionar. Conseguiu-o e chegou aos 65% de posse, mas aos poucos começou a perder preponderância. Em parte devido à pouca mobilidade do seu meio-campo, que não só não ocupava todos os espaços, como não conseguia arrastar as duas linhas mais recuadas dos ucranianos. Ao intervalo, dos cinco disparos dos da casa, quatro foram da autoria de Danilo (2), Rúben Neves e Imbula – os três médios -, demonstrativo das dificuldades em fazer a bola chegar a Aboubakar ou de Brahimi ou Tello furarem a defesa.

Por outro lado, Miguel Laýun, um dos mais importantes jogadores a cruzar e a assistir neste Porto, teve pela frente um adversário preparado, que sabia que o lateral cruza melhor com o pé direito que com o esquerdo. Assim, não admira que o mexicano tenha estado discreto a atacar na primeira parte, apenas com três centros, tantos quanto Brahimi, mas nenhum com acerto. Aos poucos o Dínamo começou a criar perigo, chegando ao golo de penalty, aos 35 minutos, após falta e Imbula sobre Rybalka.

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