O FC Porto venceu o SL Benfica por 1-0 no primeiro “clássico” da época 2015/16 da Liga NOS. Julen Lopetegui consegui bater o rival lisboeta à terceira tentativa e marcar o primeiro golo 266 minutos depois, um tento providencial de um jogador que se está a tornar num verdadeiro esteio do futebol portista.

Os “clássicos” ou derbies têm sempre uma ou outra surpresa reservada no que aos “onzes” ou opções tácticas diz respeito. E este Porto-Benfica não fugiu à regra. Julen Lopetegue seguiu de perto a ideia que apresentou em Kiev, frente ao Dínamo, trocando apenas Hector Herrera por Jesús Corona, para dar à equipa um pendor mais ofensivo. Manteve Rúben Neves no “onze”, certamente para conferir segurança no passe e na posse, e André André, que parece estar a agarrar o lugar no “dragão”.

Liga NOS 2015/16: FC Porto vs SL Benfica, Jornada 5 - Onzes
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Rui Vitória, por seu turno, fez uma opção de risco por um jogador tacticamente evoluído mas que esta temporada não tem tido oportunidades para se mostrar. André Almeida foi chamado para segurar o meio-campo ao lado de Samaris, e a disposição das “àguias” no terreno deu frutos no confronto directo com o “miolo” portista, mas só na primeira parte.

BENFICA MAIS PERIGOSO

E foi neste figurino que o Benfica conseguiu travar a avalancha atacante dos homens da casa durante a primeira metade. Não nos primeiros dez minutos, em que o Porto empurrou o seu adversário, assente em 61% de posse e pressão sobre o portador da bola que obrigou os “encarnados” a errar muito no passe (67% de eficácia nesta fase). Mas a dupla de centrais, Luisão e Jardel, bem como o jovem Nélson Semedo, conseguiram travar a ameaça de Yacine Brahimi, Corona e Aboubakar e aos poucos o jogo mudou.

Liga NOS 2015/16: FC Porto vs SL Benfica, Jornada 5 - 1º Tempo
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

O Benfica equilibrou as operações e, aos 30 minutos, já tinha 47,4% de posse e muito melhor qualidade no passe (81%), para além de cinco remates, dois enquadrados, contra apenas dois disparos dos homens da casa (todos para fora). O posicionamento dos jogadores da Luz, em especial André Almeida e Jonas, foram fundamentais para a equipa conquistar muitas segundas bolas. Jonas foi um “vagabundo” na primeira parte, a recuar bastante para defender, a cair nas faixas e a preencher os espaços entre a defesa e o meio-campo portistas, o que lhe permitiu pautar o jogo no último terço do terreno e haver sempre um benfiquista a garantir linhas de passe.

Casillas esteve mais em jogo nesta fase, com duas defesas de vulto a negar o golo ao Benfica. Mitroglou, por seu turno, rematou duas vezes, ambas enquadradas, e foi o mais perigoso no momento da finalização. Aliás, o grego beneficiou da facilidade com que o Benfica chegava à área portista e foi dali que a equipa realizou quatro dos seus seis disparos no primeiro tempo.

>> NA PRÓXIMA PÁGINA: DO BANCO SAI A SOLUÇÃO