O Sp. Braga conquistou a sua segunda Taça de Portugal, precisamente 50 anos depois da primeira, ao vencer o FC Porto nas grandes penalidades, por 6-4, após 2-2 no final do tempo regulamentar e do prolongamento.

Uma festa que, como aconteceu no ano passado, esteve perto de não acontecer, pois tal como então, na final com o Sporting, os minhotos estiveram a ganhar por 2-0 e deixaram-se empatar ao cair do pano. Valeu Marafona, que travou duas grandes penalidades no desempate final.

Porto 2 - Braga 2 (2-4) | Taça nas mãos de Marafona
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

O jogo começou de feição para o Braga, que aproveitava da melhor forma a subida dos laterais, em especial Maxi Pereira, para criar perigo, e liderado por um irrequieto Rafa. Um erro clamoroso e Chidozie e Helton, que se atrapalharam, permitiu a Rui Fonte abrir o activo, aos 12 minutos, e aos 25 minutos, apesar de dominar com 52% de posse de bola e quatro cantos contra nenhum do seu adversário, o Porto não somava qualquer remate – os arsenalistas já contavam com dois.

Porto 2 - Braga 2 (2-4) | Taça nas mãos de Marafona
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

O intervalo chegou com algum equilíbrio, nomeadamente nos disparos, pois os comandados de José Peseiro realizaram três, para dois dos de Paulo Fonseca, e valia aos bracarenses a melhor eficácia em frente à baliza – e a ausência de erros da sua defesa.

O segundo tempo trouxe um Porto diferente, cada vez mais autoritário, dominador e rematador, ao ponto de empurrar o Braga para a sua defesa. A saída do infeliz Chidozie para a entrada de Rúben NevesDanilo Pereira recuou para central – anulou quase por completo as saídas do Braga em transição, o que não impediu, porém, novo golo minhoto.

Mais uma vez Helton na jogada com um passe que deixou Marcano pressionado, este não soube lidar com a situação e deixou Josué (58′) roubar-lhe a bola e fazer o 2-0.

No fundo era isto mesmo que fazia a diferença na partida. O Porto dominava, o Braga aproveitava os erros infantis do sector mais recuado dos “azuis-e-brancos”. Mas foi então que entrou em cena o melhor jogador dos portistas na tarde deste domingo.

Aos 61 minutos, André Silva emendou à boca da baliza uma primeira defesa de Marafona para o 2-1 e, mais tarde, o jovem acabaria por traduzir em golos a grande pressão do Porto, através de um estupendo golo de pontapé-de-bicicleta, aos 91 minutos, num lance de insistência.

Era o prémio justo para o jogador, mas também para o Porto, pela perseverança das suas linhas mais adiantadas. Os “dragões” terminaram o encontro (os 90 minutos regulamentares) com 11 remates, contra sete do Braga, 4-2 em disparos enquadrados e com dez cantos a dois e 63% de posse de bola.

O prolongamento pouco mais trouxe – apenas mais dois disparos dos portistas, para fora – para além da constatação de que as duas equipas estavam demasiado desgastadas para criar perigo. Vieram os penalties e aí Marafona foi decisivo, ao parar as conversões de Herrera e Maxi Pereira. Estava encontrado o vencedor.

Porto 2 - Braga 2 (2-4) | Taça nas mãos de Marafona
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Confere o resumo oficial da partida!