Festa grande no Estádio do Dragão. O FC Porto ganhou 2-1 ao Chelsea (e Iker Casillas a José Mourinho) na segunda jornada da fase de grupos, mercê de uma exibição que poderia ter trazido números mais gordos.

O Porto apresentou-se com diversas alterações no “onze”, claramente a tentar adaptar-se a um adversário uns furos acima do que encontra na Liga NOS. A maior surpresa foi a inclusão de Martins Indi na lateral esquerda, em vez de Miguel Layún. No meio-campo registou-se o regresso de Giannelli Imbula e Rúben Neves, com André André mais para a direita e Danilo como médio mais recuado. Um desenho cauteloso, numa espécie de 4x4x1x1 que apresentou Yacine Brahimi solto e no apoio a Vincent Aboubakar, mas a descair para a esquerda.

UCL 2015/16 - Grupos J2 - FC Porto vs Chelsea - Onzes
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

José Mourinho respeitou o Porto. Obi Mikel surgiu como homem mais recuado num meio-campo que tinha a clara missão de conter o futebol portista e jogar pela certa, embora o passe longo para Diego Costa fosse, muitas vezes, a opção. Nemanja Matic e Eden Hazard ficaram no banco, com Ramires a surgir na esquerda e com missão táctica de ser um tampão à primeira fase de construção portista.

RECURSO AOS REMATES DE LONGE

O jogo começou com mais Porto, mais posse de bola e iniciativa, mas encontrou uma barreira defensiva complicada de anular e um meio-campo povoado (dos 11 remates da primeira parte, seis foram realizados de fora da área, o que demonstra dificuldades de penetração), pelo que o domínio inicial foi prontamente interrompido pelo Chelsea, que aos 20 minutos já invertera a tendência e vira Iker Casillas negar dois golos, um deles com Pedro Rodríguez isolado na sua cara.

UCL 2015/16 - Grupos J2 - FC Porto vs Chelsea - 1º Tempo
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Neste primeiro tempo destaque para dois médios. Cesc Fàbregas chegou ao intervalo com 31 passes, todos eles bem entregues, e do lado dos “dragões” apenas um jogador conseguiu rivalizar com o catalão: Imbula, com 32 passes e 97% de eficácia! Brahimi (2 remates, ambos enquadrados) ia causando desequilíbrios através de imparáveis “um-para-um” e foi de um disparo seu mal defendido por Asmir Begovic que André André aproveitou para fazer o 1-0 numa recarga oportuna, aos 39 minutos.

Diego Costa deu muito trabalho a Maicon e a Marcano, com 94,4% de passes certos e 57,1% de 14 duelos ganhos. Mas seria Willian a levar o Porto de cabeça baixa para o intervalo. Num livre directo bem apontado, nos descontos, a bola entrou à esquerda de Casillas, que nem se mexeu e queixou-se de não ver a bola partir.

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