O FC Porto cumpriu o que se lhe exigia, vencer em casa um Estoril Praia longe de ser considerado uma ameaça para os “dragões”. O 2-0 final, porém, não reflecte a diferença entre as duas equipas patenteadas no jogo e fica a ideia de que Julen Lopetegui vai ter muito trabalho pela frente para olear a “máquina”.

Liga NOS 2015/16: FC Porto vs Estoril Praia, Jornada 3 - Onzes
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

 

Após o empate da jornada anterior na visita ao Marítimo, o treinador portista mudou o figurino. Yacine Brahimi no meio-campo, com Cristian Tello a entrar e Hector Herrera a ficar no banco. Sinal atacante que deu resultado cedo, mas a verdade é que foram apenas fogachos de “dragão”. O Estoril, que boa conta tinha dado de si na Luz, até meio da segunda parte, apresentava-se com Bruno César no lugar do transferido Sebá, e cedo a organização do meio-campo começou a anular o “miolo” contrário. Valeu ao Porto as suas individualidades e extrema eficácia.

Os assobios do público, contudo, deixam transparecer que o FC Porto está longe da perfeição e só dominar e ter bola já não é suficiente, como foi na época passada.

MARCAR CEDO E CEDO ADORMECER

O arranque de sonho, fruto da magnífica jogada individual de Yacine Brahimi e da finalização de Vincent Aboubakar, prenunciava uma caminhada tranquila para o Porto, mas tudo mudou em pouco tempo. À habitual superioridade na posse de bola (66,2% ao intervalo), à precisão de passe (85%), o Estoril Praia respondeu com bom posicionamento e quebra de linhas de passe no meio-campo, para além de rápidas transições ofensivas.

Liga NOS 2015/16: FC Porto vs Estoril Praia, Jornada 3 - 1º Tempo
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Não espantou, portanto, que o Porto deixasse de criar perigo. Os “dragões” acabaram a primeira metade apenas com três disparos, um enquadrado (que deu golo), contra seis dos visitantes (um no alvo). A formação da “linha” mostrou-se aguerrida (51,6% de duelos ganhos) e valeu-se bastante deste facto para anular os portistas desde o sexto minuto, altura do golo. Brahimi foi o melhor nesta fase, com 33 passes e 94% de precisão nas entregas e 45 toques na bola. Muito acima dos restantes companheiros.

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