O FC Porto somou a segunda vitória no Grupo G da UEFA Champions League, 2-0 frente ao Maccabi de Telavive, no Estádio do Dragão, e é líder isolado, com sete pontos. Mais uma noite descansada dos “dragões” em sua casa na Europa.

A ausência de surpresas no “onze” inicial dos “dragões” mostra a forma séria como Julen Lopetegui encarou esta partida com a equipa mais fraca do seu grupo. O destaque vai, assim, para Rúben Neves, jovem médio que iniciou a partida como capitão e tornou-se, assim no jogador mais jovem e sempre a envergar a braçadeira num jogo da Champions: aos 18 anos e 221 dias.

De resto a mesma fórmula, com muita bola, precisão no passe e confiança em Yacine Brahimi e Jesús Corona, nas alas, para desequilibrar. A presença de diversos jogadores do Maccabi na zona central da intermediária acabou por ser o principal problema para a formação portuguesa resolver, mas tal acabou por ser ultrapassado com naturalidade.

COMPETÊNCIA NO REMATE

À passagem da meia-hora o Maccabi tinha – apesar da superioridade portista traduzida em cerca de 69% de posse – mais um remate realizado que os portistas, seis contra cinco. Este facto reflectia um dado que, amiúde, vai caracterizando o futebol “azul-e-branco”: muita posse, ataque deliberado, mas dificuldade para lidar com equipas que povoam o meio-campo e para travar as transições ofensivas adversárias quando em perda de bola. Foi assim que o Maccabi conseguiu criar perigo, mas a verdade é que ter bons jogadores e não apenas medianos ajuda.

Ao intervalo o FC Porto chegou em vantagem por 2-0, tentos de Vincent Aboubakar (37’) e Brahimi (42’), mas tinha apenas mais um remate que os israelitas (8 contra 7). A diferença esteve precisamente na eficácia, assegurada pelos quatro disparos enquadrados, que foram aproveitados com dois tentos. O Maccabi não acertou uma única vez com a baliza de Iker Casillas até ao descanso. Destaque, já nesta fase, para Rúben Neves, que fez 45 passes com 93,3% de acerto.

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