Porto 3 – Belenenses 0: Assim nem é preciso Brahimi

Os "dragões" não tiveram grandes dificuldades para levar de vencida um Belenenses na ressaca da goleada sofrida em Braga para a Taça.

Ano novo, vida nova para o “dragão”, simbolizada na já aguardada ausência de Brahimi (e também Aboubakar) e consequente expectativa do que faria a equipa sem o seu “ariete”. O Porto abordou este jogo no 4-3-3 habitual, tendo como novidades Quaresma na vaga do argelino ausente devido à participação na CAN 2015 e José Ángel no lugar do castigado Alex Sandro. Tudo o resto se manteve, sem rotatividades.

Entrada forte para retirar pressão

Aos 20 minutos de jogo os portistas venciam já por 1-0 (10′), por intermédio do inevitável Jackson (quatro remates à baliza), a passe de um (este ano) melhorado Herrera (quatro passes para ocasião). Por essa altura os “dragões” haviam já cruzado por dez vezes, realizado cinco passes para ocasião e disferido outros tantos remates à baliza do Belenenses, que ia sendo uma pálida imagem da equipa que impressionou na fase inicial da prova: zero remates, zero cruzamentos para a área portista e zero passes para ocasião de perigo. Era o prenúncio de um jogo calmo para os “azuis-e-brancos”, sob a batuta de Óliver (63 passes, com 94% de eficácia), como habitual. A primeira parte terminaria com sinais claros de domínio caseiro: 11 remates contra dois e 71% de posse de bola.

Filme repetido

O segundo tempo não traria grandes alterações, nem mesmo na forma como se iniciou: Óliver faria o segundo golo do Porto aos 47 minutos dando ainda maior tranquilidade aos “dragões”, que nem por isso deixaram de procurar mais vezes o golo (nove remates no segundo tempo). Os “azuis” do Restelo subiriam um pouco a produção, realizando quatro remates à baliza portista, mas apenas no final do jogo teriam uma clara hipótese de golo, espelho da inexistência belenense nesta noite. O Porto aproveitaria um último forcing dos lisboetas para ampliar a vantagem por intermédio de Evandro, três minutos para lá dos 90, e assim igualar o resultado que o líder do campeonato (Benfica) havia conquistado na Luz, horas antes.

Ninguém se lembrou de Brahimi

O jogo assim ajudou, mas a verdade é que ninguém deu pela falta do argelino Brahimi. Quaresma, com quatro remates, 34 passes (com 94% de eficácia) e três passes para ocasião fez por isso, oferecendo a Lopetegui um “sinal” de que saberá aproveitar a partida do extremo que tem feito as delícias dos adeptos “azuis-e-brancos”.