O FC Porto ganhou sem dificuldades por 4-0 ao Belenenses, mas teve de esperar pela segunda parte para afinar a eficácia e marcar os seus golos. Os homens do Restelo sofreram dez golos em dois jogos com equipas grandes.

O “dragão” entrou em campo com uma dupla mudança no sistema, apesar de ter alterado apenas um futebolista em relação ao jogo com o Belenenses. Lopetegui deixou Danilo no banco e fez entrar Corona. Assim, André André deixou a ala ao mexicano e juntou-se a Rúben Neves e a Imbula a meio-campo. Percebeu-se a intenção do espanhol, que não via os “azuis” do Restelo com o mesmo poderio que os homens de José Mourinho, logo não precisava de um falso extremo – André André – que ajudasse o meio-campo.

O jogo iniciou-se com uma excelente atitude do Belenenses nas bolas divididas e, por consequência, a ter mais posse de bola nos primeiros dez minutos (52,3%). Mas foi sol de pouca dura, pois o FC Porto logo se apoderou do domínio das operações.

FACILIDADE EM CHEGAR À ÁREA

As constantes variações de flanco dos portistas (15 cruzamentos) levaram a que o Belenenses tivesse alguma dificuldade em acompanhar o ritmo de jogo. Aí entrou o desperdício (ou sobranceria?) dos homens de Lopetegui, que conseguiram imensas oportunidades de finalização. Ao todo, foram 13, sendo 11 no interior da área, contudo, apenas uma (inacreditavelmente) seguiu o caminho da baliza.

Por estes dados, fica óbvio que o FC Porto chegava com relativa facilidade à grande área do Belenenses, principalmente quando utilizava os corredores, com Brahimi e Corona em destaque. No meio, os “dragões” esbarravam com alguma frequência em André Sousa e Rúben Pinto, principalmente este último (três desarmes, cinco cortes, duas intercepções e cinco recuperações de bola).

Em suma, muita parra, pouca uva e ainda dois remates nos ferros, um para cada equipa. E, talvez, possamos falar de alguma sorte para o Belenenses, que teve em Kuca o seu homem mais perigoso – o autor dos dois remates do Belenenses no primeiro tempo levou uma bola ao poste e ainda fez brilhar Iker Casillas. Curiosamente, o Belenenses teve o mesmo número de remates enquadrados – um.

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