Porto 5 – Rio Ave 0: Lavar dos cestos traz goleada

As dificuldades defensivas criadas pelo Rio Ave no primeiro tempo não fariam adivinhar o "gordo" mas justo resultado dos "dragões".

Tello somou mais um golo e assistência na Liga (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)
Tello somou mais um golo e assistência na Liga (foto: J. Trindade infografia: GoalPoint)

Após as vitórias de Benfica, Guimarães e Sporting, os “dragões” entraram em campo frente ao Rio Ave certos da necessidade dos três pontos. Já Lopetegui quase surpreendia ao colocar o “onze” quase ideal do FC Porto, não fosse a opção pelo espanhol Marcano em detrimento de Maicon e a eterna discussão entre Tello e Quaresma na atribuição da titularidade de uma das alas “azuis-e-brancas”.

Entrada forte mas ineficaz

Os “dragões” entraram a todo o gás, acumulando cinco remates (dois enquadrados) contra apenas um do Rio Ave (zero enquadrados) nos primeiros 15 minutos da partida, a qual era marcada até então pelo habitual “tiki-taka” dos da casa: 70% de posse e 88% de eficácia de passe. Herrera e Tello acumulavam já dois passes para ocasião cada um, liderando a entrada em força do Porto.

No entanto, e apesar do domínio portista, o intervalo chegou com o marcador a zeros. E se do lado do Porto, Danilo e Jackson lideraram em remates (três cada um) e consequente ineficácia, já do lado vila-condense eram Lionn (três cortes) e Prince (três passes interceptados) os máximos expoentes das dificuldades defensivas que foram impedindo os “dragões” de concretizar, com o ex-porista Ukra sempre disponível ao contra-ataque possível, mas ainda assim efectuando um dos únicos dois passes perigosos dos “verde-e-brancos”, um remate e quatro cruzamentos para a área, dando assim sequência ao bom início de época que vem protagonizando.

Clique na infografia para ler em detalhe (infografia: GoalPoint)
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Desbloquear, resolver e golear

O regresso do balneário trouxe um Porto novamente determinado em resolver mas também um Rio Ave mais atrevido no contra-ataque. O espanhol Tello viria a culminar a sua produtividade no primeiro tempo a favor do grupo com um golo de belo efeito. O espanhol terminaria o jogo (saiu aos 83 minutos dando lugar a Ricardo Quaresma) como o “dragão” que mais passes para ocasião fez (cinco), um deles uma assistência.

O golo dos “dragões” motivaria a ténue reacção dos visitantes, com Diego Lopes e Wakaso a testarem a atenção de Fabiano e com Ukra a terminar a partida com três passes para ocasião, pouco para outras ambições nesta partida mas destacado para a produção dos apagados vila-condenses nesta noite.

O descanso portista chegaria aos 78 minutos, por intermédio de Jackson Martinez, a passe de Tello. O Rio Ave baixaria definitivamente os braços e pagaria caro por isso: três golos em quatro minutos, o primeiro por Alex Sandro aos 89, Óliver aos 91 e um fantástico “tiro” de Danilo aos 93 confirmariam uma goleada talvez demasiado pesada para o Rio Ave, mas consequentemente castigadora face à desistência antecipada dos homens de Pedro Martins.