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O FC Porto é o segundo finalista da Taça de Portugal. No dia 24 de Maio irá encontrar o Benfica na grande decisão, no Estádio do Jamor. A formação “azul-e-branca” resolveu sem grande dificuldade o “problema” que foi o empate a uma bola na primeira mão das meias-finais com o Académico de Viseu e bateu os “Viriatos” por 3-0 no Estádio do Dragão. Numa partida em que a superioridade portista nunca esteve em dúvida, Alex Telles (de penálti), Zé Luís e Sérgio Oliveira fizeram os golos da noite.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • O Porto surgiu em campo com muitas novidades, desde a baliza, com Diogo Costa, passando por Diogo Leite na defesa, Vítor Ferreira no “miolo”, Nakajima e Zé Luís em zonas mais adiantadas. Não foi por isso, no entanto, que os “dragões” entraram menos “mandões”, registando 70% de posse de bola no primeiro quarto-de-hora e os únicos quatro remates da partida, embora nenhum enquadrado.

  • Mas aos 18 minutos, o árbitro assinalou penálti, por falta de Félix Mathaus sobre Zé Luís, e Alex Telles não desperdiçou da marca dos 11 metros. Um tento ao primeiro remate enquadrado da partida, à quinta tentativa dos “dragões”.

  • O Académico nunca deixou de atacar, confiando na velocidade de João Mário para criar problemas à defesa portista. Mas à meia-hora não conseguira mais do que um remate, sem a melhor direcção, tendo algumas dificuldades nos duelos individuais (perdeu 24 em 38).
  • Alex Telles, fruto do golo que marcou, liderava os ratings nesta frase da partida, com 6.7, mas Zé Luís destacava-se já pelos três dribles eficazes em outras tantas tentativas, causando muitos problemas ao último reduto visitante.

  • Intervalo Vantagem mínima do “dragão” na primeira parte, conseguida de grande penalidade, mas superioridade total em todos os principais momentos de jogo, da posse até ao remate, passando pelo passe e pelos duelos individuais. O tento de Alex Telles garantia-lhe o melhor GoalPoint Rating nesta fase do jogo, um 6.8 que registava também dois passes para finalização e seis recuperações de posse.

  • O domínio portista acentuou-se no arranque do segundo tempo, mas sem evitar que o Académico chegasse com perigo junto à baliza de Diogo Costa. Chegada a hora de jogo os visitantes tinham tantos remates na segunda parte quanto os anfitriões (2), mas só estes haviam enquadrado os seus disparos. Ricardo Fernandes evitou mesmo um golo quase feito de Luis Díaz aos 59 minutos.

  • A resistência dos “Viriatos” terminaria aos 64 minutos. Numa jogada de insistência na direita, após um canto, Alex Telles cruzou e Zé Luís, de cabeça, fez o segundo do “dragão” na noite, ao quinto remate no segundo tempo, quarto enquadrado. O caminho para o Jamor já estava a ser tranquilo, mais ainda ficou.
  • O Académico baixou os braços, pelo que deixou de criar perigo, e aos 71 minutos, em mais um lance de bola parada, o Porto fez o 3-0, por Sérgio Oliveira, totalmente solto na grande área a emendar após um primeiro desvio de cabeça de Diogo Leite ao primeiro poste.

  • Com 71% de posse, nove remates, dos quais sete enquadrados, bem como 87% de eficácia de passe à passagem dos 80 minutos, o Porto necessitava apenas de gerir o jogo e o esforço, tentando calmamente ampliar a vantagem. Mas tal não viria a acontecer, perante o ritmo pausado da partida.

O melhor em campo GoalPoint👑

A presença física de Zé Luís na frente de ataque, por si só, já constituía um problema para a defesa do Académico. Mas a isso, o ponta-de-lança juntou ainda muita qualidade, competência e capacidade de luta. O cabo-verdiano foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 8.6. Uma nota muito elevada que assentou, em primeira instância, na grande penalidade ganha e que permitiu a Alex Telles abrir o activo, e no golo que marcou, a passe o lateral brasileiro. Mas para além disso, enquadrou três de quatro remates, fez três passes para finalização, teve sucesso em três de quatro tentativas de drible e ganhou dois de três duelos aéreos ofensivos. A sua nota seria ainda mais elevada se não tivesse desperdiçado uma ocasião flagrante.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Alex Telles 7.6 – O que dizer do lateral brasileiro? Após marcar ao Benfica no fim-de-semana, voltou a fazê-lo – também de penálti – ao Académico, mas não se ficou por aí e fez a assistência para o tento de Zé Luís. Telles fez quatro passes para finalização, cinco cruzamentos (um eficaz) e completou 90% das entregas.
  • Ricardo Fernandes 7.7 – O melhor dos homens de Viseu. Ricardo foi uma muralha perante a avalancha ofensiva dos “dragões” e terminou a partida com nove defesas, três a remates na sua grande área, uma a disparo ao ângulo superior.
  • Diogo Leite 7.4 – Uma das novidades no FC Porto. O jovem central não só contribuiu para a consistência defensiva, com três duelos aéreos defensivos ganhos nos três que participou e cinco desarmes, como subiu para fazer a assistência para o tento de Sérgio Oliveira.
  • Sérgio Oliveira 7.1 – E por falar no médio… Sérgio entrou na segunda parte a tempo de fazer um golo – também ele havia marcado ao Benfica -, registando, igualmente, 93% de eficácia de passe, uma ocasião flagrante criada e dois duelos aéreos defensivos ganhos.
  • Vítor Ferreira 6.9 – O jovem médio não pára de surpreender pela positiva, realizando mais uma bela exibição. Para além de três passes para finalização, Vítor Ferreira completou impressionantes 74 de 78 passes, foi o jogador com mais acções com bola (101), completou as duas tentativas de drible e somou o máximo de recuperações de posse, nada menos que 12.
  • Shoya Nakajima 6.9 – Belo jogo do japonês, que esteve em todas as zonas do terço mais ofensivo. Shoya fez quatro remates, um enquadrado, criou duas ocasiões flagrantes em quatro passes para finalização e completou quatro de seis tentativas de drible.