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O FC Porto aproveitou da melhor maneira a escorregadela do Sporting frente ao Tondela (1-1 em Alvalade) para assumiu o segundo lugar da Liga NOS de forma isolada, com mais dois pontos que os “leões”. Os comandados de Nuno Espírito Santo bateram o Arouca por 3-0 num jogo de verdadeiro sentido único, definido por uma dupla imparável.

Domínio total

A primeira parte pode ser descrita com a evolução da posse de bola portista. Aos dez minutos os “dragões” somavam 73% de posse, à passagem do minuto 30 já estava em 74%, à meia-hora estava em 75% e aos 35 minutos em 76% – chegou ao descanso com 78%. Uma exibição em crescendo, autoritária, assente num meio-campo a pressionar bem à frente, fruto da missão de “âncora” de Danilo Pereira em zonas bem adiantadas, da capacidade de trabalho de Hector Herrera e do constante desposicionamento de Óliver Torres. Ao intervalo, Danilo tinha já cinco recuperações de bola, duas intercepções, 90% de passes certos em 39.

A aposta nas alas foi uma constante e ao descanso o Porto somava 15 cruzamentos de bola corrida, nove deles de Alex Telles (que registou também três passes para ocasião nesta fase). A pressão portista foi constante, e Arouca chegou a meio da partida sem qualquer remate realizado, sem qualquer canto e apenas três cruzamentos.

O golo de André Silva aos 43 minutos, após assistência de Diogo Jota, ao nono remate, quarto enquadrado, surgiu assim como natural. Jota, aliás, chegou ao intervalo na liderança do GoalPoint Rating, com 6.4, fruto de uma assistência, dois remates (um enquadrado), 91% de passes certos e uma panóplia de recursos ofensivos. Alex Telles e André Silva, ambos com 6.3, seguiam-se nesta classificação parcial.

Reacção ténue

O primeiro remate do Arouca no jogo surgiu apenas aos 62 minutos, por Walter González (enquadrado), numa altura em que a formação de Lito Vidigal tentava a reacção – aos 20 minutos do segundo tempo registava 48% de posse de bola, contra os 22% de toda a primeira parte, e uma eficácia de passe de 74%, para os paupérrimos 48% da etapa inicial. Notou-se, assim, uma clara melhoria do Arouca, em especial na zona do meio-campo, mas este facto também deu espaço para os contra-ataques portistas.

Num lance de transição, aos 78 minutos, André Silva bisou, em nova assistência primorosa de Diogo Jota, a dupla do momento da Liga NOS. Foi o sétimo golo do ponta-de-lança da selecção nacional no campeonato. Se até aqui o Arouca era pouco mais do que inofensivo, este golo “matou” o jogo. E em cima do apito, Brahimi, lançado na segunda parte, marcou o primeiro golo na Liga. Os 12 remates do Porto dentro da área contrária, num total de 18 tentativas, diz bem das facilidades dos homens da casa.

André Silva no “photo finish”

A tabela de GoalPoint Ratings deste jogo mais parece uma prova de ciclismo, ganha ao “sprint” e com vários velocistas juntos a tentar cortar a meta em primeiro lugar. Ganhou o marcador de dois dos três golos do Porto, André Silva, mas ao “photo finish”. O ponta-de-lança terminou com 7.3, os mesmos de Alex Telles, mas com mais duas centésimas (7.32 contra 7.30). O português fez dois golos em cinco remates (dois enquadrados) e ainda realizou dois passes para ocasião, enquanto o brasileiro foi rei nos cruzamentos, com dez de bola corrida, dois deles eficazes, fez três passes para ocasião e ganhou 69% de 13 duelos.

Logo a seguir, em terceiro, surge Diogo Jota, autor de duas assistências, quatro remates e três passes para ocasião, o que lhe valeu um GoalPoint Rating de 7.2. Com 7.0 surge Brahimi, que marcou um grande golo e realizou uma exibição na segunda parte (apenas 25 minutos) com clara intenção de mostrar serviço – dois remates, um golo, dez duelos ganhos em 13 e quatro recuperações de bola.

Outros números:

  • Alex Telles 7.3 – O Porto fez a bola entrar 45 vezes na área do Arouca e Alex Telles sozinho foi responsável por 17, tendo com isso criado três oportunidades. Também a defender teve impecável, vencendo os seus seis duelos aéreos.
  • Brahimi 7.0 – Em 25 minutos conseguiu cinco dribles eficazes (dos sete que tentou). Foi dessa magia que nasceu o terceiro golo. E que golo.
  • Jubal  6.9 – Os seus rins já não aguentaram a magia de Brahimi no lance do terceiro golo, mas até aí arriscava-se a ser o melhor em campo. Foi o homem com mais desarmes, alívios e bloqueio de remate, cortou uma bola em cima da linha e ganhou sete dos seus nove duelos. Fantástico.
  • Layún 5.3 – Pela terceira vez desde que chegou ao Dragão, acabou um jogo em que foi titular sem criar nenhuma ocasião. Isso diz muito sobre a influência que tem tido e sobre a que não teve hoje.