O FC Porto averbou a sua terceira derrota na Liga NOS 2015/16, a primeira no Estádio do Dragão. Os comandados de José Peseiro, que vinham aparentemente em crescendo exibicional, caíram aos pés de um FC Arouca que bateu os “azuis-e-brancos” pela primeira vez na Invicta – por 2-1 – e que assim pode gabar-se do feito de somar já triunfos perante dois candidatos ao título: SL Benfica e FC Porto. Para a história fica um domínio aparente, mas vazio, dos da casa, uma exibição tacticamente irrepreensível dos homens de Lito Vidigal e um golo que é o mais rápido da actual competição. E isto a uma jornada de o “dragão” visitar o Estádio da Luz…

Liga NOS 2015/16 - Jornada 21 - Porto vs Arouca
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint) 

Ainda mal nos tínhamos sentado já estávamos a registar o primeiro golo a partida. Decorriam apenas 12 segundos e Walter González colocava a bola no fundo da baliza de Iker Casillas. Golo demasiado cedo, diriam muitos, confiantes no tempo que o Porto tinha para recuperar. De facto, Aboubakar empatou aos 14 minutos, o seu décimo tento na Liga NOS, assistência – a 11ª – do inevitável Miguel Layún (este domingo a lateral-direito), mas a inspiração dos dois guarda-redes apenas permitiu mais um golo, aos 66, de novo por Walter, na cara de Casillas e após erro de Maicon.

Os números finais foram consistentes ao longo do jogo. Porto com mais bola (70%), mais remate (19 contra sete), boa qualidade de passe (85% certos), mas pouca objectividade na frente. O Arouca, no entanto, teve outras qualidades. Só rematou sete vezes, é certo, mas enquadrou cinco disparos, tantos quanto o FC Porto, esteve melhor nos duelos individuais (ganhou 54,4%) e tapou bem os caminhos para a sua baliza – dos 19 remates do Porto, 11 foram de fora da área, perante as dificuldades de penetração.

Layún, o dos passes teleguiados

O mexicano do FC Porto não desilude. Depois de surpreender no arranque do campeonato, pela sua capacidade de servir os companheiros de ataque, Miguel Layún voltou a brilhar intensamente, desta feita a lateral-direita, onde substituiu o castigado Maxi Pereira. E mesmo essa mudança de flanco não lhe retirou preponderância na equipa portista. Fez a assistência para o golo de Aboubakar (a 11ª da sua autoria esta época na Liga NOS), realizou três remates, fez quatro passes para ocasião, ganhou 11 dos 13 duelos em que interveio e ainda efectuou sete desarmes. Foi, assim, o jogador mais valioso da partida, com base no GoalPoint Ratings, no qual somou 7.5.

No Porto destaque ainda para os 6.6 registados pelo sempre voluntarioso Danilo Pereira, fruto dos 77,8% de duelos ganhos, dos três remates e dos dois passes para ocasião. E no Arouca o melhor foi mesmo Walter González. O paraguaio fez dois golos em dois remates e decidiu a partida, somando assim 6.7 no GoalPoint Ratings.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: O JOGO COMO O VIMOS