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O FC Porto respondeu de forma categórica à vitória do Benfica sobre o Boavista na noite de sábado, por 3-1. Na recepção ao Belenenses, os “azuis-e-brancos” golearam por expressivos 5-0, com quatro golos a serem apontados na etapa complementar, o último no período de descontos. Um triunfo claro e inequívoco de um “dragão” que foi superior em todos os aspectos do jogo e que, tal como na recepção ao Boavista, veio do intervalo verdadeiramente arrasador. O Porto tem novamente seis pontos de vantagem sobre o Benfica no topo da tabela, está a duas vitórias de conquistar o título e aproveitou a etapa final do encontro para dar minutos (e golos) aos “dragõezinhos”.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Uma só alteração na formação portista para este jogo, com a entrada de Sérgio Oliveira e a saída de Danilo Pereira. Naturalmente o Porto entrou mais dominador, com 63% de posse de bola no primeiro quarto-de-hora, mas os mesmos dois remates que o Belenenses e também um enquadrado. Os “dragões” sentiam dificuldades para entrar na área “azul”, apesar de terem ganho 63% dos duelos individuais nesta altura e registarem 87% de eficácia de passe.

  • O cenário parecia complicado para os homens da casa, mas em cima da meia-hora surgiu o 1-0. Otávio, do lado direito, levantou a cabeça, cruzou e Tiquinho Soares, de cabeça, quase sem oposição, atirou com êxito. Ao sétimo remate portista na partida, segundo enquadrado, o marcador funcionou. E aos 35 minutos o segundo tento, por Uribe, mas após consulta do VAR, o lance foi anulado, por mão do colombiano.

  • O Belenenses, contudo, não estava entregue, pois nesta fase registava cinco remates, um com boa direcção, e diversas acções com bola na área portista, incluindo três disparos. Mas a verdade é que Marchesín ainda não havia sido chamado a intervenções de vulto, sendo que uma ocasião desperdiçada por Nuno Coelho, aos 18 minutos, havia sido a situação mais perigosa.
  • Intervalo Primeira parte muito disputada no Dragão, mas longe de bem jogada, com os homens da casa a assumirem naturalmente o domínio dos acontecimentos, com mais bola, remates, situações de perigo. Mas deixando sempre espaços para o Belenenses gizar lances de ataque, e até rematar na sua grande área. Um golo apenas foi marcado nesta primeira parte, por Tiquinho Soares, o homem que liderava os GoalPoint Ratings, com 6.9. Para além do tento, o brasileiro acertou nove de dez passes e recuperou quatro vezes a posse de bola.

  • Começou bem o segundo tempo para o Porto. Aos 58 minutos, Corona isolou Moussa Marega e o maliano, perante Koffi, atirou a contar, ao segundo remate portista no jogo (ambos enquadrados). Foi o corolário natural de uma superioridade total do Porto na partida, sem que o Belenenses mostrasse capacidade para a contrariar.

  • Aos 68 minutos, o recém-entrado Fábio Vieira esteve perto de marcar um excelente golo, numa altura em que o Belenenses já não conseguia sequer importunar a defesa contrária. Aos 70 minutos os “dragões” registavam 60% de posse de bola, quatro remates, dois enquadrados, um golo, desde o intervalo, com os visitantes sem registarem qualquer disparo.

  • Sérgio Oliveira, com um rating de 7.3, era o único a fazer perigar a liderança de Soares na corrida pelo melhor em campo. O médio registava quatro remates (máximo do jogo nesta fase), dois enquadrados, bem como cinco desarmes e três intercepções. Um verdadeiro “todo-o-terreno”.
  • Aos 74 minutos, Phete fez falta na área sobre Luis Díaz e, na conversão da grande penalidade (75′), Alex Telles não teve dificuldades em ampliar para 3-0. O jogo estava arrumado, só faltava saber com que números finais. E aos 82 minutos, um dos momentos altos da noite, Fábio Vieira fez o 4-0, na conversão de um livre directo, através de um remate rasteiro muito colocado, junto ao poste direito da baliza de Koffi. Foi o primeiro golo de livre directo do Porto esta temporada na Liga.

  • Até final, o Belenenses ainda tentou o golo, mas o máximo que conseguiu foi acertar na base do poste direito da baliza de Marchesín, através de um cabeceamento de Nuno Pina. Golos só mais um, e do outro lado, com Luiz Díaz, nos descontos, a subir sozinho no terreno e, à entrada da área, a flectir para o meio para rematar forte e colocado. Um grande golo ao cair do pano.

O melhor em campo GoalPoint👑

Luiz Díaz começou no banco, fez apenas 20 minutos, mas a sua entrada derrubou o que restava da resistência do Belenenses. Se ainda não viu o golo que o extremo marcou em tempo de descontos, veja e reveja. O colombiano entrou tão bem no jogo que acaba por levar o prémio de MVP, com um GoalPoint Rating de 7.8, pelo tento, mas também porque falhou só um de dez passes, ganhou uma grande penalidade e completou as duas únicas tentativas de drible.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Tiquinho Soares 7.4 – O ponta-de-lança brasileiro foi fundamental na vitória portista. Não só abriu o activo, num belo golpe de cabeça, como acertou 18 de 19 passes e recuperou seis vezes a posse de bola. Uma exibição eficaz e virada para o colectivo.

  • Sérgio Oliveira 7.3 – Regresso do médio, que manteve a mesma bitola das últimas jornadas. O mais rematador da partida, com quatro remates (dois enquadrados), Sérgio completou 90% dos passes que fez, ganhou dois de quatro duelos aéreos defensivos, fez cinco desarmes (máximo do jogo) e três intercepções.
  • Jesús Corona 7.1 – O mexicano não sabe jogar mal. Corona fez uma assistência em três passes para finalização e completou quatro de cinco tentativas de drible, duas delas no último terço.
  • Fábio Vieira 6.8 – O jovem entrou, quase marcou um grande golo logo a seguir e acabou mesmo por facturar, o seu primeiro tento pela equipa principal dos “dragões”, sendo que foi o primeiro golo da equipa esta época de livre directo.
  • Alex Telles 6.3 – Um golo, de grande penalidade, foi só a parte mais visível de mais uma excelente exibição do lateral. Para além disso teve sucesso em três de nove cruzamentos e defensivamente praticamente não teve trabalho.
  • Nuno Coelho 5.7 – O melhor em campo do lado dos “azuis”. Na primeira parte falhou uma excelente ocasião, atirando por cima, mas depois teve de focar-se no trabalho defensivo, terminando a partida com 13 acções defensivas, sete delas alívios.