Porto 🆚 Benfica | Antevisão e dicas de betting

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A Liga NOS 2020/21 está a chegar ao seu ponto de viragem. Esta sexta-feira arranca a 14ª ronda (das 17 que definem a primeira volta), e que sexta-feira! A jornada abre com um Sporting – Rio Ave (18h30) para, logo a seguir, assistirmos “confinados” a um grande “clássico” do futebol português, a recepção do FC Porto ao Benfica. Os dois últimos campeões nacionais defrontam-se às 21h00, no Estádio do Dragão, num embate que promete emoção. Será que irá cumprir?

Ambas as formações chegam a este desafio no segundo lugar, com os mesmos 31 pontos, fruto de dez vitórias, um empate e duas derrotas, e a quatro do líder Sporting. Os “dragões” começaram a Liga de forma periclitante, com exibições inconstantes e resultados pouco animadores, mas foram consolidando o seu futebol e surgem nesta fase em grande forma, com um futebol fluido e eficaz e com o ataque mais concretizador da competição, com 35 golos.

Por seu turno, o Benfica começou forte, mas aos poucos foi resvalando e averbou duas derrotas seguidas, denotando vários problemas, em especial defensivos, apesar de ter menos golos sofridos (13) que os portistas (16). E pelo caminho as duas equipas já se defrontaram na Supertaça, com vitória para os “azuis-e-brancos” por 2-0. Os “dragões” apresentam aliás um claro ascendente sobre os “encarnados” nos últimos encontros, com quatro vitórias consecutivas nas várias competições. Curiosamente foi precisamente numa visita ao Dragão que o Benfica amealhou a última vitória sobre o rival (1-2), a 2 de Março de 2019, em partida a contar para a Liga NOS. Irá a tendência recente confirmar-se ou conseguirá o Benfica quebrar o ciclo?

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O Porto recuperou muitos pontos em relação ao Benfica ao longo deste campeonato, mas nos últimos cinco jogos, a vantagem portista foi marginal. Aos cinco triunfos dos “dragões”, as “águias” responderam com quatro, e apenas um empate, mas em termos estatísticos, muito separa as duas formações, como podemos constatar na infografia abaixo.

[ O desempenho de Porto e Benfica nos cinco jogos da Liga NOS ]

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À primeira vista, os golos. Nos últimos cinco embates o Porto marcou por 16 vezes, o máximo da Liga, precisamente o dobro das vezes que o Benfica (8) conseguiu abanar as redes adversárias. Muito por culpa da eficácia de remate, com os portistas a registarem 33 enquadrados nesta fase mais recente, contra os 23 dos benfiquistas. Para termos uma ideia, os “azuis-e-brancos” converteram em golo seis dois últimos sete remates enquadrados na Liga, após terem concretizado em golo somente quatro dos anteriores 13 – uma equipa com uma confiança e competência ofensiva assinaláveis. O Porto regista, aliás, 21% de conversão de remates nas últimas cinco partidas, bem acima dos 12% do Benfica.

Quanto aos sofridos o cenário inverte-se, com as “águias” a permitirem três e os “dragões” o dobro (6). Estas duas estatísticas simples contrastam sobremaneira com a noção generalizada de que o emblema da Invicta é bem mais sólido defensivamente que a formação “encarnada”. Se formos aos números desta sequência de jogos, vemos que o Benfica é mesmo a formação com menos desarmes por 90 minutos (13,4), bem abaixo dos 16,8 do Porto, e é das equipas com menos intercepções (11,2, para as 12,6 do “dragão”). Explicações para esta contradição? Várias, certamente, mas tal como na época passada não será alheio o facto de Vlachodimos registar 82% de remates enquadrados defendidos, contra os apenas 54% de Marchesín – isto apesar de os “encarnados” terem permitido 11,4 remates e os portistas apenas 5,6 nesta fase.

[ Os principais dados de Marchesín e Vlachodimos na Liga NOS 2020/21 ]

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Ao olharmos para as estatísticas na Liga desde a primeira jornada, as diferenças esbatem-se um pouco, mas as características distintas das duas equipas estão expressas nos números. Porto e Benfica estão muito próximos no que toca ao remate (14,9 por 90 minutos para os anfitriões do jogo de sexta-feira, 14,0 para os visitantes), e também nos enquadrados (5,9 contra 5,2); nos passes para finalização (Benfica lidera este parâmetro com 11,6, Porto 10,8); nas ocasiões flagrantes criadas (3,2 para os lisboetas, 2,2 os portistas). Benfica (64%) e Porto (61%) têm também o melhor registo de posse de bola da Liga NOS, e as melhores eficácias de passe (Benfica 84%, Porto 83%).

Defensivamente o Porto mostra-se marginalmente mais forte que o Benfica nos desarmes (15,3 vs 14,5), Benfica mais notado nas intercepções (11,7 – 10,4), “dragões” muito melhores nos duelos aéreos defensivos ganhos na área (56% contra 44%, que é o pior registo da Liga), com os números a equilibrarem-se nos duelos ofensivos (SLB 57% – 54% FCP). Estamos, portanto, perante duas equipas que, no cômputo geral, não estão muito longe estatisticamente, com um Porto a um nível superior em termos ofensivos, nos últimos tempos,e o Benfica seguro nas mãos de Vlachodimos. Tendo em conta que os “dragões” marcaram em todos os jogos em casa esta época e as “águias” só por uma vez não o fizeram fora de portas (Boavista), poderemos esperar por golos de ambos os lados?

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O goleador e o desequilibrador

Olhando para os últimos cinco jogos, não é surpresa percebermos que Mehdi Taremi é o jogador em melhor forma no FC Porto (e na Liga), com um extraordinário GoalPoint Rating de 7.93.tendo sido aliás eleito Jogador do Mês GoalPoint em Dezembro. O iraniano fez quatro golos nos seus últimos três encontros pelo Porto na Liga, e só ainda não conseguiu facturar em jogos consecutivos no campeonato pelos “dragões”. Nas 13 partidas que leva até ao momento regista seis golos e uma assistência e é o jogador que soma mais remates por 90 minutos (3,7), com uma extraordinária conversão de 24% em golo. E quando o assunto são ocasiões flagrantes convertidas, a eficácia do atacante chega aos 100%. O ponta-de-lança será, sem dúvida, uma das fontes de perigo para a defesa benfiquista, recolhendo até outros méritos que o destacam até a nível europeu.

Do lado “encarnado” é Rafa Silva o jogador em destaque nos últimos cinco desafios. Os seus números globais da época na Liga NOS mostram um jogador de remate (1,8) e um dos que mais passes para finalização faz por 90 minutos (1,9), sendo o sexto (entre todos com mais de 585 minutos) com mais ocasiões flagrantes criadas (0,6). No drible ninguém tenta mais do que ele (8,0) e ninguém completa mais (4,8), pelo que previsivelmente será um dos potenciais desequilibradores do encontro. Mas haverá mais.

Atenção ao lado canhoto

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Entre os jogadores em melhor forma em termos globais nas duas equipas, os dois extremos-esquerdo são dos que apresentam ratings e estatísticas mais interessantes, pelo que poderão ter peso neste desafio. Luis Díaz é senhor de golos (3) e assistências (4) decisivas, quando joga a titular ou quando sai do banco. Entre os extremos da Liga é o que remata mais (2,9) e entre portistas é o que tenta mais o drible (5,3), com incríveis 80% de eficácia, o que faz dele o segundo melhor da Liga em dribles completos (precisamente atrás de Rafa Silva).

Everton “Cebolinha”, contratação benfiquista para esta época – com três golos e três assistências até ao momento -, apresenta respeitáveis 6,1 tentativas de drible, quinto valor mais alto, com sucesso em 2,6, o que lhe baixa a eficácia para 42%, bem abaixo do registo do colombiano. Mas as 2,1 acções defensivas no meio-campo adversário, valor bem alto para um extremo (característica transversal aos extremos benfiquistas, pois Rafa regista 3,0), colocam-no num patamar à frente em relação a Díaz neste particular.

Factos e curiosidades

  • O Porto ganhou o último jogo em casa entre as duas equipas na Liga, mas não vence partidas consecutivas ante o seu rival lisboeta no Estádio do Dragão desde o período entre Maio de 2013 e Maio de 2014.
  • O Benfica ganhou somente 11% dos 38 encontros em casa do Porto no campeonato desde o início de 1982/83 (4 vitórias, dez empates e 24 derrotas), a mais baixa percentagem de sucessos frente a qualquer outra equipa na prova nesse período (mínimo de dois encontros).
  • Os “dragões” ganharam os sete últimos encontros, a melhor sequência de vitórias na Liga actualmente, e marcaram três ou mais golos nos últimos três desafios.
  • O Benfica ganhou 14 dos últimos 18 jogos na Liga (dois empates e outras tantas derrotas), isto após ganhar apenas um dos anteriores sete (quatro empates e dois desaires), e marcou exactamente dois golos em seis dos últimos sete desafios.
  • Porto e Benfica marcam e sofrem mais golos nos primeiros tempos. Em casa, os “dragões” fizeram 56% dos seus tentos e sofreram 60% antes dos intervalos; como visitante, as “águias” fizeram 54% dos golos na primeira metade e sofreram 50% nesta fase.

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  • Haris Seferovic marcou cinco golos como suplente utilizado esta época na Liga, pelo menos mais três do que qualquer outro jogador. São cinco golos em 204 minutos de jogo após saltar do banco, e apenas três tentos em 304 como titular.
  • Jorge Jesus ganhou apenas dois dos 18 jogos que orientou frente ao Porto na casa dos “dragões” (três empates e 13 derrotas).
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