O FC Porto goleou o Boavista por 4-0 no dérbi de despedida de uma Liga NOS com poucas razões de boa memória para os “dragões” mas com motivos para acreditar num futuro condizente com os pergaminhos “azuis-e-brancos”.

Porto vs Boavista - Liga NOS 2015/16
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Apesar do resultado final e do golo inaugural por intermédio de Danilo (um dos poucos “dragões” que produziu ao nível que se exige num candidato durante toda a época) apenas na segunda parte o FC Porto construiu e justificou o resultado “gordo” com que fechou a sua participação na Liga NOS.

Os “axadrezados” terminaram o primeiro tempo não só com algum ascendente como até com mais remates e passes para ocasiao que os portistas. No entanto, o “dragão” regressou do balneário com outra cara, não só na atitude mas também nos protagonistas (Peseiro lançou Rúben Neves e Brahimi no recomeço) e isso notou-se nos números: 14 remates contra três na primeira parte e um “score” confortável que os boavisteiros não foram capazes de evitar, com Rúben Ribeiro especialmente apagado no Dragão.

Layún de regresso ao seu melhor

Os holofotes recaem naturalmente em André Silva. O jovem avançado não só marcou como protagonizou uma excelente exibição, confirmando a expectativa que há muito lhe surge associada. Foi aliás por cinco décimas que o jovem portista não igualou o desempenho de Miguel Layún, o melhor em campo GoalPoint Ratings da partida. O ponta-de-lança português foi o mais rematador (seis tiros, dois deles enquadrados) e para lá do golo assistiu ainda o tento do mexicano, rubricando uma exibição de entrega colectiva (venceu quatro dos cinco duelos que disputou e fez ainda dois alívios defensivos).

Já Layún voltou ao seu melhor (vide infografia), após uma segunda fase de época bastante mais modesta, comparativamente com o início explosivo de temporada. Com Danilo poupado no segundo tempo (a pensar na final da Taça de Portugal) destaque também para Marcano, que rubricou uma das melhores (e raras) exibições de um central “azul-e-branco” nesta Liga: para lá da assistência o espanhol somou quatro desarmes, quatro intercepções e seis alívios, bloqueando ainda dois remates visitantes. Tivesse sido sempre este o nível defensivo portista e provavelmente os “dragões” não teriam chegado à última jornada a pensar já na… primeira da Liga seguinte.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.