TotoRating BannerA

última ronda da primeira volta da Liga NOS promete emoções fortes. FC Porto e SC Braga vão dar o mote no palco do Dragão a partir das 19h00 desta sexta-feira. Os anfitriões ocupam o segundo posto da classificação, com 41 pontos, mais 17 do que os minhotos, que estão no quinto lugar. Os vice-campeões, nas 16 jornadas anteriores, somaram 13 vitórias, dois empates e um desaire apenas, marcaram 34 golos e consentiram nove. Por sua vez, os forasteiros contabilizaram 24 pontos, fruto de sete triunfos, três empates e seis derrotas. Os “arcebispos” apontaram, ainda, 25 golos e sofreram 19.

Esmiuçando os números históricos, data de 30 de Janeiro de 2005 a última vez que o Sporting de Braga venceu (3-1) no reduto “azul-e-branco” um jogo para o campeonato. Desde então foram 14 partidas, com 11 vitórias para o emblema da Invicta” e três empates, com 31 golos para os portistas, que consentiram dez.

Não obstante a diferença pontual, este duelo é um “clássico” do nosso futebol e o momento de forma dos dois conjuntos aguça ainda mais o apetite antes de a bola começar a rolar. Os comandados de Sérgio Conceição, que vão tentar pressionar o Benfica antes do dérbi de Alvalade diante do Sporting, estão com a “chama toda”: não perdem há 15 duelos consecutivos em todas as provas em que estão inseridos e venceram os últimos sete de forma seguida.

GoalPoint-Preview-Jornada17-Porto-Braga-Liga-NOS-201920-1- infog
Clique para ampliar

Tendo sob mira os sete encontros anteriores na competição, o FC Porto tem uma média de 2,6 de golos marcados em casa, e está imaculado no que concerne a golos sofridos – 100% “clean sheets” -, mas há mais: a equipa venceu 81% dos duelos em que entrou em acção na prova, marcou em todas as partidas e esteve na frente do marcador ao intervalo em 69% dos duelos e marcou pelo menos dois golos nos últimos três jogos.

Sob o novo comando, após a saída de Ricardo Sá Pinto, o Braga cilindrou o Belenenses por 7-1 e derrotou, com direito a reviravolta, o Tondela por 2-1. Conseguirão Rúben Amorim e companhia “apagar” a chama de Sérgio Conceição que desde que está no comando do FC Porto levou de vencida os quatro duelos do campeonato contra o oponente da “Cidade dos Arcebispos”?

Esses dois jogos do Braga sob o leme do novo técnico vieram reforçar os números que a equipa apresenta nos últimos cinco jogos (ver infografia acima). Neste período os bracarenses foram a formação mais rematadora da Liga, com 18,9 disparos por 90 minutos, bem mais que os 13,6 do Porto, e com números semelhantes de enquadrados. Por outro lado, os minhotos registaram cerca de 67% de posse de bola, num número muito elevado. Mas o “dragão” pode gabar-se de uma eficácia superior, pois com menos bola e menos remates, e também menos expected goals (xG), conseguiram marcar mais golos que o seu adversário desta sexta-feira. Uma competência que poderá ter peso nesta partida.

1X2 no Jogo 👉 Apostar!

Bola nas alturas

Das 18 equipas em prova, o FC Porto é aquela que tem mais golos de cabeça (11). Por sua vez, o Braga é o terceiro conjunto com pior percentagem de duelos aéreos defensivos ganhos na sua área (47,9%). Um ponto que Tiquinho Soares, Marega, Marcano, Danilo e companhia poderão aproveitar. Mas o arsenal ofensivo dos minhotos não é de descurar.

Olhando para os números das 16 jornadas já disputadas, a cada 90 minutos os minhotos têm uma média 16,8 remates a cada 90 minutos e são o emblema da Liga que lidera este item. Nas últimas duas jornadas, diante do Belenenses foram 19 tiros ao alvo contrário e 22 frente ao Tondela. Neste tópico, os “dragões” surgem no quarto lugar, com 15,1 remates, pelo que frente a frente estarão duas formações com poder de fogo.

Mas os remates de nada valem se não tiverem qualidade. No que concerne aos enquadrados por 90 minutos, os dois conjuntos são os que têm a mira mais calibrada: o FC Porto regista 6,1 remates com boa direcção, enquanto os “arsenalistas” registam 5,8. Ainda em termos ofensivos, os bracarenses surgem no segundo no que diz respeito às equipas que mais constroem ocasiões flagrantes – 2,6, somente atrás dos 2,8 do Benfica -, e logo atrás estão os “azuis-e-brancos”, com 2,3.

A máquina de ataque portista é letal quando olhamos para a taxa de conversão de remates em golo (13,6%) – a segunda mais alta da Liga NOS -, mostrando muito maior eficácia ofensiva que o Braga, que não passa dos 9,3% e é a 12ª equipa da competição neste capítulo. Será que haverá golos das duas equipas?

Ambas as Equipas Marcam @ 1.90 👉 Apostar!

Os visitantes são o segundo conjunto na prova com mais passes por 90 minutos, 473,7, estando à frente do FC Porto, que tem 467,4, porém, os “dragões” são os que têm melhor qualidade de passe na Liga – 83,9% -, contra 81,8% do opositor do duelo desta sexta-feira.

Dizem, ainda, os números que o FC Porto é a equipa que menos remates permite na sua grande área (3,3), já os “minhotos” ocupam o terceiro posto com 5,3. Na área contrária, a equipa de Rúben Amorim tem 10,8 remates e é no campeonato o conjunto que mais o faz. Os donos da casa estão em terceiro, com 9,7. Será, certamente, uma luta titânica para ver quem melhor irá aproveitar os disparos em zona de maior decisão.

Duas baixas de vulto

Os nomes de Pepe e Nakajima constam no boletim médicos e o defesa-central e o criativo nipónico deverão ser baixas para a recepção ao “arsenalistas”. De qualquer forma, não são esses os atletas que melhores GoalPoint Ratings apresentam do lado portista.

Entre jogadores com mais de 720, ainda é Zé Luís o que melhor desempenho apresenta, muito por culpa dos sete golos em 12 jogos. O ponta-de-lança tem estado a contas com lesões e não defrontou o Moreirense, e nos últimos dias o seu nome tem sido associado ao Tottenham e ao Sevilha. A sua utilização é, assim, uma incógnita, ainda para mais face à boa forma de Tiquinho Soares, que marca há três jogos consecutivos na Liga.

Fundamental na manobra portista tem sido Otávio Monteiro. O criativo brasileiro soma um golo e três assistências até ao momento, mas é nos dribles (3,8 por 90 minutos, uma eficácia de 69% em relação ao total de tentados) e nos passes para finalização (2,0) que se tem destacado, sendo um foco de desequilíbrio e produção ofensiva para os atacantes portistas.

Perigo pelas alas

Do lado minhoto, é conhecida a propensão ofensiva da equipa, que produz muito jogo atacante, como já referimos em cima. Grande parte do perigo criado vem das alas, com dois jogadores em grande destaque.

A começar por Galeno. O jogador, que na época passada pertencia aos quadros do Porto, soma quatro golos e uma assistência, mas é a sua velocidade e imprevisibilidade que fazem do brasileiro uma arma apontada às balizas. Com 6,1 tentativas de drible por 90 minutos, este é um jogador que não pede licença para rematar, registando 2,7 disparos a cada 90 minutos.

Mais rematador ainda é Ricardo Horta. O ala esquerdo tem um registo de 3,3 disparos, mas também 1,9 passes para finalização, o que lhe permite ter já três assistências nesta Liga. Trata-se de um criador de oportunidades, mas também um jogador com golo, somando quatro tentos até ao momento na prova.

Factos e curiosidades

  • No histórico de confrontos para o campeonato em casa do FC Porto, decorreram 63 jogos, havendo registo para 52 vitórias “azuis-e-brancas”, que marcaram 161 golos e sofreram 44, oito empates e três triunfos dos minhotos.
  • Fora de portas, nas oito partidas em que já actuaram, os “arsenalistas” têm uma média de 1,5 golos marcados, apenas mantiveram as redes invioladas em 25% desses encontros, e foram a primeira equipa a marcar um golo em 50% dessas partidas. Já os “dragões” inauguraram o marcador em 75% das vezes.

1ª Equipa a Marcar 👉 Apostar!

  • Os portistas marcaram 56% dos seus golos na primeira parte na “pele” de visitados, enquanto o Braga marcou 36% dos seus tentos após a passagem do minuto 75. O “dragão” marcou mesmo nas duas partes dos seus jogos caseiros em 71% das ocasiões, enquanto os minhotos o fizeram apenas 25% enquanto visitantes.

Parte com mais golos 👉 Apostar!

  • Aliás, no cômputo geral da Liga, o Porto não nunca sofreu golos nas duas partes de uma partida, enquanto o Braga permitiu que tal acontecesse em 19% dos seus encontros, sendo que em 38% dos jogos dos “azuis-e-brancos” houve golos das duas equipas, acontecendo em 44% das partidas dos “arsenalistas”.