Porto 🆚 Braga | 30 minutos de luxo dão final aos “guerreiros” 🔥

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O Sporting de Braga está na final da Taça de Portugal pela sétima vez na sua História, ao bater o FC Porto no Dragão, por 3-2. A formação minhota garantiu o passaporte para o jogo decisivo graças a uma primeira meia-hora de luxo, na qual fez três golos – dois por Abel Ruiz, um por Lucas Piazón. Depois, com o tento de Otávio e a expulsão de Cristian Borja, num curto espaço de tempo, os comandados de Carlos Carvalhal recuaram e trataram de defender como puderam até final do desafio, sofrendo um autêntico sufoco até ao intervalo e depois durante toda a segunda parte. O golo de Marega, perto do fim, não foi suficiente, pois as duas equipas haviam empatado 1-1 na primeira mão, apesar da pressão, dos anfitriões, que acumularam impressionantes 26 pontapés de canto, algo nunca visto esta época nas principais Ligas europeias.

Resumo 📺

O jogo explicado em números 📊

  • Em relação ao empate sem golos ante o Sporting, Sérgio Conceição procedeu a quarto alterações, com as saídas de Marchesín, Zaidu, Sérgio Oliveira e Mehdi Taremi para as entradas de Diogo Costa, Malang Sarr, Marko Grujic e Luis Díaz. No Braga apenas uma mudança em comparação com o jogo na Madeira, com o Nacional, entrando Raúl Silva para a vaga de Bruno Rodrigues.
  • O jogo estava ainda numa fase de estudo, o Porto tentava agarrar na iniciativa e até tinha 57% de posse de bola. Mas aos nove minutos, o Sporting de Braga marcou e anulou a vantagem que os portistas tinham por terem marcado na primeira mão. Lucas Piazón fugiu pela direita, foi até à linha e cruzou atrasado, surgindo Abel Ruiz de rompante a rematar – a bola ainda sofreu um ligeiro desvio em Chancel Mbemba. Ao segundo remate (ambos enquadrados), o marcador funcionava.

  • Surpreendido? Aos 14 minutos surgiu o 2-0. Grande trabalho colectivo do Braga, com Piazón a passar a Al Musrati, este a servir Ricardo Horta na área, com este a deixar de calcanhar para Abel Ruiz. O espanhol, perante Diogo Costa, picou a bola para um golo espectacular, o seu segundo no jogo.
  • E assim se chegou ao primeiro quarto-de-hora. O Porto começou o jogo em vantagem, mas em 15 minutos viu-se com uma montanha para escalar. Ainda assim registava 60% de posse, mas ofensivamente só havia Braga, com três remates, todos com boa direcção, quatro acções com bola na área contrária e também três acções defensivas no meio-campo contrário.

  • O terceiro esteve à vista aos 19 minutos. Abel Ruiz entrou na área pela esquerda e, tranquilamente, rematou perante Diogo Costa. A bola, caprichosamente, embateu na barra e impediu o “hat-trick” do atacante. Na sequência do lance, Mbemba lesionou-se entrando Zaidu e mudando Malang Sarr para o eixo da defesa portista. Mas Sérgio Conceição aproveitou para tirar também Marko Grujic e lançar Mehdi Taremi.
  • Mas nada parecia resultar e, aos 28 minutos, na conversão de um livre de forma irrepreensível, Lucas Piazón fez o 3-0 para o Braga, tento que deixou Sérgio Conceição sem reacção no banco. Só que Otávio reagiu e, em cima da meia-hora, “matou” a bola no peito e, perante Matheus, reduziu de imediato para 3-1.

  • Jogo louco no Dragão, com quatro golos em meia-hora, três para os visitantes, com o Porto a assumir 61% da posse de bola e a chegar aos cinco remates, dois enquadrados, mas os minhotos a serem bem mais eficazes no ataque, enquadrando quatro de cinco, com três no fundo das redes.
  • Os incidentes continuaram e, aos 34 minutos, após consulta do VAR, o árbitro expulsou Borja, por falta sobre Marega, considerando que este se iria isolar. Com muito ainda para jogar, os “guerreiros” viam-se reduzidos a dez elementos e o Porto aproveitou para encostar o Braga “às cordas” até ao intervalo, com inúmeros lances de ataque.

  • Intervalo Primeira parte de loucos no Dragão. Quando parecia que o Porto tinha “a faca e o queijo na mão”, eis que o Braga realiza uma meia-hora inicial de luxo, marca três golos e coloca-se em posição privilegiada para chegar à final. O golo de Otávio e a expulsão de Borja logo a seguir mantiveram os “dragões” na eliminatória, e com liderança nas principais estatísticas da partida. O melhor nesta fase foi Jesús Corona, com um GoalPoint Rating de 7.1, fruto da assistência para o golo portista, quatro passes para finalização e dois cruzamentos certos em três.

  • No arranque do segundo tempo voltou a dar só Porto, atingindo a hora de jogo com 77% de posse de bola desde o descanso, mais três remates, um enquadrados, e com seis pontapés de canto, a juntar aos dez da etapa inicial. E esta foi a história da segunda metade, com o Porto a pressionar de todas as formas e feitios, recorrendo bastante ao cruzamento.

  • Por volta dos 70 minutos, os “azuis-e-brancos” já somavam 18 centros na segunda parte, mas só dois eficazes, acumulando um total de 32, oito deles concluídos. Olhando para todo o jogo, o Porto registava nesta altura impressionantes 45 acções com bola na área do Braga, contra apenas seis do outro lado, clara demonstração de um jogo de sentido único. Só que dos 14 remates, só cinco foram enquadrados, tantos quanto o Braga conseguiu em sete disparos.

  • A pressão era tanta que, aos 75 minutos, o Porto fez mesmo o 3-2. Cruzamento da direita, Matheus saiu a soco, mas a bola caiu nos pés de Marega, que rematou forte para o fundo das redes. Ao 18º remate, sétimo enquadrado, e a esperança voltada às hostes portistas. E aos 83 minutos, Matheus realizou uma defesa espantosa a cabeceamento de Luis Díaz.

  • E esse foi o lance que marcou, de certa forma, o adeus do Porto, detentor do troféu, à final e o apuramento do Braga, pois até final, os “dragões” não mais conseguiram criar perigo do mesmo calibre e arrastaram-se até final a tentar, mas sem a mesma crença de antes desse lance.

[ A posição média dos jogadores mostra a grande pressão portista durante o jogo ]

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O melhor em campo GoalPoint👑

Enorme jogo de Otávio, que acabou por ser inglório, face à derrota da sua equipa. O brasileiro foi o melhor em campo, com números ofensivos incríveis, que lhe valeram um GoalPoint Rating de 8.9. Além do golo que marcou, criou uma ocasião flagrante em seis passes para finalização (máximo do jogo), fez 15 passes ofensivos valiosos, teve eficácia em três de seis cruzamentos, foi o jogador mais interventivo, com o máximo de acções com bola (111), somou oito acções com bola na área contrária e completou as quatro tentativas de drible, três delas no último terço.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Jesús Corona 8.4 – Outra grande exibição entre os “dragões”, também ele com números poucos vistos, dado o contexto do jogo. Além de uma assistência, fez cinco passes para finalização, um passe de ruptura, 12 ofensivos valiosos e fez 12 cruzamentos de bola corrida, três com eficácia. Às 109 acções com bola juntou oito na área adversária, três dribles completos em sete e ainda assinou cinco intercepções.
  • Moussa Marega 7.8 – Pode não ser brilhante, mas a sua capacidade de trabalho e de desgaste das defesas adversárias é inatacável. O maliano fez um golo em cinco remates, três enquadrados, ganhou dois de três duelos aéreos ofensivos e acumulou o máximo de acções com bola na área contrária, nada menos que 16.
  • Matheus Magalhães 7.5 – Em especial a partir da meia-hora, o guarda-redes do Braga teve “horas extraordinárias” de trabalho. Não conseguiu evitar os golos de Otávio e Marega, mas acabou um jogo muito exigente com seis defesas, cinco a remates na sua grande área, três a menos de oito metros, ganhou os três duelos aéreos ofensivos e teve duas saídas pelo ar eficazes. Foi o melhor dos minhotos no Dragão.

  • Lucas Piazón 6.3 – O brasileiro chegou em Janeiro ao Braga e, desde então, fez três golos e cinco assistências. Nesta partida fez o 3-0, na conversão perfeita de um livre, fez um passe para golo, registou sete recuperações de posse e sofreu três faltas.
  • Abel Ruiz 6.1 – Dois golos em apenas 14 minutos, mais uma bola à barra que lhe daria o “hat-trick”. Ruiz estava a realizar uma exibição extraordinária, mas acabou por apagar-se com o recuo da sua equipa, saindo a meio do segundo tempo. Fez três remates, dois enquadrados, e somou quatro acções com bola na área portista.
  • Francisco Conceição 6.3 – Que talento. A bola cola-se aos pés do jovem como se estes tivessem ímãs. Francisco jogou 35 minutos e mostrou recursos intermináveis, como velocidade e uma técnica de drible muito difícil de parar, pelo que tentou oito e concluiu quatro. E sempre de olhos postos na área contrária, tendo aí somado dez acções com bola, segundo valor mais alto. 

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