OFC Porto teve uma estreia amarga na fase de grupos da Liga dos Campeões, cedendo um empate caseiro diante do Copenhaga. Os “dragões” até marcaram cedo, por intermédio de Otávio, mas nunca conseguiram impor a sua lei, acabando por ir abaixo com o golo dos visitantes no arranque de segunda parte.

Marcar cedo e ficar à espera

Sem os argumentos técnicos da equipa da casa, o Copenhaga entrou em jogo com a estratégia de apostar no jogo aéreo e na vantagem no confronto físico. Foram preciosamente os dinamarqueses a deixar o primeiro aviso, logo aos 11 minutos, num cabeceamento de Federico Santander que obrigou Casillas a desviar a bola.
Feitas as apresentações, o FC Porto passou ao ataque, conseguindo quebrar o gelo nórdico logo à primeira tentativa, numa “bomba” de Otávio após uma triangulação perfeita com André Silva, que serviu o companheiro com um toque de calcanhar.

Eficácia máxima por parte da equipa da casa, que, à entrada da meia-hora de jogo, continuava a ter apenas um remate enquadrado, registando-se um equilíbrio em variáveis como posse de bola e número de cruzamentos. Neste último campo, os laterais-direito eram quem mais ordenavam, com Layún e Ankersen a “despejar” inúmeras bolas para a área adversária.
Terminada a primeira parte, as duas equipas apresentavam o mesmo número de remates e uma posse de bola semelhante. O FC Porto mostrava grandes dificuldades para encontrar espaços, e nem se podia queixar de “jogo feio” por parte dos dinamarqueses, que, curiosamente, apresentavam uma eficácia de passe superior à dos da casa. Neste cenário pouco animador, o destaque ia apenas para Otávio, o jogador mais rematador dos dragões e o autor do único golo, o que lhe valia um GoalPoint Rating de 7.0. A completar o “top 3” ao intervalo estavam dois jogadores do Copenhaga, sendo eles Augustinsson, com 6.6, e Ankersen, com 6.1.

Entrada com o pé esquerdo

O segundo tempo arrancou com o golo dos visitantes, marcado por Cornelius, que tirou vantagem de uma série de ressaltos para, caprichosamente, cabecear para o fundo das redes. Era um lembrete para o FC Porto, que teria de fazer muito mais para sair desta partida com os três pontos.

Mas a verdade é que pouco ou nada mudou na dinâmica ofensiva dos “dragões“: aos 75 minutos, os portistas tinham efectuado apenas dois remates (nenhum deles enquadrado) e o mesmo número de cruzamentos de bola corrida. Nem mesmo as entradas de Depoitre e de Brahimi conseguiram instigar as hostes azuis-e-brancas, que simplesmente não conseguiam forçar os dinamarqueses a cometer erros.

Os últimos minutos, já com a entrada de Diogo Jota no terreno, foram de grande pressão junto da baliza dinamarquesa, mas mesmo assim os portistas pouco conseguiram importunar o guarda-redes Robin Olsen, que fez apenas uma defesa durante toda a partida. Sinal do desnorte que reinou entre a equipa azul-e-branca, que fez pouco, muito pouco, para justificar o estatuto de favorito.

A ameaça constante vinda da esquerda

Sem surpresa, o melhor jogador em campo veio da formação visitante. Ludwig Augustinsson, lateral-esquerdo do Copenhaga, foi uma verdadeira dor de cabeça para os portistas, comandado o ataque da sua equipa com três cruzamentos, todos eles eficazes, e ainda dois passes para ocasião. Também a defender o jovem sueco esteve practicamente irrepreensível, somando dez acções defensivas e ainda uma percentagem de duelos ganhos de 88% – números que impressionam qualquer um e que lhe valeram um rating de 7.5.

Otávio esteve algo apagado no segundo tempo mas conseguiu ainda acabar a partida como o segundo melhor jogador em campo, com 6.9. A juntar ao golo apontado, o médio brasileiro teve o facto de ter rematado três vezes (mais do que qualquer outro jogador portista) e de ter conseguido uma eficácia de passe de 82%.

Outros números:

  • Johansson 6.6 / Zanka 6.6  – A dupla de centrais do Copenhaga esteve irrepreensível, somando um total de 26 alívios, 13 cada um. Duelos, ganharam cinco em seis.
  • Danilo 6.5 – Foi dos poucos a bater-se bem pelo ganhar, ganhando quatro duelos aéreos. Ainda recuperou a bola por 12 vezes e registou uma eficácia de passe de 92%.
  • Brahimi 6.4 – Vinte minutos em que mostrou o desperdício que tem sido a sua ausência. Criou duas oportunidades, acertou dois dribles e ainda fez um desarme importante.
  • Corona 4.5 – Não rematou, não criou ocasiões, não acertou nenhum drible e não registou nenhuma acção defensiva. Uma nulidade.
GoalPoint | Porto vs Copenhaga | Champions League 16/17 | Ratings
Clique para ampliar

GoalPoint | Porto vs Copenhaga | Champions League 16/17 | Otávio
Clique para ampliar

GoalPoint | Porto vs Copenhaga | Champions League 16/17 | MVP
Clique para ampliar

GoalPoint | Porto vs Copenhaga | Champions League 16/17 | 45m
Clique para ampliar
GoalPoint | Porto vs Copenhaga | Champions League 16/17 | 90m
Clique para ampliar