Porto ūüÜö Leicester | “Drag√£o” como o ketchup

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O FC Porto assegurou de forma categ√≥rica a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campe√Ķes, ao golear o Leicester, campe√£o ingl√™s, por 5-0. √Č caso para dizer que este Porto √© como o “ketchup”. Ora est√° 520 minutos sem marcar, ou os golos saem todos de uma vez, e logo num jogo de grande calibre. A superioridade portista foi total.

O Jogo explicado em N√ļmeros¬†ūüďä

  • Entrada de rompante do Porto, a empurrar o Leicester para a sua defesa e a marcar cedo.¬†Aos seis¬†minutos, canto da direita de Jes√ļs Corona e Andr√© Silva saltou mais alto que todos, para fazer o terceiro da conta pessoal nesta Liga dos Campe√Ķes, e o 1-0 na partida. Efic√°cia total da equipa lusa, a facturar ao primeiro remate.
  • Os primeiros dez minutos assinalavam 72% de posse de bola para os “drag√Ķes” e 87% de passes certos, contra fracos 67% dos ingleses.
  • Por volta dos 25 minutos o Leicester ainda n√£o tinha tentado sequer o remate, enquanto os portistas j√° registavam quatro, um enquadrado. E aos 26, Jes√ļs Corona fez o 2-0, num grande disparo de primeira de p√© esquerdo, ao √Ęngulo.
  • √ďliver Torres era um dos respons√°veis pelo bom jogo portista, pois registava 96% de passes certos nesta altura, e Alex Telles, autor da assist√™ncia para o 2-0, tinha dois cruzamentos eficazes em tr√™s.
  • O primeiro remate do Leicester, bloqueado,surgiu apenas aos 31 minutos, por Jeffrey Schlupp.
  • Brahimi fez o 3-0 com um golpe de calcanhar, a cruzamento de Maxi, e o jogo ficou decidido aos 44 minutos. Tudo f√°cil.

  • Intervalo¬†Dom√≠nio total do Porto perante um Leicester com muitas altera√ß√Ķes e muito preso ao seu 4-4-2, est√°tico defensiva e¬†ofensivamente. O “drag√£o”, por seu turno, mostrou grande efic√°cia, com tr√™s golos em nove remates, quatro deles enquadrados, 72% de posse de bola e espantosos 90% de passes certos. Corona foi o melhor no primeiro tempo, com um GoalPoint Rating de 7.7, gra√ßas a um golo, uma assist√™ncia e uma segunda assist√™ncia. Em segundo Brahimi, com 6.7, autor de um¬†golo em dois¬†remates e com 88% de passes certos.
  • O¬†jogo reatou com um ritmo mais moderado, e com o¬†campe√£o ingl√™s a tentar dar um ar da sua gra√ßa. Por isso, nos primeiros 15 minutos, os visitantes registavam 47% de posse e dois disparos (ambos para fora), contra apenas uma tentativa dos portistas.

  • No entanto, a irrever√™ncia de Brahimi continuava a fazer estragos e, em mais uma das suas investidas, o argelino serviu Andr√© Silva, que foi carregado na grande √°rea. O jovem cobrou com √™xito o castigo m√°ximo (64′).
  • A goleada ganhou contorno hist√≥ricos ((o “drag√£o” igualou as maiores goleadas portuguesas diante de emblemas ingleses)¬†aos 77 minutos, quando Diogo Jota recebeu um passe de Andr√© Silva para, isolado, fazer o 5-0. E l√° se foi a melhor defesa da competi√ß√£o – o Leicester tinha um √ļnico golo sofrido at√© este jogo.

O¬†Homem do Jogo¬†ūüĎĎ

√Č caso para dizer que o Leicester foi “atropelado” por uma locomotiva, que tinha um mexicano aos comandos. Jes√ļs Corona¬†apresentou-se a grande n√≠vel ao longo de toda a partida e, ap√≥s liderar o GoalPoint Rating no primeiro tempo, terminou o encontro como¬†melhor em campo, com 8.0. Marcou um golo estupendo, fez uma assist√™ncia, uma segunda assist√™ncia, criou uma oportunidade clara de golo e consumou dois de tr√™s dribles tentados. E ainda acertou 88% dos passes e fez a bola entrar na √°rea advers√°ria por¬†12 vezes. Uma noite em cheio.

Jogadores em foco¬†ūüĒļūüĒĽ¬†

  • Danilo Pereira¬†5.9¬†– Em jogo de goleada a tarefa de Danilo passou despercebida, mas o m√©dio n√£o s√≥ acertou 95% dos seus 62 passes, como recuperou seis bolas, fez quatro al√≠vios e ganhou 63% de duelos individuais. Uma parede, embora ausente em termos ofensivos.
  • Andr√© Silva¬†7.6¬†– O jovem ponta-de-lan√ßa marcou talvez o golo mais importante do jogo, o pimeiro, bem cedo, por entre as “torres” contr√°rias,¬†e viria a bisar, de penalty. Mas tamb√©m assistiu Diogo Jota no 5-0.
  • Y. Brahimi¬†7.4¬†– O virtuoso de servi√ßo parece ganhar de volta a confian√ßa perdida (por si e por Nuno Esp√≠rito Santo), e foi um aut√™ntico “abre-latas”. Estupendo o golo de calcanhar, impressionante os seis dribles com sucesso em seis tentativas.
  • √ďl√≠ver Torres¬†6.3¬†– O espanhol come√ßou a ditar o ritmo portista desde cedo, gra√ßas √† sua certeza de passe, e foi o “maestro” de uma orquestra bem afinada. Em 87 passes apenas errou oito.
  • Alex Telles¬†6.4¬†– O lateral-esquerdo mant√©m a bitola desde o in√≠cio da √©poca. Certinho a defender, com cinco recupera√ß√Ķes, tr√™s intercep√ß√Ķes, integrou-se bem no ataque e um dos seus dois cruzamentos eficazes acabou em assist√™ncia para Corona.

Pedro Tudela
Pedro Tudela
Profissional freelancer com mais de duas décadas de carreira no jornalismo desportivo, colaborou, entre outros media nacionais, com A Bola e o UEFA.com.