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O FC Porto disse adeus – “auf wiedersehen” – às competições da UEFA esta temporada, sem glória nos 16-avos-de-final da Liga Europa. Após o desaire na semana passada por 2-1 na primeira mão desta eliminatória, os “dragões” voltaram a ficar com a cabeça à roda,  perdendo esta quinta-feira por 3-1 diante do Bayer Leverkusen. O conjunto germânico dominou por completo o encontro, esteve a ganhar por 3-0, fruto dos golos de Alario, Demirbay e Havertz, e apenas aos 65 minutos, no único remate enquadrado em cinco que foi enquadrado à baliza, o FC Porto conseguiu bater Hradecky, por intermédio de Marega.

O jogo explicado em números 📊

  • Frieza alemão. No primeiro remate enquadrado na partida, aos dez minutos, Alario abriu a contagem e tornou ainda mais hercúlea a tarefa dos “azuis-e-brancos”. O avançado argentino finalizou um excelente lance do conjunto alemão, aproveitando a passividade portista na zona central, que concedeu espaço a mais a Demirbay. Este passou a bola a Havertz, antes de este assistir o ponta-de-lança argentino. A jogada foi validada após o árbitro romeno István Kovács ter consultado o VAR. Cinco minutos volvidos, Amiri atirou com perigo ao lado.

  • Muito nervosismo e parca criatividade do FC Porto para ultrapassar a teia alemã. Ao minuto 19, o conjunto da Invicta tinha apenas 68 passes trocados – 44% de posse de bola – e uma eficácia de 60%, um canto e nenhum remate registado. E as más notícias continuavam com a lesão de Luis Díaz, que obrigou Sérgio Conceição a abrir mão do colombiano e a lançar Nakajima em cena decorria o minuto 29.

  • Apenas a cinco minutos do intervalo, os “dragões” conseguiram gizar um lance com principio, meio e fim, quando Corona cruzou e Otávio cabeceou um pouco ao lado do direito da baliza do Leverkusen. Foi o primeiro remate – desenquadrado – da equipa no encontro. Os alemães fechavam bem na zona central e eram lestos nas saídas para o ataque, onde Demirbay, Amir, Havertz e Diaby faziam o que queriam perante a falta de soluções do adversário. 

  • Intervalo À almofada que trouxe do Bay Arena (2-1), o Leverkusen acrescentou mais um golo. A partir daí, o nervosismo apoderou-se da equipa do FC Porto, que manietada, não conseguiu ludibriar a estratégia delineada por Peter Bosz. Além da vantagem no marcador e na eliminatória, os alemães ainda tinham criado mais lances de perigo, tinham mais remates – dois contra um -, mais posse de bola (55% versus 45%) -, passes trocados – 274 contra 219 – e maior eficácia (80% contra 74%). Nestes primeiros 49 minutos, Lars Bender foi o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 5.8, graças a dois passes progressivos certos, sete recuperações de bola, três desarmes, três alívios e 54 acções com a bola.

  • No período de descanso, Sérgio Conceição deixou Uribe nos balneários e lançou Pepe, passando os “azuis-e-brancos” a jogar com uma linha de três defesas, formada pelo internacional luso, Mbemba e Marcano, e apostado na verticalidade de Corona e de Alex Telles em zona mais subida. Do lado do Bayer Leverkusen, Lars Bender foi “trocado” por Weiser, mas não houve alterações no desenho táctico.

  • Após um primeiro aviso de Alario, que viu a bola tocar nas malhas laterais, surgiu o 2-0 para os alemães. Marchesín ainda conseguiu defender uma incursão de Diaby, mas na sequência a bola sobrou para Havertz, que voltou a vestir a pele de “assistente”, oferecendo desta feita o golo a Demirbay, que ampliou a vantagem dos visitantes, gelando as bancadas do Estádio do Dragão. Dos cinco remates do emblema alemão, três levaram a direcção da baliza. Por sua vez, o FC Porto tinha apenas uma tentativa de remate, que saiu desenquadrada.

  • Aos 57 minutos, a imagem do guarda-redes Diogo Costa a tapar a cara ilustra na perfeição a má exibição dos vice-campeões nacionais. Havertz iniciou o contra-golpe, Diaby rematou, Marchesín defendeu de forma incompleta, a bola regressou aos pés do extremo francês que ofereceu o golo ao camisola 29. Em quatro remates enquadrados do Leverkusen, três foram letais – 3-0 na partida e 5-1 na eliminatória.

  • À passagem do minuto 65, Otávio centrou e Marega cabeceou de forma fulminante e reduziu a desvantagem. Foi o segundo remate da equipa na partida e o primeiro enquadrado.
  • Até ao apito final, realce para o inconformismo de Corona, que lutou um busca de outro resultado e que foi retirando da cartola sucessivos números de “ilusionismo” – espreite o lance aos 73′ -, para um tiro venenoso de Bailey, que foi travado por Marchesín, e para a expulsão de Soares a cinco minutos dos 90.

O melhor em campo GoalPoint👑

O Bayer Leverkusen foi consistente e conseguiu anular o jogo colectivo do FC Porto, em parte graças à organização da equipa no momento defensivo e à panóplia de recursos que apresentou sempre que investiu no ataque. Na zona central, os comandados de Peter Bosz “engoliram” as investidas contrárias, com um homem em especial evidência: Demirbay. Além de apontar o segundo golo, o médio foi o melhor elemento em cena com um GoalPoint Rating de 7.7, fruto de um remate certeiro, três dribles certos em outras tantas tentativas, nove recuperações de bola e um pulmão inesgotável.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Havertz 6.7 – Um regalo para a vista. A forma como jogou entre linhas, fugindo à marcação contrária, foi crucial para o triunfo do Leverkusen. Esteve envolvido em todos os golos, assistindo nos dois primeiros e marcando o terceiro. Não admira que esteja na mira do Liverpool para a próxima temporada.
  • Corona 6.5 – O melhor do FC Porto. Mais uma vez, esteve ligado à corrente e na origem dos lances mais perigosos dos anfitriões.
  • Alario 6.3 – Dois remates, um golo, muita mobilidade e uma constante dor de cabeça para os defensores adversários.
  • Mbemba 6.0 – Foi tentando remar contra a maré. Acertou quatro dos seis passes longos tentados, conseguiu oito passes progressivos certos, nove recuperações de bola, três desarmes e quatro intercepções.
  • Tapsoba 5.6 – Nas alturas, apenas foi batido num dos quatro lances em que foi chamado a intervir e foi um dos primeiros a construir os ataques – 86 acções com a bola e uma eficácia de 84%.
  • Soares 3.1 – Apenas 19 minutos em campo. Já com a eliminatória praticamente arrumada, entrou para a vaga de Zé Luís, mas acabou por ser expulso aos 85.