Porto 🆚 Marseille | Dragão dá três “Allez” aos gauleses

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Três jogos, duas vitórias, uma derrota, seis golos apontados e três sofridos. É este o pecúlio do FC Porto na Liga dos Campeões, edição 2020/21 e, caso para dizer, “Allez Allez”. Na noite desta terça-feira, os “dragões” venceram de forma convincente o Marseille por 3-0 e cimentaram o segundo lugar no Grupo C da prova. Marega, Sérgio Oliveira e Luis Díaz foram os marcadores de serviço. Por sua vez, os gauleses ainda não somaram qualquer ponto – nem marcaram – e praticamente hipotecaram qualquer hipótese de atingir os oitavos-de-final. No outro duelo do agrupamento, o Manchester City bateu o pé ao Olympiacos (3-0) e lidera com nove pontos.

[ Muito mais perigoso o Porto ao longo de quase todo o jogo ]

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O jogo explicado em números 📊

  • Face à lesão do capitão Pepe, Sérgio Conceição apostou no reforço Malang Sarr para fazer companhia a Mbemba no centro da defesa. Relativamente ao “onze” que iniciou o desaire frente ao Paços de Ferreira, Diogo Leite, Grujic e Evanilson foram trocados pelo já referido Sarr, mais Zaidu e Luis Díaz. Felipe Anderson nem no banco de suplentes esteve. 

  • Minuto quatro. Corona assistiu e Marega, na zona do segundo poste, inaugurou o marcador no primeiro lance de ataque dos campeões nacionais.

  • Num arranque de encontro palpitante, o Marseille desperdiçou soberana ocasião para empatar. Na sequência de uma falta de Sarr sobre Thauvin, foi assinalada uma grande penalidade, mas Payet, da marca dos 11 metros, atirou a bola para as bancadas.

  • Eficácia máxima dos “azuis-e-brancos” que marcaram no único remate que fizeram até aos 22 minutos. A equipa da casa conseguiu adaptar-se ao 4x4x2 em diamante dos gauleses, colocando Luis Díaz numa zona mais central, pressionando e condicionando a primeira fase de construção oposta, os extremos – Corona e Otávio – juntavam-se a Sérgio Oliveira e Uribe no centro, libertando os corredores para as incursões dos laterais Manafá e Zaidu. Os visitantes tinham mais posse de bola – 58% versus 42% -, mas à excepção do lance da grande penalidade pouco fizeram em termos ofensivos. 

  • Dois remates e outros tantos golos. Aos 28 minutos, Sérgio Oliveira não desperdiçou uma grande penalidade, após infracção de Amavi sobre Corona, e dilatou a vantagem dos da casa. Foi o segundo golo do médio em três partidas nesta edição da Champions.

  • Nesta fase, um nome destacava-se dos demais, Jesús “Tecatito” Corona. O extremo participou no lance dos dois golos, primeiro assistindo Marega e depois ao ser derrubado por Amavi na jogada que culminou no tento do 2-0. A juntar a tudo isto, que já não era pouco, o mexicano contabilizava uma eficácia de 100% no capítulo dos passes – nove certos em nove tentados -, 23 acções com o esférico, dois dribles eficazes em três, cinco faltas sofridas e um rating de 7.0. A realçar, ainda, as “performances” de Sérgio Oliveira e Marega, ambos com 6.0.

  • A cinco minutos do descanso, Luis Díaz pressionou Mandanda, que colocou a bola em Marega, mas o maliano, em vez de atacar a baliza, preferiu assistir o colega, decisão que deixou Sérgio Conceição com os nervos em franja. Dos ataques do FC Porto, 45% nasciam no lado esquerdo, 13% no corredor central e 42% pela direita. Já o Marseille optava pelo flanco esquerdo (46%).

  • Intervalo Vantagem dos portistas ao final dos primeiros 46 minutos de jogo e que premiava a eficácia dos comandados de Conceição que marcaram dois golos, nos três remates que fizeram ao alvo. Os gauleses tinham mais posse de bola – 60% e uma eficácia de 82% no passe e até mais tentativas de alvejar o alvo, mas demonstravam gritantes dificuldades em gizar lances de perigo, exceptuando a grande penalidade falhada por Payet e um cabeceamento de Álvaro González já na recta final da primeira parte. O MVP era Corona com um GoalPoint Rating de 6.8. O internacional mexicano tinha no seu registo uma assistência, 13 passes certos em 13 feitos, 28 acções com o esférico, duas recuperações da posse e cinco faltas sofridas. 

  • Os “dragões” controlavam as incidências da partida, davam a posse ao adversário (45% vs 55%) e tentavam ripostar explorando as costas da defesa ou as bolas paradas, onde, de resto, nasceu a jogada de maior perigo neste reinício através de um cabeceamento de Zaidu (50′) que saiu ao lado.

  • Letal, o “dragão” chegou ao terceiro golo aos 69 minutos, na construção mais envolvente que gizou: Corona conduziu, assistiu com um toque magistral Luis Díaz, que com um remate de primeiro bateu Mandanda. Foi o segundo tiro certeiro do extremo nesta edição da competição. Dos cinco remates feitos pelo FC Porto, quatro foram enquadrados à baliza e três foram finalizados com êxito. 

  • Tivemos de esperar até aos 77 minutos para assistir a um remate perigoso do Marseille. Cuisance, que foi lançado na etapa final, atirou com força e o esférico saiu um pouco ao lado do poste direito da baliza de Marchesín, que ainda não tinha qualquer intervenção. 

  • Corona, na última vez em que teve a bola antes de ser substituído por Fábio Vieira aos 84 minutos, falhou um golo, atirando um pouco por cima da baliza dos visitantes. Foi o sexto remate dos “dragões”, que tinham menos uma tentativa do que os franceses. 

  • Os campeões nacionais continuam a não saber perder diante do Marseille, pois em cinco partidas somam quatro triunfos, um empate, dez golos apontados e quatro consentidos. Olhando para a fase de grupos da Champions, o FC Porto saiu vitorioso nos últimos sete encontros que realizou no palco do Estádio do Dragão. 
  • Já a formação orientada por André Villas-Boas – que nunca venceu nas cinco vezes em que uma equipa treinada por ele defrontou os “azuis-e-brancos” – somou a terceira derrota nas últimas quatro vezes em que entrou em acção.

[ Passes e mais passes na retaguarda, de nada valeram aos franceses, perante “dragões” mais objectivos ]

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O melhor em campo GoalPoint👑

Mais uma grande exibição de Corona, que é um elemento chave neste FC Porto. Esta terça-feira “dinamitou” por completo a defensiva do Marseille e apenas faltou que marcasse para emoldurar esta exibição. O mexicano esteve envolvido em todos os três lances de golo da equipa – Expected Goals (xG) de 1,3 -, realizou duas assistências, sofreu falta de Amavi na jogada da penalidade apontada por Sérgio Oliveira, ofereceu dois passes para finalização, três passes valiosos (feitos a menos de 25 metros da baliza), foi quem mais teve acções na área contrária com a bola (5), foi eficaz em cinco dos sete dribles feitos e falhou apenas três dos 30 passes realizados (90% de eficácia). Tecatito teve a melhor nota deste duelo com um GoalPoint Rating de 8.2.

Jogadores em foco 🔺🔻

  • Marega 6.7 – Alvo de críticas neste início de época, o maliano esteve em foco pelas melhores razões. Inaugurou o marcador – Expected Goals (xG) de 0,8 -, enquadrou os dois remates e foi importante na pressão que os “dragões” exerceram ao longo do encontro e defendeu,  com dois desarmes, duas intercepções, um alívio. 

  • Luis Díaz 6.2 – Após ter falhado os últimos jogos devido a lesão, o colombiano voltou ao “onze” e foi importante, culminando a exibição com um belíssimo golo. 
  • Sérgio Oliveira 6.2 – É o “box-to-box” da equipa, que soma acções importantes no processo defensivo – dois desarmes, duas intercepções e seis recuperações da posse – com acções cruciais no ataque, como foi o caso do golo que marcou no único remate realizado.
  • Uribe 5.8 – Formou com Sérgio Oliveira uma dupla sólida no eixo do meio-campo, não se dá muito por ele, mas o certo é que o colombiano cumpre na perfeição com as directrizes impostas por Sérgio Conceição. Dos seus dados, destacamos as dez recuperações de bola, máximo no encontro. 
  • Payet 4.6 – Uma sombra do craque que em tempos idos brilhou. Lento e previsível, o internacional francês pouco fez no palco do Dragão. Desperdiçou uma grande penalidade e registou 12 perdas de bola.
  • Malang Sarr 4.5 – Precipitou-se e derrubou Thauvin, penálti assinalado, que Payet falhou para alívio do jovem central que esta noite rendeu Pepe. A nota acaba por ser penalizada devido a esta jogada. De resto, contabilizou três alívios, um corte decisivo e cinco passes progressivos certos.

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