O FC Porto apanhou um valente susto na recepção ao Moreirense FC. Aos 40 minutos os “dragões” estavam a perder por 2-0, mas conseguiram dar a volta ao marcador, a começar com o 2-1 de penalty, apontado aos 41 minutos – e que se pode considerar como o ponto de viragem na partida. Apesar das dificuldades na segunda parte, a grande insistência e pressão portistas – e a coragem de José Peseiro – acabaram por dar frutos, perante um Moreirense que se encolheu, recuou em demasia e pagou caro por isso. No final alguns números gordos que ajudam a explicar o 3-2 final.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 23 - Porto vs Moreirense
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Iuri Medeiros estava a ser um verdadeiro quebra-cabeças para o Porto, ao fazer o 1-0 (10′) e a assistência para o 2-0 (28′), de Fábio Espinho. O arranque de jogo foi complicado para os da casa, que não conseguiam travar Iuri nem a velocidade de Boateng, porém a superioridade global era dos portistas. O penalty apontado por Miguel Layún (41′), numa altura de forte pendor ofensivo dos “azuis-e-brancos”, deu o mote para a reviravolta na segunda parte, mas apesar da pressão, aos 70 minutos o Porto tinha apenas um remate enquadrado em toda a segunda parte. Peseiro já havia feito entrar Marega para o lugar do central Chidozie, uma decisão corajosa que resultou em pleno. O Porto empurrou o Moreirense para a sua grande área e marcou mais duas vezes, ambos de cabeça, por Suk (73′) e Evandro (76′).

Pelo meio alguns números que explicam o desfecho. O principal, talvez, os remates dentro da área do Moreirense. Dos 28 disparos do Porto, 20 foram realizados dentro da área adversária, resultado do recuo visitante, um recorde na Liga NOS – o anterior máximo era 17 e pertencia a Porto e SC Braga, ambos em casa com o Belenenses. Por outro lado, o Porto fez 23 passes para ocasião (!) e o Moreirense nove, igualando o máximo de 32 nesta estatística. Não espanta, portanto, que este seja o jogo da Liga NOS com a média colectiva mais elevada no GoalPoint Ratings: 5.92 – o anterior máximo era 5.79 no União da Madeira-Sporting Braga.

Layún, para não variar

Miguel Layún começa a ser um cliente habitual nas eleições do mais valioso jogador nas partidas do FC Porto. O lateral voltou a estar em grande, com um golo, uma assistência e 18 cruzamentos – oito deles de bola corrida e seis eficazes, números estratosféricos. Os cruzamentos ajudaram sobremaneira Layún a registar oito passes para o ocasião na partida, números geralmente habituais em avançados ou médios mais ofensivos. Uma exibição que lhe valeu 8.0 no GoalPoint Ratings.

Destaque também para Hector Herrera, que somou 7.5 no nosso ratingrematou três vezes, fez três passes para ocasião e tocou 98 vezes na bola. E também para o coreano Suk (6.4), autor de um golos em sete remates, tendo seis desses disparos sido realizados de cabeça, o que constitui novo recorde na Liga NOS. Finalmente, Iuri Medeiros. O atacante do Moreirense somou 7.3 no GoalPoint Ratings, graças ao golo de marcou em dois remates, aos três passes para ocasião e uma assistência.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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