O FC Porto viveu um dia de acalmia e regressou às vitórias na Liga NOS, e logo por 4-0 na recepção ao CD Nacional. Se a formação madeirense costuma ser um adversário incómodo para os portistas no Estádio do Dragão, desta vez ter-se-á esquecido desse detalhe histórico e foi presa fácil para um FC Porto que nem pareceu atravessar um período negro. As facilidades começaram cedo, logo aos dois minutos, com o primeiro golo, da autoria de Silvestre Varela, e prosseguiram ao longo de toda a partida, o suficiente para serem batidos alguns recordes. E o resultado não foi mais dilatado porque o guarda-redes Rui Silva evitou um punhado de golos. Silva nada pôde fazer para evitar o 2-0, de Herrera, logo aos nove minutos, o 3-0 de Danilo Pereira (67′, tornando-se o jogador com melhor taxa de concretização dentro da grande área, com 32%) e o 4-0 numa brilhante finalização de Aboubakar (85′).

Porto vs Nacional - Liga NOS 2015/16
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Rui Silva, comecemos por ele. O guardião do Nacional esteve em grande evidência, pois realizou nada menos que dez defesas, batendo um recorde na Liga NOS de nove “paradas” que pertencia a José Sá (agora no FC Porto, mas na altura no Marítimo), Igor Stefanovic (Moreirense) e Raúl Gudiño (União da Madeira). Não fosse o jovem de 22 anos os números teriam chegado a valores pouco vistos. Senão vejamos: o FC Porto realizou 25 remates, 14 deles enquadrados, este último também um número recorde (o anterior máximo era 11). De todos estes disparos, 17 foram realizados dentro da grande área do Nacional, o que demonstra a facilidade com que os “azuis-e-brancos” penetravam na macia defensiva contrária.

Os insultares revelaram maciez defensiva e não só, pois também o meio-campo revelou-se impotente face ao futebol apoiado dos portistas, que mostraram excelente posicionamento e simplicidade de processos no passe – terminaram a partida com 87,5% de passes certos. O recurso às faixas laterais foi norma e com qualidade, pois os “dragões” realizaram 25 cruzamentos de bola corrida, 13 deles com sucesso – só José Ángel fez nove, cinco com eficácia. Já para não falar dos 12 cantos. Maxi Pereira fez uma das assistências (os laterais portistas somam 51% das assistência do FC Porto) e o colega do corredor direito, Jesús Corona, realizou duasO Nacional tentou responder no segundo tempo e terminou com 13 remates, mas só quatro enquadrados. Palavra final para a ausência de cartões nesta partida (só foram cometidas 17 faltas), uma excepção à regra da frequente “chuva de cartões” que costuma caracterizar os encontros da Liga NOS.

Corona, o combustível do “dragão”

O FC Porto fez jus ao emblema e deitou “fogo” em casa frente ao Nacional. O principal combustível foi Jesús Corona. O mexicano fez duas assistências para golo, cinco remates, três enquadrados, quatro passes para ocasião e acertou dois dos seis cruzamentos que realizou de bola corrida. Foi à linha, combinou com Maxi, flectiu para o meio e criou desequilíbrios. Foi um quebra-cabeças constante e ainda acertou 82,6% de 46 passes. Uma exibição em cheio que o destaca como jogador mais valioso da partida, com 8.1 no GoalPoint Ratings (GPR).

Destaque também para Maxi Pereira, que somou 7.4 no GPR. Fez uma assistência, cinco passes para ocasião e esteve implacável nos duelos, os quais ganhou 11 dos 19 que disputou. Uma excelente exibição do lateral a defender e a atacar. E para Herrera, com 7.1 GPR, fruto do golo que marcou em quatro remates, todos enquadrados, e dos três passes para ocasião. Rui Silva, o guarda-redes do Nacional, registou 6.9 GPR, graças às dez defesas que realizou, algumas de grande categoria.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

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