O FC Porto está em crise. Uma frase cliché, é certo, mas a contestação que os adeptos do FC Porto dedicam a Julen Lopetegui tem mais um capítulo. O “dragão” empatou 1-1 em casa com o Rio Ave FC, depois de dominar por completo a partida e rematar como poucos, mas para além de alguma infelicidade em certos momentos do jogo, voltou a mostrar grandes dificuldades para ultrapassar uma defesa organizada e isso pesou na eficácia no momento da finalização. Em três jogos consecutivos sem vencer, a equipa de Julen Lopetegui somou um empate e duas derrotas.

Liga NOS 2015/16 - Jornada 16 -  Porto vs Rio Ave
Clique na infografia para ampliar (infografia: GoalPoint)

Bom arranque da equipa portista no jogo, há que dizê-lo.  Aos 20 minutos somava 78,5% de posse de bola, seis remates, três deles à baliza, naquele que foi o melhor período da equipa. E o golo de Hector Herrera – através de um remate que desviou ainda num defesa e traiu Cássio – surgiu aos 22 minutos. À meia-hora chegou aos nove disparos (quatro à baliza), mas notavam-se já sintomas preocupantes, o principal o facto de a equipa, no seu conjunto, ter ganho apenas seis duelos individuais dos 20 disputados. Um sinal de desinspiração individual e incapacidade de movimentos de ruptura que se assistiu ao longo de toda a partida.

O Rio Ave empatou aos 33 minutos, num remates de João Novais que desviou em Danilo Pereira e enganou Iker Casillas. Este tento teve o condão de intranquilizar os “azuis-e-brancos”, que ainda assim nunca diminuíram a pressão. Ao intervalo registavam 16 remates contra quatro dos forasteiros,  seis enquadrados contra três e 78% de posse de bola. Estes valores baixaram um pouco no segundo tempo, mas não o suficiente para concluir que o Porto esteve pior. Não esteve, continuou foi mal nos duelos e sem capacidade de penetração – apesar de André André ter acertado no poste e visto Cássio tirar a bola em cima da linha de golo a meio do segundo tempo. No final, 26 remates contra apenas oito, mas nos enquadrados esteve o problema: somente nove para o Porto, cinco para o Marítimo. E quando a bola ia à baliza, no caminho estava Cássio.

Uma “aranha” vilacondense

O FC Porto pode ser acusado de não ter sido competente esta quarta-feira, mas seria injusto apontar apenas esse facto como causa do empate no Estádio do Dragão. Como referimos atrás, o Porto realizou 26 remates, nove deles enquadrados, e esses nove tiveram todos um destino… Cássio! O guardião brasileiro realizou nove defesas, um recorde num só jogo desta Liga NOS, pelo que foi o melhor em campo, com 8.1 no GoalPoint Ratings.

Do lado do Porto, o marcador do golo, Hector Herrera, foi o mais pontuado, com 7.1 no GoalPoint Rating, sendo melhor por uma décima do que Yacine Brahimi. O mexicano fez o golo em três remates, ganhou seis de sete duelos e realizou dois desarmes.

Nota: Os GoalPoint Ratings resultam de um algoritmo proprietário desenvolvido pela GoalPoint que pondera exclusivamente o desempenho estatístico dos jogadores ao longo da partida, sem intervenção humana. Clique para saber mais.

> NA PRÓXIMA PÁGINA: O JOGO COMO O VIMOS