O FC Porto tem uma complicada tarefa (mas não impossível) para atingir a fase de grupos da Liga dos Campeões. Os “dragões” empataram em casa com a Roma, 1-1, mercê de um autogolo de Felipe e um penalty de André Silva e viaja agora à “cidade eterna” com a obrigatoriedade de vencer.

“Miolo” manietado

Muitos remates, mas pouca pontaria explicam parte do que se passou no Dragão. Mas não só. Os comandados de Nuno Espírito Santo sentiram dificuldades para ter bola, fruto de um meio-campo romano preenchido com De Rossi, Strootman e Nainggolan, estes dois em especial, a pressionarem junto a Dzeko. Sem bola, e perante Salah irrequieto, foram da Roma os melhores lances do primeiro tempo e só a partir dos 35 minutos (o autogolo de Felipe foi aos 21 minutos) os homens da casa conseguiram equilibrar e rematar muito. Porém com pouca pontaria. A expulsão de Vermaelen (41’), diga-se, também ajudou nessa reacção.

  • Aos 35 minutos o cenário era este: 6-8 em remates, 3-7 enquadrados, 4-5 em passes para ocasião, 30%-70% em posse de bola
  • Problemas de finalização: ao intervalo o Porto tinha 15 remates, só quatro enquadrados, contra 9-7 da Roma
  • Mohamed Salah acabou primeiro tempo com quatro disparos, três à baliza; André Silva 3-1.

O brasileiro “abre-latas”

O segundo tempo começou com um golo anulado a Adrián López, por fora-de-jogo, mas o empate chegaria aos 61 minutos, por André Silva, de penalty (estreia a marcar na Liga dos Campeões). Foi o corolário de um óptimo período portista, muito por culpa da colocação de Otávio em zona frontal, após ter iniciado a partida na esquerda – foi ele quem derrubou a organização romana.

Estrondosa a diferença para a primeira parte. Aos 75 minutos o Porto tinha 65,8% de posse (relativa à segunda metade), 12 remates neste período contra apenas dois, mas o mesmo problema: 1-1 em disparos enquadrados, 11-0 bloqueados, muito fruto dos 13 remates fora da área.

Otávio ao estilo de Deco

Técnica, velocidade, visão, capacidade de decisão. Estas as características de Deco. Junta-se a isto raça e agressividade e temos Otávio. Começou na esquerda, supostamente para fazer desequilíbrios pelo flanco, mas a sua “praia” é no meio. Foi quando o brasileiro ali foi colocado, após o intervalo, que o Porto ganhou dimensão. Somou 6.9 no GoalPoint Ratings e foi o mais valioso jogador em campo, com seus seis remates, cinco passes para ocasião, nove de 18 duelos ganhos, três duelos completos em nove tentativas, três desarmes, o máximo no Porto a par de Maxi, e uma panóplia de recursos.

Destaque também para Hector Herrera, dono de 6.7 no GoalPoint Ratings, em grande parte pelos cinco passes para ocasião, 87,3% de 63 passes certos, 81 toques na bola (o máximo) e oito recuperações de bola. Alex telles (6.4) e Iker Casillas (6.4) também estiveram bem, apesar de o guardião quase ter comprometido na primeira parte. Mas terminou com sete intervenções, algumas decisivas.

Factos Estatísticos GoalPoint:

  • O Porto realizou 29 cruzamentos de bola corrida, 21 deles no segundo tempo
  • Portistas com problemas de penetração na grande área: dos 31 remates, 13 foram de longe
  • Avançados dos “dragões” com má pontaria, pois atiraram 14 remates para fora e viram 11 bloqueados
  • Roma terminou a segunda parte com apenas 56,9% de passes certos…
  • André Silva fez sete remates, Otávio seis, Salah e Adrián quatro (2-1-3-1 enquadrados)
GoalPoint | FC Porto vs Roma | Champions League 2016/17 | Ratings
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GoalPoint | FC Porto vs Roma | Champions League 2016/17 | MVP
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GoalPoint | FC Porto vs Roma | Champions League 2016/17 | 45m
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GoalPoint | FC Porto vs Roma | Champions League 2016/17 | 90m
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