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O FC Porto cumpriu no Estádio do Dragão e levou de vencida o Santa Clara. Contudo, este não foi um jogo fácil para os “dragões”, que dominaram, é certo, mas triunfaram por apenas 1-0, perante uma formação açoriana que soube sempre sair com perigo para o contra-ataque, de forma rápida e objectiva, e até poderia ter marcado. Um tento de Moussa Marega, na primeira parte, após bom lance de Otávio, foi o suficiente para a equipa de Sérgio Conceição regressar à liderança da Liga NOS, à condição.

Resumo💻

O Jogo explicado em Números 📊

  • Domínio intenso do FC Porto no primeiro quarto-de-hora, com 68% de posse de bola, mas sem conseguir criar perigo. Aliás, os “dragões” não realizaram qualquer remate nesta fase inicial, ao passo que o Santa Clara fez um, de fora da área, bloqueado pela defesa portista. E até marcou aos nove minutos, num lance anulado por fora-de-jogo.
  • Contudo, os homens da casa não precisaram de muito para marcar. Aos 18 minutos, Otávio rompeu na grande área açoriana, rematou para defesa de Marco, mas a bola sobrou para Moussa Marega e este atirou a contar, no segundo remate dos “dragões” na partida.

  • Reagiu bem o Santa Clara, que quase marcou aos 23 minutos, por Rashid, mas o seu remate saiu perto do poste esquerdo da baliza de Iker Casillas. Ainda assim insuficiente para contrariar a superioridade portista. Os anfitriões chegaram à primeira meia-hora com 63% de posse de bola e dois remates enquadrados em três disparos (1-3 do lado visitante).

  • Os açorianos chegaram novamente ao golo aos 41 minutos, por Schettine, mais uma vez um lance anulado por fora-de-jogo. Nesta altura, o Santa Clara continuava a criar perigo nas vezes que conseguia libertar-se da pressão portista, mas a verdade é que do lado dos “dragões” o pendor atacante era total, apenas com Éder Militão e Felipe a apresentarem uma posição média de acções com bola atrás da linha de meio-campo.
  • Intervalo Vantagem mínima dos “dragões” na primeira metade, fruto de um golo no lance que deu os primeiros remates à formação da casa. O Porto foi sempre superior, com muita bola, mais remates, todos dentro da grande área contrária, e aí esteve a diferença em termos ofensivos. O Santa Clara rematou quase tanto quanto os “azuis-e-brancos”, mas dos cinco disparos que fez, só um aconteceu dentro da área de Casillas, pelo que os expected goals (xG) ao intervalo assentam na perfeição ao resultado. O melhor em campo nesta fase era Otávio, com um GoalPoint Rating de 6.0. O brasileiro fez o remate que acabou por permitir a recarga vitoriosa de Marega, acertou 30 dos 33 passes que fez e ajudou colectivamente com cinco recuperações de posse.

  • O Santa Clara quase não teve bola no primeiro quarto-de-hora do segundo tempo, não passando de 23% de posse de bola. Contudo, na primeira vez que chegou com perigo ao ataque, Schettine (58′) obrigou Casillas a uma grande defesa, através de um belo cabeceamento.

  • O Porto estava seguro no passe (86% de eficácia nesta fase) e anulava com facilidade as tentativas de lançar contra-ataques rápidos por parte do Santa Clara, como os insulares conseguiram no primeiro tempo. Aliás, os visitantes não passavam dos 48% de passes certos nesta fase, não conseguindo encetar transições.
  • O Santa Clara conseguiu sacudir um pouco a pressão até aos 70 minutos, impedindo o Porto de criar verdadeiros lances de perigo e conseguindo soltar-se um pouco para o ataque. A posse de bola subiu para 31%, a eficácia de passe para 61% e o único remate enquadrado desde o intervalo era açoriano, o tal cabeceamento de Schettine. O brasileiro registava assim uma ocasião flagrante de golo falhada, o outro era Corona, entrado já na segunda parte.
  • Aos 75 minutos, Fernando Andrade quase marcou à antiga equipa, com um remate na grande área para a defesa da noite por parte de Marco. Nesta fase já o Santa Clara não saía com tanta facilidade e o Porto controlava as operações, com 66% de posse de bola, seis remates, dois enquadrados no segundo tempo.

  • O jogo manteve-se tenso até final, devido à margem mínima da vantagem portista, perante um Santa Clara que nunca deitou a “toalha ao chão”, mas o Porto controlou as operações até final e assegurou os três pontos.

O Homem do Jogo 👑

O jogo não teve um número elevado de ocasiões de golo. O único tento do jogo aconteceu na primeira parte, na sequência de uma bela jogada de Otávio, concluída por Marega. O brasileiro foi, devido a essa jogada – e a outras outras -, o melhor da primeira parte e terminou a partida na liderança dos GoalPoint Ratings, com 6.1. Otávio fez dois remates (um enquadrado), completou 88% dos passes que fez e um drible, e realizou sete recuperações de posse.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Éder Militão 6.0 – Jogo após jogo, o defesa portista vai sendo dos melhores da sua equipa, numa demonstração de grande consistência. Este sábado foi o segundo melhor, mercê de um passe para finalização, 56 passes certos em 63, seis deles longos (num total de oito), ganhou dois duelos aéreos defensivos em três e três em quatro ofensivos.
  • Moussa Marega 6.0 – O maliano voltou a dar nas vistas, pois estava no sítio certo para finalizar a jogada do 1-0. Mas pouco mais mostrou: rematou quatro vezes (máximo do jogo), mas só enquadrou uma, e fez um passe para finalização.
  • Patrick Vieira 6.0 – O melhor jogador do Santa Clara foi o seu lateral-direito. O brasileiro criou uma ocasião flagrante em dois passes para finalização e esteve em sete acções defensivas, entre elas três desarmes.
  • Tiquinho Soares 6.0 – O ponta-de-lança não fez qualquer remate, algo que mancha a sua actuação, pela missão que tem em campo. A sua nota positiva baseia-se nos dois duelos aéreos ofensivos ganhos em três e na ocasião flagrante de golo que criou.
  • Felipe 5.8 – O central brasileiro nem tem muito trabalho defensivo a mostrar no final da partida, pelo que o destaque vai para o que conseguiu fazer no primeiro momento de construção da equipa da casa. Felipe concluiu 55 dos 59 passes que fez e teve sucesso em oito de 11 entregas longas.