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O FC Porto bateu o Schalke em casa, por 3-1, e garantiu o apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos campeões como primeiro classificado do Grupo D. Após uma primeira parte morna, os “dragões” surgiram na segunda metade com grande intensidade, mobilidade e velocidade de processos, encostando os alemães às cordas com golos de Éder Militão, Jesús Corona e Moussa Marega. O resultado final poderia até ter assumido outros números, tal a superioridade portista em praticamente todos os detalhes de jogo.

O Jogo explicado em Números 📊

  • Primeiro quarto-de-hora de estudo mútuo e algum equilíbrio em termos de posse de bola. Contudo, em cima do minuto 15, Danilo Pereira obrigou Ralf Fährmann a grande defesa, naquele que foi o primeiro remate enquadrado dos “dragões”, à segunda tentativa. Nesta fase, os alemães eram mais agressivos nos duelos individuais, vencendo 14 de 20.

  • Fährmann voltou a negar o golo ao Porto aos 19 minutos, num voo a tirar um remate muito colocado de Moussa Marega. Aos poucos os homens da casa começavam a empurrar o Schalke para a sua área e adivinhava-se o golo. Ao ponto de, à passagem da meia-hora, os “dragões” registarem já 59% de posse de bola, cinco remates, dois enquadrados.
  • Os alemães até começaram bem o jogo, mas aos poucos deixaram de se conseguir aproximar da área “azul-e-branca”, sendo que não passavam dos dois remate (desenquadrados) nesta fase do jogo. O seu foco ofensivo estava nas alas, com especial incidência na direita, por onde construíam 60% dos seus lances.

  • Porém, esse facto não impedia que Alex Telles fosse uma fonte de jogadas ofensivas, com o lateral-esquerdo a registar dois passes para finalização por volta dos 35 minutos. Contudo, também somava 11 perdas de posse e oito passes falhados em 17.
  • Intervalo O FC Porto foi superior na primeira parte, com 64% de posse de bola, seis remates, dois enquadrados, mas tal como tem acontecido nesta edição da Liga dos Campeões, o Schalke mostrou uma grande capacidade para tapar os espaços que conduzem à sua grande área, pelo que era, à entrada para este jogo, a equipa que menos remates enquadrados permitia aos adversários (oito, chegando ao intervalo com dez). Esse facto fica também comprovado com a dificuldade portista em rematar dentro da grande área alemã, registando quatro dos seis disparos de fora da mesma. O melhor nesta fase era Marega, com um GoalPoint Rating de 5.9. O avançado fez apenas cinco passes, mas rematou uma vez para grande defesa do guardião contrário e completou as três tentativas de drible.

  • Bom arranque do FC Porto na segunda parte, com Yacine Brahimi, solto na esquerda da grande área, a obrigar Fährmann a mais uma defesa apertada. Mas aos 52 minutos a bola entrou mesmo na baliza alemã, com Éder Militão, de cabeça, a abrir o activo, após centro  e Óliver Torres. E aos 55, Jesús Corona fez o segundo, na sequência de uma excelente combinação com Brahimi.

  • Em cima da hora de jogo Felipe, num belo pontapé de bicicleta, acertou na barra da baliza alemã, no período de maior sufoco do Schalke. Grande Porto nesta fase da partida, a registar quatro remates, três enquadrados, desde o intervalo. Neste curto período de tempo o Porto fez mais do dobro (7) dos cruzamentos que havia tentado em toda a primeira parte (3).
  • Por volta dos 70 minutos, os “dragões” registavam quase 70% de posse de bola na segunda parte e 86% de eficácia de passe, dando a ideia de que os germânicos pouco ou nada podiam fazer para mudar o rumo dos acontecimentos. Destaque para Danilo Pereira, que nesta partida nem teve de se aplicar muito em acções defensivas, mas que nesta fase somava quatro remates e 91% de eficácia de passe.

  • O jogo encaminhava-se para o fim com a superioridade total do Porto sem qualquer contestação. Os alemães não passavam dos 36% de posse de bola na segunda parte, a cerca de cinco minutos do final, e não conseguiram mais do que um remate. Contudo, aos 89 minutos, caiu-lhes do “céu” um penálti, a castigar braço na bola de Óliver Torres, e Nabil Bentaleb reduziu.
  • Mas Marega não gostou e, nos descontos, isolou-se e, com um toque por cima do guarda-redes, fez o 3-1 final.

O Homem do Jogo 👑

A “eleição” do melhor em campo esteve renhida. Ora Marega, ora Éder Militão e até Yacine Brahimi, vários nomes estiveram na luta pelo primeiro lugar nos GoalPoint Ratings, mas acabou por ser o defesa-central brasileiro a levar o “caneco”, com um valoroso 6.6. Militão abriu o activo, de cabeça, mas esteve também em destaque na retaguarda, com os dois duelos aéreos defensivos ganhos e 11 acções defensivas, entre elas três intercepções e quatro alívios.

Jogadores em foco 🔺🔻 

  • Moussa Marega 6.5 – O maliano muito tentou, viu um golo anulado perto do fim, mas acabou mesmo por facturar nos descontos, dando cor a uma exibição que deu muito trabalho aos alemães. O atacante enquadrou os dois remates que realizou, fez um passe para finalização e completou três dos cinco dribles que tentou.
  • Yacine Brahimi 6.3 – O argelino esteve perto do golo no arranque do segundo tempo, mas acabou por ficar em branco. Algo que não retira brilho a uma exibição que registou uma assistência em dois passes para finalização e dois dribles completos em três.
  • Danilo Pereira 5.9 – Bom jogo do médio-defensivo portista, mas curiosamente mais pelo que fez nos momentos ofensivos. O internacional luso fez cinco remates, máximo do jogo, embora só por uma vez tenha acertado com a baliza, teve êxito em 41 de 47 passes e recuperou a posse de bola oito vezes.
  • Jesús Corona 5.9 – Um dos mais endiabrados jogadores da noite. O mexicano combinou com Brahimi para fazer o 2-0, completou duas de quatro tentativas de drible e foi acutilante no cruzamento, arrancando três, um deles eficaz.
  • Naldo 6.2 – O central brasileiro foi o melhor elemento do Schalke no Dragão, perante a avalancha ofensiva dos homens da casa. Para além de ganhar três de quatro duelos aéreos defensivos, somou 18 acções defensivas, entre elas oito alívios e seis desarmes.